<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060</id><updated>2012-01-30T09:32:28.001-02:00</updated><category term='pcb.fidel.eua'/><category term='partido'/><category term='sepe'/><category term='PCB.RESOLUÇÕES'/><category term='unidade classista'/><category term='são gonçalo'/><category term='BURGUESIA'/><category term='tortura nunca mais'/><category term='CAPITAL'/><category term='pcb.são gonçalo.trabalho'/><category term='Brecht.LUTA'/><category term='SOMOS TODOS PALESTINOS'/><category term='ELEIÇÕES'/><category term='comunista'/><category term='mst'/><category term='tv'/><category term='cuba'/><category term='eleições.rádio'/><category term='LIVRO'/><category term='PALESTINA.GAZA.'/><category term='CLASSES'/><category term='mais valia absoluta'/><category term='pcb'/><title type='text'>PCB - SÃO GONÇALO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>395</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-4571899585072639835</id><published>2012-01-30T09:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T09:32:28.013-02:00</updated><title type='text'>A moradia como ficção</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Joycemar Tejo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A ficção é um ramo da literatura interessante. Livre das amarras da  realidade e do compromisso com fatos, o escritor dá asas à imaginação e  pode abarcar, a seu bel-prazer, situações para além de limites temporais  e geográficos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As cidades invisíveis de Ítalo Calvino &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; não seriam o que são se não fossem, justamente, &lt;em&gt;invisíveis&lt;/em&gt;; o puro gênio criativo em ação. Isso é ser artista, a capacidade de &lt;strong&gt;criar&lt;/strong&gt;, e não por acaso Henry Miller define como artista quem quer que &lt;strong&gt;crie&lt;/strong&gt; algo &lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BLmjubBIew8/TyZ_tktu6_I/AAAAAAAABGU/Az7nO5ucLRg/s1600/gas-de-pimenta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="258" src="http://3.bp.blogspot.com/-BLmjubBIew8/TyZ_tktu6_I/AAAAAAAABGU/Az7nO5ucLRg/s400/gas-de-pimenta.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quem pega a constituição brasileira de 1988 sente estar diante de uma  obra de ficção também. Tantos e tantos comandos bonitos! Pegando esse  fabulário moderno vemos que a dignidade da pessoa humana é fundamento da  República, que a construção da sociedade justa, livre e solidária é um  objetivo fundamental, que todos são iguais perante a lei, que a  educação, saúde, trabalho etc. são direitos sociais- e por aí vai.  Talvez isso seja realidade: em Xanadu ou na Terra do Nunca. Mas, como  qualquer um pode verificar, não no país de Daniel Dantas e Naji Nahas. &lt;em&gt;Welcome to real life&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há então um enorme abismo entre o comando constitucional e a vida  cotidiana, no que diz respeito aos direitos e garantias fundamentais.  Ocorre que, e como advogado reiteradamente insisto nisso, justamente por  haver o comando é que pode (e deve) ser exigido. A ciência jurídica  passa por um novo enfoque: ao invés de enxergar na constituição uma bela  (e fantasiosa) carta de princípios, passa-se a reconhecer nela&lt;strong&gt; força normativa&lt;/strong&gt;; se está lá, tem que ser cumprido &lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;.  Não se trata aqui de achar que as mazelas da sociedade de classes podem  ser solucionadas pela Constituição burguesa, mas de compreender que  mesmo ela -limitada e deficitariamente que seja- garante ferramentas que  podem, ainda na sociedade de classes, suavizar pouco que seja a posição  dos explorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais acima falei em &lt;strong&gt;moradia&lt;/strong&gt;. É uma coisa tão  elementar, que alguém já disse ser um direito "pré-humano", pois até o  menor dos bichos tem seu refúgio. Afinal um teto sobre a cabeça não é  muito, é o mínimo para a sobrevivência. Custa crer que tal direito tão  básico (considerado fundamental pela Constituição) é negado para grandes  estratos da população, logo no País dos lucros recordes para o setor  financeiro, do pré-sal e da Copa do Mundo. O massacre (não há termo  melhor, mesmo que não tenha havido vítimas fatais, coisa aliás que não  ficou clara até o momento) de &lt;strong&gt;Pinheirinho&lt;/strong&gt; é mais uma  capítulo nessa longa história de vilipêndio aos direitos mais  rudimentares do ser humano. De um lado, batalhão de choque, cavalaria e  cães policiais; o inimigo? pessoas defendendo suas casas. E por que  defendiam suas casas? Porque a justiça (em minúsculas) determinara a  reintegração do terreno ao seu verdadeiro (sic) proprietário (sic), Naji  Nahas, o arqui-especulador &lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt;. Para esse, tudo; para  os moradores (insistentemente chamados pela mídia de "invasores"), nada.  