Já chegaram na Sede Nacional do PCB, no Rio de Janeiro, os livros com as "Resoluções do XIV Congresso do PCB - Reconstrução Revolucionária". Nos próximos dias, os livros chegarão aos Comitês Regionais do Partido nos demais Estados. Publicado pela Fundação Dinarco Reis, o livro é um belo apanhado de tão importante momento na vida dos comunistas brasileiros. Nele você encontrará as resoluções, moções e textos de referência aprovados pelos delegados ao evento, além das mensagens de congratulação dos partidos comunistas e operários espalhados pelos cinco continentes e o emocionante Hino do XIV Congresso do PCB.
Chamamos a atenção para a principal resolução do Congresso, "ESTRATÉGIA E TÁTICA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA BRASILEIRA", que orientará a ação política do PCB até o próximo Congresso do Partido. A Declaração Política "OUTROS OUTUBROS VIRÃO!" é um importante resumo desta principal resolução. Lembramos também que os consistentes documentos "Socialismo: Balanço e Perspectivas" e "O Capitalismo Hoje" são textos de referência para a continuidade do debate sobre estes temas, representando o acúmulo da discussão no Partido a respeito.
Acesse os arquivos digitalizados abaixo:
"ESTRATÉGIA E TÁTICA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA BRASILEIRA"-CLIQUE AQUI
1 – Não nos imiscuímos em assuntos internos de outros partidos. Assim sendo, como partido, não temos nem preferências nem vetos em relação aos dignos e valorosos companheiros do PSOL que disputam internamente a indicação como candidato à Presidência da República.
2 – Em programa institucional no próximo dia 25 de março, em cadeia nacional de rádio e televisão, informamos ao povo brasileiro a determinação de nos apresentarmos nas eleições presidenciais deste ano com identidade própria, sem prejuízo de coligações, no campo da oposição de esquerda, em algumas eleições estaduais. A data do anúncio coincide com o aniversário de 88 anos do PCB, fundado em 25 de março de 1922.
3 – Esta atitude é conseqüente com nossa postura desde o início de 2006, quando já deixávamos claro que não estávamos procurando uma mera coligação eleitoral e muito menos candidaturas, mas a construção de um bloco na perspectiva de uma frente anti-imperialista e anticapitalista permanente, para além do PCB, PSOL e PSTU (incluindo movimentos e organizações populares) e para além das eleições.
4 – Em 2006, a coligação eleitoral então denominada “Frente de Esquerda” dissolveu-se, na prática, dois meses antes das eleições. Suas únicas reuniões, até junho de 2006, tiveram como pauta exclusiva os acordos em torno de candidaturas. Desde então, não houve qualquer reunião trilateral e, no caso pelo menos do PCB, nem bilateral, além de episódicos e superficiais contatos regionais.
5 – Para o PCB, foi equivocado o desinteresse em discussões sobre a conjuntura, a tática e estratégia dos caminhos ao socialismo, que gerassem consensos programáticos. Fizemos em 2006 uma campanha presidencial sem programa, abrindo espaço para a então candidata da coligação expor suas opiniões pessoais que, em muitos casos, não correspondiam nem às do seu próprio partido.
6 – Jamais, enquanto partidos, confrontamos nossos pontos de vista sobre qualquer tema, sendo que em alguns temos divergências importantes, algumas inconciliáveis. Entre estas, há questões que nos são muito caras, como a necessidade de criação de uma organização intersindical classista que seja baseada na centralidade da luta do trabalho contra o capital, a atualidade da construção de uma frente anticapitalista e anti-imperialista para além do economicismo e das eleições e o internacionalismo proletário, com a solidariedade firme e inequívoca à Revolução Socialista cubana, aos processos de mudanças na Venezuela e na Bolívia, ao povo palestino e aos demais povos em luta.
7 – Sempre defendemos a necessidade de uma construção programática que envolvesse muito mais que os três partidos da Frente de Esquerda, com vistas à formulação de uma alternativa de poder que venha a se contrapor ao bloco conservador, como ponto de partida de possíveis coligações eleitorais, evitando que a disputa e decisão sobre os nomes e candidatos ocorra antes e, na maioria das vezes, no lugar da discussão programática de eixos mínimos que possam representar a reorganização de um bloco revolucionário do proletariado.
8 – No entanto, estamos no final de março de 2010 e até agora só temos notícias das intenções dos partidos que compuseram aquela coligação pelos meios de comunicação ou por informes que nos chegam sobre o processo de escolha de candidatura presidencial no PSOL, que começou com a opção de Heloísa Helena por disputar o Senado, depois o desencontro previsível com Marina Silva e agora com a disputa interna ainda em curso.
9 - Não podemos deixar de registrar também nossa contrariedade com os rumos tomados pela então Frente de Esquerda, no que tange aos parlamentares eleitos com a soma de votos de dezenas de candidatos dos três partidos que a compuseram. Os mandatos, em especial os de âmbito nacional, não contribuíram para a unidade e a continuidade da mesma. Como acontece com os partidos convencionais, foram tratados como de propriedade dos eleitos, sem qualquer interação ou mesmo consulta política aos partidos que os elegeram. A preocupação principal desses mandatos foi garantir a própria reeleição.
