10 de jun de 2010

A FSM APOIA O III ENCONTRO SINDICAL NÒSSA AMÉRICA

A Federação Sindical Mundial declara seu apoio ao III Encontro Sindical Nossa América, que será realizado em Caracas, Venezuela, de 22 a 24 de julho de 2010. Os afiliados e amigos da FSM são os protagonistas desta iniciativa desde seu início e continuam desempenhar este papel fundamental. Uma vez mais, conclamamos todos os nossos afiliados e amigos das Américas para que trabalhem de maneira ativa e eficaz para o êxito do III Encontro Sindical Nossa América.

O III ESNA realiza-se no marco da pior crise econômica global do sistema capitalista. Sob estas circunstâncias, devemos continuar fortalecendo a unidade de nossas forças e a ação coordenada. Hoje mais do que nunca, quando, usando a crise como desculpa, há um ataque generalizado às conquistas históricas dos trabalhadores, mediante medidas antissindicais, antitrabalhistas e antissociais em diversos países de todo o mundo.
Valentin Serov - Trabalhadores, despertai! 
 
Vivemos uma época de crise global do capitalismo. Esta crise abrange todos os setores da economia: a sociedade, a cultura, o meio-ambiente e a política. A forte competição intercapitalista, principalmente entre os EUA e a União Europeia, pelo controle de novos mercados e de novas esferas de influência, assim como a guerra entre o euro e o dólar, aumentam os problemas dos trabalhadores, desempregados, indígenas e camponeses sem terra. Já a União Europeia, orgulha-se de ser a maior “investidora” na América Latina.

Sem dúvida, constatamos na América Latina o crescimento da pobreza, do desemprego e das desigualdades de classe. Sem contar o aumento da dívida dos países e do armamento militar. A crise do capitalismo golpeia especialmente os jovens, privando-lhes de um futuro melhor. Gera desemprego e baixos salários e fomenta privatizações nos setores da educação, saúde e seguridade social. O impacto na cultura, civilização, história e tradições dos povos também é bastante grande, principalmente através dos meios de comunicação nacionais e internacionais controlados pelos capitalistas, que povoam com mentiras as mentes dos cidadãos, publicando falsos livros de história que prejudicam a consciência das novas gerações.

Todas estas contradições se expressam na região da América Latina e Caribe, onde as multinacionais e os monopólios exploram os recursos produtivos de todos os países. O pesar dos capitalistas pela pobreza e a fome é falso e hipócrita. Eles acreditam e adoram um só deus: o beneficio econômico. Sendo que o capitalismo é o grande responsável pela contaminação ambiental global e as mudanças climáticas.

Simultaneamente, a agressão imperialista na região é contínua e reforçada. A ditadura em Honduras, os assassinatos de milhares de lutadores sociais pela aliança Uribe-multinacionais na Colômbia ou o grande dano o causado pelo FMI na Argentina. O Haiti, após o terremoto devastador, sofre praticamente uma ocupação militar. No México sindicatos combativos são fechados. Continuam as calúnias contra a Venezuela, a Bolívia, o Equador, etc. O embargo fascista contra Cuba também continua e, de fato, a União Europeia está impulsionando as calúnias contra o povo cubano. Os imperialistas temem a Revolução Cubana, suas ideias e sua força. Todas estas “conquistas” imperialistas são resultado das políticas dos EUA e da União Europeia e seus aliados. Esta é a moral dos imperialistas.

Frente a esta situação é necessário que a classe operária da América Latina coordene-se e una-se em uma ação baseada em nos reais interesses de classe.

Em nossos dias, os interesses de classe imediatos.

São:

1. Unidade do movimento sindical na ação: por um sindicalismo de luta e antiimperialista. Pelo fortalecimento da consciência de classe. Pela transformação da sociedade, contribuindo para derrotar o sistema capitalista. Plena solidariedade com a Revolução Cubana, apoio ao processo de mudanças progressistas em vários países da América Latina como a Venezuela, a Bolívia, entre outros.
2. Que os trabalhadores não paguem pela crise econômica. Que cessem as privatizações. Que se combata a pobreza. Que os desempregados recebam ajuda e que as demissões tenham fim. Saneamento básico e educação gratuita para todos.
3. Que não se invista em fins militares e esta verba seja destinada ao bem-estar social.
4. Que a OTAN seja extinta. Democracia em Honduras, na Colômbia e em toda a parte
5. Que sejam canceladas as dívidas externas dos países do terceiro mundo. Os povos não têm culpa pela dívida.
6. Que a ONU deixe de legitimar a política de agressão dos Estados Unidos. Basta de palavras, necessitamos de feitos e resultados.
7. Que o povo de cada país possa decidir por si mesmo seu presente e futuro.
8. Que tenha fim o embargo contra Cuba e que os Cinco Heróis Cubanos sejam imediatamente libertados. Que a CSI ponha fim às suas calúnias contra a CTC cubana e deixe de utilizar a OIT nesse jogo. A OIT deve reforçar seu papel, através da representatividade e do respeito a todos os sindicatos internacionais.
9. Retirada imediata das bases militares norte-americanas da Colômbia. Fim às guerras imperialistas.
10. Impulsionar ações unitárias visando à mobilização internacional para o sete de setembro de 2010.

Companheiras e companheiros,


Estamos seguros de que todos esses temas estar ão presentes nas reuniões do III ESNA, em Caracas, e iluminarão as posições do movimento sindical classista conduzidas pela FSM e os nossos afiliados e amigos. Faremos novos amigos, novos aliados ao longo do caminho que devemos percorrer até a derrocada final do capitalismo.

A FSM levará em grande conta as conclusões dos debates que serão realizados em Caracas, tendo em vista a preparação do 16º Congresso Sindical Mundial que será realizado de 6 a 9 abril de 2011, em Atenas, Grécia. Este 16º Congresso será um marco importante para a classe operária mundial.

Saudações combativas!

O SECRETARIADO

Fonte.  http://www.wftucentral.org/?language=pt





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