Tudo se resume a isso: o direito à propriedade de um se sobrepondo ao  direito à moradia de milhares. Passando por cima de um conceito chamado,  tanto no Código Civil quanto na Constituição, de "função social da  propriedade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da comoção pública e da denúncia por parte dos setores da  sociedade civil, como o Conselho Federal da OAB, os responsáveis pela  desocupação se sentiram obrigados a se justificar. O PSDB -partido do  governador de São Paulo, Alckmin, e do prefeito Eduardo Cury, de São  José dos Campos, onde se situa Pinheirinho- prontamente emitiu uma nota  tirando o corpo fora, assim como todas as autoridades envolvidas, como  os juízes que entusiasticamente acompanharam de perto a atuação  policial, protegidas pela mídia hegemônica, bateram na tecla da  legalidade da ação, que teria se dado dentro dos conformes e sem  excessos. Declarações que apenas servem para me lembrar da fala de  Trotsky: "&lt;em&gt;Os antagonismos sociais elevam, sempre e onde quer que seja, ao quadrado e ao cubo a hipocrisia das opiniões dominantes&lt;/em&gt;" &lt;strong&gt;(5)&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vemos na mídia que as autoridades estaduais e municipais estão  tomando providências para amparar os desalojados, como fornecendo  "aluguéis sociais". Supondo que os entes públicos estão agindo assim por  genuína preocupação social (e não pela pressão das entidades de defesa  de direitos humanos), a pergunta fica no ar: por que não providenciaram  isso &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; da expulsão dos moradores? A ocupação do  terreno já se aproximava de uma década. Fosse o caso de reintegrar a  posse (o que já é em si discutível), era dever do poder público  providenciar uma "transição", sem atropelos ou choques; e jamais invadir  um local ocupado por milhares de pessoas -incluindo muitas crianças e  idosos- às 6 horas da manhã de um domingo. Imaginem, senhores:  chutam-lhe a porta da casa em uma bela manhã com a singela ordem,  "saia!". E dá-lhe gás lacrimogêneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Trotsky. Diz, lembrando a natureza autoritária própria da atividade estatal, que "&lt;em&gt;o direito de dispor dos contingentes de homens armados é o direito fundamental do poder de Estado&lt;/em&gt;" &lt;strong&gt;(6)&lt;/strong&gt;.  O que mais temos visto, no Estado de São Paulo, são homens armados  lançados contra o povo. Seja na USP, na Cracolândia como em Pinheirinho,  o governo tucano recorre ao cassetete e ao gás lacrimogêneo para  solucionar questões de ordem política e social. Mas o povo que apanha  também há de reagir. Nada é mais forte que o povo organizado- nem o mais  feroz batalhão de choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; Para baixar em PDF, aqui - &lt;a href="http://www.4shared.com/office/DqM3JDTw/Italo-Calvino-As-Cidades-Invis.htm" target="_blank"&gt;http://www.4shared.com/office/DqM3JDTw/Italo-Calvino-As-Cidades-Invis.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt; "Big Sur e as Laranjas de Hieronymus Bosch".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt; É o que se chama "neoconstitucionalismo". Sobre,  dentre vários, "Curso de Direito Constitucional Contemporâneo" de Luís  Roberto Barroso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt; Mais precisamente, a massa falida de sua empresa Selecta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(5)&lt;/strong&gt; Leon Trotsky, "A Revolução Traída".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(6)&lt;/strong&gt; Idem, "A História da Revolução Russa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23881%3Aa-moradia-como-ficcao&amp;amp;catid=314%3Aelogio-da-dialetica&amp;amp;Itemid=21" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-4571899585072639835?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/4571899585072639835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/moradia-como-ficcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4571899585072639835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4571899585072639835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/moradia-como-ficcao.html' title='A moradia como ficção'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BLmjubBIew8/TyZ_tktu6_I/AAAAAAAABGU/Az7nO5ucLRg/s72-c/gas-de-pimenta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-9164996220544507012</id><published>2012-01-29T08:34:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T08:34:14.871-02:00</updated><title type='text'>A sociedade prescisa de uma polícia cidadã e democrática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.diarioliberdade.org/" style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;- [Antonio Carlos Mazzeo] "Não sei como", mas a PM tem meu endereço eletrônico ... e acreditem, me enviou um e-mail "explicativo"&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23644:pinheirinho-naji-nahas-alckmin-imprensa-e-policia-contra-7-mil-moradores-pobres&amp;amp;catid=257:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=131" style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;" target="_blank"&gt;sobre a ação (desastrosa) daquela corporação no Pinheirinho&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;..