10 – Queremos manter com os partidos, organizações e movimentos classistas que, como nós, vêem a ruptura do capitalismo como a única possibilidade de transição para o socialismo, uma relação independente, baseada em consensos programáticos e na ação unitária no movimento de massas, o que não significa necessariamente estarmos juntos nas mesmas entidades, organizações e coligações.
É com muita honra que o PCB apresenta abaixo o editorial do primeiro número da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL, que nasce como um importante instrumento do proletariado e dos setores populares na luta contra o capital.
A Revista surge no nonagésimo aniversário de fundação da III Internacional.
O lançamento da Revista Comunista Internacional foi anunciado no Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, que se deu na Índia recentemente. A iniciativa é de Partidos marxistas-leninistas, com os quais o PCB tem grandes afinidades políticas e ideológicas e vem se relacionando na perspectiva de contribuir para o revigoramento do caráter revolucionário do Movimento Comunista Internacional: Partido Comunista da Grécia, Partido do Trabalho da Bélgica, Partido Comunista Operário da Hungria, Partido Socialista da Letônia, Partido Comunista de Luxemburgo, Partido dos Comunistas de México, Partido Comunista dos Povos de Espanha, Partido Comunista Operário da Rússia, Partido Comunista Turco e Partido Comunista de Venezuela. Inicialmente, a Revista será editada apenas nos idiomas inglês, grego, espanhol e russo.
A Comissão Política Nacional do PCB, aprovando relatório das atividades de seus delegados presentes ao Encontro Mundial torna público à sua militância, a seus amigos e simpatizantes e aos revolucionários brasileiros de uma maneira geral que o nosso Partido assumiu a responsabilidade pela edição da Revista Comunista Internacional, em língua portuguesa, para distribuição no Brasil.
Diante deste fato histórico para o movimento revolucionário no âmbito mundial, o PCB envidará todos os seus esforços para aportar a esta iniciativa a contribuição que estiver à sua altura.
Viva a Revista Comunista Internacional!
Viva o Internacionalismo Proletário!
Dezembro de 2009
PCB – Partido Comunista Brasileiro
NASCE A REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL
“Os comunistas não têm porque esconder suas idéias e intenções. Declaram abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados derrotando pela violência toda a ordem social existente”.Manifesto do Partido Comunista, K. Marx e F. Engels
Atenas, 27/11/2009
Com o número um, em dezembro de 2009, nasce a Revista Comunista Internacional, como uma iniciativa de várias revistas teóricas e órgãos jornalísticos de Partidos Comunistas.
Quanto aos princípios desta nova revista e seus objetivos, o CONSELHO EDITORIAL DA “REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL” assinala o seguinte:
“A publicação do primeiro número da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL expressa a necessidade de cooperação entre revistas teóricas e políticas de Partidos Comunistas que têm posições comuns numa série de assuntos teóricos e ideológicos fundamentais. Esta necessidade vem amadurecendo por meio da avaliação do período de retrocesso do movimento comunista internacional depois do triunfo da contra-revolução na URSS e nos países orientais e centrais da Europa, assim como através dos assuntos que o movimento comunista tem enfrentado no desenvolvimento da luta de classes moderna.
Os passos dados rumo à cooperação e coordenação dos Partidos Comunistas e Operários no período passado foram muito importantes e necessários. Consideramos estes avanços essenciais, os apoiamos e seguiremos apoiando. Foi alcançado um certo nível de discussão, intercâmbio de informação e coordenação, de posições e ações comuns em vários assuntos.
Entretanto, é fundamental conquistar a unidade político-ideológica do movimento comunista sobre a base do marxismo-leninismo, a defesa das conquistas que trouxe para a classe operária em nível internacional o primeiro esforço histórico de construir o socialismo, assim como a concepção sobre o caráter da derrocada e de suas causas. Tudo isso constitui condição prévia para a superação da profunda crise do movimento comunista e a revitalização do objetivo estratégico socialista.
Por isso, afirmamos que, em paralelo à continuação desta cooperação e coordenação dos Partidos Comunistas e Operários, como o encontro internacional anual, é necessário reforçar a cooperação teórica entre as revistas teóricas marxista-leninistas. Não nos esquecemos de que a principal condição para a formação de um partido revolucionário é o domínio da teoria revolucionária, o que foi o foco de atenção da III Internacional Comunista Leninista, que este ano celebra seu 90º aniversário. Desde a primeira publicação de sua revista teórica, titulada “Comunista Internacional”, o Komintern expressou seus princípios organizativos e suas posições teóricas.
A REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL, seguindo a tradição leninista, é uma publicação com um claro caráter político-ideológico. É uma publicação com um ponto de vista e não uma simples compilação de teses de Partidos Comunistas, o que já se cumpre com outras publicações, tais como o Boletim Informativo dos encontros internacionais de Partidos Comunistas e Operários, assim como outras publicações partidárias. Nosso objetivo é contribuir à popularização e ao desenvolvimento da teoria marxista-leninista com análise ideológica e posicionamento político ante os modernos desenvolvimentos do capitalismo e os problemas da luta de classes. Consideramos que o reforço da orientação marxista-leninista no seio do movimento comunista internacional é uma condição sine qua non para sua necessária reorganização.