&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O e-mail, (noreply@policiamilitar.sp.gov.br) procurou justificar o injustificável, a partir de um conjunto de informações que misturaram, de modo quase infantil, o obviamente conhecido com distorções da realidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2vCc8pb0XZo/TyMMw6gAS1I/AAAAAAAACIE/EOQ8JwX6E1U/s1600/COVARDIA2.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://2.bp.blogspot.com/-2vCc8pb0XZo/TyMMw6gAS1I/AAAAAAAACIE/EOQ8JwX6E1U/s320/COVARDIA2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O mais incrível disso tudo, é que a PM/SP não admite sequer que possa ter havido excessos na sua ação.&lt;/b&gt;Nada, a não ser cínica autopromoção corporativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;Objetivamente, a divulgação desse e-mail propagandístico reflete o desespero dessa corporação policial-militar diante do profundo desgaste e descrédito em relação à sociedade. Ainda que possam existir segmentos que apoiem e compartilhem a concepção de mundo existente na PM, a grande maioria da sociedade, de fato, não a vê com bons olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desconfiança da população é de tal monta que, surpreendentemente ouvi ontem, de uma apresentadora de um conhecido telejornal matutino, ao comentar mais uma das trapalhadas da PM/SP (na Marginal Pinheiros, em São Paulo, que acabou expondo a vida dos cidadãos em tiroteio irresponsável em meio ao trânsito e que provocou a morte de senhor aposentado) que quando a polícia chega "queremos chamar o ladrão"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dito, em todas as vezes que me refiro às PMs, &lt;b&gt;que essas corporações representam uma forma de organização policial obsoleta e decrépita,&lt;/b&gt; porque produto do período &lt;b&gt;da ditadura militar-bonapartista&lt;/b&gt;, e em descompasso com um país que almeja a institucionalização da democracia em moldes clássico-burguês. Melhor dizendo, as PMs constituem uma uma herança da forma societal autocrática do período imperial, com formação das guardas nacionais, ou como foram designadas oficialmente, Corpo de Guardas Municipais Permanentes, criados no período regencial (1831 - 1840), momento de muitas revoltas populares, como a Cabanagem, no Pará, a Balaiada no Maranhão, a Sabinada na Bahia e a Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, essa maior e mais longa, e com a participação da oligarquia dissidente do poder central. Todas essas revoltas foram afogadas em sangue, em brutais repressões para garantir tanto a unidade nacional ameaçada, como o poder das oligarquias hegemônicas e a autocracia de uma burguesia de caráter mercantil e agroexportadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que esse corpo policial nasce para garantir não somente o poder central, como também os poderes regionais, sob comando dos latifundiários &lt;b&gt;(no caso de São Paulo, o fazendeiro Tobias de Aguiar, não por acaso o patrono da PM/SP)&lt;/b&gt;todos promovidos a "coronéis" do Corpo de Guardas. Mais tarde, na República Velha, esse corpo de guardas transforma-se em Força Pública, mais uma vez a serviço das oligarquias autocráticas, com intuito de repressão dos movimentos populares, em especial, a Grave de 1917, em SP, Revolta dos Marinheiros e a revolta de Canudos, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ditadura militar-bonapartista, transformou essa força em Polícia Militar, ainda na perspectiva da autocracia burguesa, para reprimir os movimentos operário-populares e conter quaisquer possibilidades de oposição à ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que podemos depreender desse sumaríssimo histórico, é que essa organização policial-militar, em seu núcleo genético, atua como corpo estranho à sociedade. Dizendo de outro modo, numa formação social de extração colonial, como a brasileira, onde a chamada "sociedade civil" (ou na definição de Marx, &lt;b&gt;a sociedade civil burguesa&lt;/b&gt;-bürgerliche gesellschaft ) era "gelatinosa" e consequentemente fragmentada, utilizava-se desse tipo de força policial e, inclusive das forças armadas, para garantir a autocracia burguesa e a exclusão dos trabalhadores da vida e dos processos decisórios nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento histórico atual, onde a luta de classes aponta para um processo de democratização &lt;b&gt;(aqui, no sentido das formulações lukacsianas)&lt;/b&gt; de longa-duração, uma das tarefas imediatas é reconstruir as instituições de poder do Estado e entre as prioridades, está a urgente restruturação das forças de segurança internas, quer dizer o conjunto da força de polícia. O que a sociedade deve discutir é o caráter de uma força policial, que obrigatoriamente deve ser cidadã e comprometida com a democracia, o que não encontra reverberação na atual conformação das arcaicas PMs. &lt;b&gt;Não é mais possível deixar a segurança pública nas mãos de tecnocratas e de autocratas&lt;/b&gt;. A sociedade tem o direito e a obrigação de participar decisoriamente das políticas públicas de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se afrontar urgentemente esse problema, há que se evitar que corpos policiais &lt;b&gt;fiquem nas mãos de governadores despreparados e demagógicos, comprometidos com interesses locais ou de classe&lt;/b&gt;, que ignora de per si, os interesses gerais da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma tarefa que não pode ser adiada.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-efSRh7V6sFM/TyML1KxXqEI/AAAAAAAACH8/Y6m4S6RYZsI/s1600/mazzeo.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://2.bp.blogspot.com/-efSRh7V6sFM/TyML1KxXqEI/AAAAAAAACH8/Y6m4S6RYZsI/s200/mazzeo.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Antonio Carlos Mazzeo&lt;/b&gt; é professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e membro do Comitê Central do PCB.&lt;br /&gt;grifo meu [PK]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100001324124814" target="_blank"&gt;Facebook do autor&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-9164996220544507012?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/9164996220544507012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/sociedade-prescisa-de-uma-policia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/9164996220544507012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/9164996220544507012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/sociedade-prescisa-de-uma-policia.html' title='A sociedade prescisa de uma polícia cidadã e democrática'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2vCc8pb0XZo/TyMMw6gAS1I/AAAAAAAACIE/EOQ8JwX6E1U/s72-c/COVARDIA2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-503298085488883235</id><published>2012-01-27T18:12:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T18:12:06.882-02:00</updated><title type='text'>Texto de Carlos Latuff:"quem bate esquece, quem apanha lembra".</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://solidariedadepinheirinho.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Solidáriedade à ocupação do Pinheirinho&lt;/a&gt; - [Carlos  Latuff] Este texto é um desabafo. Não pretendo que seja uma análise  aprofundada. Outros artigos estão sendo escritos com esse propósito, por  gente bem mais capacitada que eu. Expresso aqui a revolta que contamina  meu coração desde domingo passado, quando acordei com a notícia de que  os milhares de moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, estavam  sendo desalojados.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5FrnbjeN3XE/TyMEWATJjrI/AAAAAAAABF8/g8Di_mEqqL8/s1600/direitos+humanos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-5FrnbjeN3XE/TyMEWATJjrI/AAAAAAAABF8/g8Di_mEqqL8/s400/direitos+humanos.jpg" width="342" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Estive lá na semana passada, numa visita de solidariedade  àquelas pessoas que estavam na iminência de serem despejadas de um  terreno que ocupavam desde 2004. A juíza Márcia Faria Mathey Loureiro,  da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, assinou a reintegração de posse  (pomposo termo jurídico para despejo) em favor do senhor Naji Robert  Nahas, notório especulador cujo nome aparece nas manchetes de jornal  associado a crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e  evasão de divisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos os esforços para tentar deter o despejo, de advogados  que se voluntariaram a ajudar os moradores do Pinheirinho, até  sindicalistas, militantes de partidos de esquerda, movimento dos  sem-teto, dos sem-terra, parlamentares, artistas como o rapper Emicida.  Formou-se uma verdadeira rede de apoio, como há muito eu não via. Fiz  questão de visitar o Pinheirinho porque queria fazer mais por aqueles  moradores do que simplesmente desenhar charges. Fiz questão tambem de  registrar imagens da ocupação, sempre mostrada pela imprensa como um  acampamento de rebeldes que armados de paus e pedras se recusavam a  acatar pacificamente uma ordem judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que encontrei não foi surpresa. Estive em visita a ocupações  urbanas e rurais por algumas vezes na vida. Os moradores do Pinheirinho  me lembravam os camponeses que conheci em Rondônia e no Paraguai.  