As revistas teóricas e políticas dos Partidos Comunistas que cooperam na publicação da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL estão unidas com base na concepção comum sobre assuntos importantes relativos ao movimento comunista internacional, na defesa dos princípios do marxismo-leninismo, do internacionalismo proletário, da necessidade da revolução socialista, da ditadura do proletariado e da construção da sociedade socialista
Unimos nossas forças:
- para contribuir à reorganização teórica e ideológica do movimento comunista internacional sobre uma base marxista-leninista sólida, não obstante as diferentes aproximações em temas de estratégia.
- para sublinhar expressamente o papel de vanguarda da classe operária no processo revolucionário e seu papel dirigente na luta pelo progresso social, pela transição revolucionária do capitalismo ao socialismo.
- para defender os princípios leninistas do partido, em condições de crescimento da pressão sobre os Partidos Comunistas para sua incorporação à ordem capitalista.
- para mostrar a necessidade de lutar contra as uniões imperialistas, tais como o FMI, a OTAN, a UE, etc.
- para defender a experiência histórica do movimento comunista internacional, com segurança, sem negar a necessária crítica e as conclusões científicas que ajudaram o atual movimento comunista internacional a dar passos adiante. Consideramos que é necessário seguir a via das tradições revolucionárias da Comuna de Paris, da Revolução Socialista de Outubro, da Internacional Comunista e da experiência socialista da URSS e dos outros países.
A reorganização teórica e ideológica do movimento comunista internacional não pode realizar-se sem uma firme confrontação das correntes que atuam no seio do movimento operário, tais como a socialdemocracia, todo tipo de oportunismo dentro do movimento comunista, revisionismo, reformismo, nacionalismo, cosmopolitismo e liberalismo.
Por isso, expomos abertamente, ao conjunto do movimento comunista internacional, nossas posições, nossa concepção e nossa crítica ao existente retrocesso e distorção do marxismo e contribuímos ao início de uma discussão importante em suas fileiras para sua orientação teórica e ideológica. Nos dirigimos a todas as publicações teóricas dos Partidos Comunistas que apoiam os princípios acima expressos e que queiram contribuir neste esforço.
Julgamos necessário dedicar o primeiro número da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL à atual crise econômica capitalista internacional, que assinala os limites históricos do modo de produção capitalista e acumula material explosivo que pode contribuir aos processos revolucionários nos anos vindouros.”
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino/RJ
Em nome do povo palestino nos confraternizamos com todos os militantes internacionalistas, com todas as entidades e partidos políticos que durante esses longos e tenebrosos anos de ocupação fascista estiveram firmes na defesa intransigente da causa palestina! O povo palestino agradeçe sua solidariedade!
Lembrar que se nossa luta se mantém com a mesma firmeza que a caracterizou como símbolo de resistência de uma época, é por que temos a sua solidariedade, sua amizade, sua simpatia e sua parceria.
É assim , por que nosso inimigo é o mesmo inimigo que combates no campo, na luta sindical, nas favelas, no movimento estudantil: É o sionismo que se veste de mil formas e uniformes e fala mil línguas, é dono do capital, dos exércitos, das armas, da mídia, das guerras e dos extermínios étnicos e sociais.
No dia 27 de dezembro fará 1 ano que a Palestina foi criminosamente bombardeada, onde foram assassinados mais de 1.400 pessoas, maioria de mulheres e crianças; cujo rastro contabiliza mais de 5.000 feridos gravemente e uma cidade inteira destruída..... GAZA. Atualmente, a população sofre os horrores de um bloqueio econômico criminoso, que transforma a cidade no maior campo de concentração produzido por um estado fascista.
Na Cisjordânia, o estado judeu expulsa as famílias árabes de suas casas e no lugar constrói colônias para os novos colonos judeus que chegam nos territórios ocupados, trazidos de toda parte do mundo com a promessa de terra, casa e ajuda do governo israelense. Bairros inteiros estão sendo destruídos, palestinos assassinados ou presos para dá lugar a colonias judias.
Contra tudo isso a solidariedade mundial está construindo uma grande marcha juntamente com o povo de Gaza. A concentração será no Cairo , e no dia 31 de dezembro a Marcha de Liberdade para Gaza será recebido pelos palestinos da cidade.
(Um companheiro do Comitê irá representar os brasileiros na Grande Marcha de Liberdade para Gaza, com a ajuda do Sindicato dos Petroleiros.)
Finalmente, desejamos a todos boas festas e um ano repleto de bons e vitoriosos combates!
A LUTA CONTINUA...
Por favor, aceitem um precioso presente do povo palestino: Sua Arte!!!!!!
São obras de artes do pintor palestino Ismail Shammout.
E abaixo um pequeno vídeo (3min e 55s), muito bem produzido, sobre Gaza, com uma bela canção ao fundo.