Aqueles olhares, os sorrisos de boas vindas e os pés descalços, gente  humilde, de poucos recursos mas de muita coragem, que precisa de terra  pra viver, e não para a especulação imobiliária. No Pinheirinho conheci  uma família que saiu do interior da Bahia, onde sobreviviam do que  conseguiam achar num lixão, e que construíram uma vida nova a custa de  muito trabalho. O pai catando materiais recicláveis, a mãe vendendo  secos e molhados em casa e a filha fazendo fraldas descartáveis. Tenho  até hoje o papelzinho com o preço das fraldas. Conheci também o seu  Jaime, um paranaense que veio com a família, e que me mostrou orgulhoso a  horta que cuidou com tanto carinho, incluindo os pés de café que trouxe  do Paraná. Visitei a Pamela e sua filhinha de 30 dias, e vi seu  quintal, todo decorado pelo seu companheiro com brinquedos coloridos.&lt;br /&gt;Vi  crianças jogando bola, brincando no chão de terra enlameado depois da  chuva, vi a jovem mãe levando seu filho no carrinho, tentando desviar  das poças de lama. Com um celular ia compartilhando estas imagens com os  internautas. Queria que todos vissem de que se tratava de gente, de  carne, osso e alma, e não apenas figuras sem nome no noticiário da TV.  Por esse exercício de humanidade não passam os que usam suas canetas de  ouro para assinar ordens de despejo, nem tão pouco os policiais que as  cumprem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum a gente imaginar que por trás dessas decisões judiciais  estejam figuras engravatadas que tem prazer em desalojar famílias  pobres, que acham graça, riem, fazem piada, como vilões de filmes ou  histórias em quadrinhos. Cheguei a conclusão de que não é bem assim. O  despejo dos 9000 residentes daquele terreno foi uma ação burocrática,  desprovida de sentimento. Fora os policiais militares, esses sim, que  tem prazer em seu ofício brutal, os burocratas sequer tem contato com as  vidas que destroem. As famílias do Pinheirinho são apenas obstáculos a  serem removidos. Quando faço charges associando tais ações ao nazismo é  porque identifico nelas a mesma ausência de humanidade. Penso em Adolf  Eichmann e a tranquilidade com que descrevia o processo pelo qual  deportou milhares para campos de concentração. Aquilo era para ele tão  somente um ato administrativo. Nem a juíza Márcia Faria, nem Naji Nahas,  nem o prefeito de São José dos Campos Eduardo Cury ou o governador de  São Paulo Geraldo Alckmin se dispuseram a visitar a ocupação, já que  seus moradores não são ninguém, não são nada além de um estorvo, um  obstáculo ao império da ordem e da indústria imobiliária. Milhares de  almas jogadas na rua, sem qualquer remorso ou compaixão, em favor de  alguem que, diferente dos moradores do Pinheirinho, não precisa  trabalhar para viver, sustenta-se através da falcatrua, da corrupção,  das amizades influentes. Os moradores ficaram sem lar, mas os que os  despejaram, voltaram para o conforto de suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai se lembrar daquela gente quando, no terreno onde antes havia  o Pinheirinho, for construído um mega shopping center? Quem sabe o novo  empreeendimento seja batizado como "Pinheirinho Mall" ou talvez a  palavra Pinheirinho nem seja mais usada pela administração municipal, na  tentativa de apagar de vez a memória do que antes foi uma ocupação. Mas  como diz o ditado popular, "quem bate esquece, quem apanha lembra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23810:texto-de-carlos-latuff-pinheirinho-quem-apanha-lembra&amp;amp;catid=242:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=156" target="_blank"&gt;Diário Liberdade &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-503298085488883235?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/503298085488883235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/texto-de-carlos-latuffquem-bate-esquece.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/503298085488883235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/503298085488883235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/texto-de-carlos-latuffquem-bate-esquece.html' title='Texto de Carlos Latuff:&quot;quem bate esquece, quem apanha lembra&quot;.'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5FrnbjeN3XE/TyMEWATJjrI/AAAAAAAABF8/g8Di_mEqqL8/s72-c/direitos+humanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-3580589175787450930</id><published>2012-01-26T18:25:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T18:25:07.723-02:00</updated><title type='text'>Saúde Pública de Niterói à venda! Nota Política do PCB/RJ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;No dia 29 de dezembro de 2011, em pleno período de  festas, houve na Câmara dos Vereadores uma sessão de extrema importância  para a vida da população de Niterói. Nela, foi aprovado um projeto que&lt;b&gt;  cede a gestão da educação&lt;/b&gt;, da saúde, da cultura e de outros serviços  públicos a empresas privadas.&amp;nbsp; Esse foi o presente de Natal dado pelo  prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) e pelos vereadores Emanuel Rocha  (PDT); Renato Cariello (PDT); Zaff (PDT); Sérgio Fernandes (PDT); Wilde  Rocha (PDT); Carlos Alberto Magaldi (PP); Cal (PP); Carlos Macedo (PRP);  Rodrigo Farah (PRP); João Gustavo (PMDB); Beto da Pipa (PMDB); José  Augusto Vicente (PPS); Paulo Bagueira (PPS) e Vitor Júnior (PT) à  população de Niterói, que compareceu à sessão do dia 29 de dezembro de  2011 com o objetivo de barrar a venda de seus direitos; porém, ao invés  de ser ouvida pelos vereadores, foi impedida de participar da discussão  pela polícia. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V1BA6_66qoI/TyG2ke-IxcI/AAAAAAAABF0/VQzO9MkOFV8/s1600/ambu.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="363" src="http://2.bp.blogspot.com/-V1BA6_66qoI/TyG2ke-IxcI/AAAAAAAABF0/VQzO9MkOFV8/s400/ambu.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Esse projeto autoriza que entidades privadas  qualificadas como Organizações Sociais (OS’s) assumam o controle de  serviços de saúde e educação. Para os usuários dos serviços de saúde, a  implementação das OS`s resulta na queda da qualidade do atendimento, uma  vez que, pressionados a cumprir metas de atendimentos que resultem em  maiores lucros para a empresa que assume a gestão do serviço de saúde,  os trabalhadores são obrigados a reduzir o tempo de atendimento aos  usuários. Além disso, as Organizações Sociais&amp;nbsp; terceirizam os  trabalhadores de saúde e desrespeitam seus direitos trabalhistas;  atrasam salários e ameaçam os profissionais que denunciam as  irregularidades nos serviços privatizados. Os resultados destes abusos  são as constantes mudanças e falta de profissionais, o que impede o  constante aperfeiçoamento das equipes de saúde, dificultando a  continuidade do tratamento dos pacientes. O lucro, então, passa a ser o  objetivo final do serviço prestado, e não a preocupação em atender às  necessidades da população. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Com o mesmo objetivo de privatizar a saúde e ao mesmo tempo  diminuir o investimento na formação de profissionais da área, o Governo  Dilma aprovou o projeto de Lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços  Hospitalares (EBSERH). Esta Lei autoriza que o Hospital Universitário  Antonio Pedro, responsável pelo atendimento não apenas dos moradores de  Niterói, como também daqueles que residem em regiões das redondezas,&amp;nbsp;  deixe de ser gerido pela UFF e passe a ser administrado pela EBSERH .  Com esta mudança, o hospital, que já sofre com a redução de 50% dos  leitos e com o fechamento de seu setor de emergência, num claro processo  de sucateamento, poderá ser levado a fechar convênios com planos de  saúde e, inclusive, passar cobrar por serviços prestados (como exames e  cirurgias).&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;A implantação das OS`s&amp;nbsp; na saúde e educação  da cidade de Niterói e a tentativa de aprovação da EBSERH no Hospital  Universitário Antônio Pedro são expressões de um projeto hoje em curso  na sociedade brasileira, que utiliza outras formas de privatização dos  serviços públicos, como as Fundações Estatais de Interesse privado e as  Organizações Sociais de Interesse Público. Este projeto, iniciado no  Governo Fernando Henrique e seguido nos governos de Lula e Dilma, é  marcado por decisões políticas e econômicas que não têm como preocupação  central responder às necessidades daqueles que geram as riquezas do  país através de seu trabalho, mas que, ao contrário, visa ampliar as  margens de lucros de empresários e banqueiros. É desta forma que se  desenvolve o capitalismo, destruindo os direitos dos trabalhadores.  Assim, não é apenas na área da saúde que o trabalhador vivencia sérios  problemas e dificuldades. Casos como o desabamento do Morro do Bumba  ainda estão frescos em nossa memória: além das inúmeras mortes, as  famílias sobreviventes estão desabrigadas até hoje. O preço da passagem  acaba de passar por um aumento abusivo, o que compromete a circulação de  muitos trabalhadores, já arriscada pela precarização dos meios de  transporte, como é o caso das barcas e das superlotações enfrentadas  nelas e nos ônibus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Para o Partido Comunista Brasileiro (PCB),  o precário atendimento em saúde e em outras esferas da vida social não  se deve à falta de recursos ou à lentidão da administração pública.  Refletem a prioridade dos governos que mantém a ordem capitalista de  transferir recursos para os grupos empresariais, ao mesmo tempo em que  abandonam o compromisso de fornecer serviços públicos de qualidade para a  população. A universalização das políticas públicas com qualidade não  tem espaço no capitalismo. É um princípio que, para se desenvolver  plenamente, exige a transformação radical da sociedade, segundo os  interesses dos trabalhadores com a construção do socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;O PCB luta para que os serviços públicos  privatizados sejam reestatizados, sob o controle dos trabalhadores e de  acordo com suas necessidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Para que avancemos nesse sentido, o  PCB o convida a participar do Fórum Contra a Privatização das Políticas  Públicas de Niterói.&amp;nbsp; Vamos nos organizar para mostrar que nossos  direitos não serão mais retirados! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;- Pelo SUS 100% estatal, em todos os níveis de atenção, sob controle popular!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;- Por concursos públicos para admissão de trabalhadores de saúde estatutários, com plano de carreiras, cargos e salários!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt; - Pela reestatização das barcas e pela redução das passagens ao seu preço de custo!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Janeiro de 2012&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Partido Comunista Brasileiro – PCB&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Comitê Regional/RJ&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;a href="tel:%2821%29%202509-2056" style="font-family: Verdana,sans-serif;" target="_blank" value="+12125092056"&gt;(21) 2509-2056&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:pcbrj@pcb.org.br" style="font-family: Verdana,sans-serif;" target="_blank"&gt;pcbrj@pcb.org.br&lt;/a&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Rua Teotônio Regadas, 26/Sala 402&amp;nbsp; - Lapa, Rio/RJ&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Blog:&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://blogdopartidao.blogspot.com/" style="font-family: Verdana,sans-serif;" target="_blank"&gt;http://blogdopartidao.&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Portal: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pcb.org.br/" style="font-family: Verdana,sans-serif;" target="_blank"&gt;www.pcb.org.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yj6qo ajU" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;div class="ajR" data-tooltip="Mostrar conteúdo cortado" id=":78" role="button" tabindex="0"&gt; &lt;img class="ajT" src="https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-3580589175787450930?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/3580589175787450930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/saude-publica-de-niteroi-venda-nota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/3580589175787450930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/3580589175787450930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/saude-publica-de-niteroi-venda-nota.html' title='Saúde Pública de Niterói à venda! Nota Política do PCB/RJ'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V1BA6_66qoI/TyG2ke-IxcI/AAAAAAAABF0/VQzO9MkOFV8/s72-c/ambu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-6877981057776938575</id><published>2012-01-24T10:19:00.002-02:00</published><updated>2012-01-25T23:32:48.698-02:00</updated><title type='text'>As verdades de Cuba</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;NOS últimos                              dias,&lt;b&gt; a mídia e representantes de alguns governos                              tradicionalmente comprometidos com a subversão                              contra Cuba&lt;/b&gt;, desataram uma nova campanha de                              acusações, aproveitando inescrupulosamente um fato                              lamentável: o falecimento de um preso comum que,                              talvez, só no caso de Cuba, se converte em notícia                              de repercussão internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Eh8BaiMtkGo/Tx6hnfG2MQI/AAAAAAAABFs/EAtMWc830mw/s1600/cartel-triunfo-revolucion.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="288" src="http://2.bp.blogspot.com/-Eh8BaiMtkGo/Tx6hnfG2MQI/AAAAAAAABFs/EAtMWc830mw/s400/cartel-triunfo-revolucion.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O método                              empregado é o mesmo de sempre, que pretende impor-se                              infrutiferamente, mediante a repetição, com o                              objetivo de satanizar Cuba, neste caso, a partir da                              manipulação deliberada de um acontecimento                              totalmente inusual em nosso país, diferentemente de                              outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O denominado&lt;b&gt;                              "preso político" &lt;/b&gt;cumpria uma sanção de quatro anos                              de prisão, após um processo justo, durante o qual                              esteve em liberdade e de um julgamento conforme ao                              direito, por ter golpeado de forma brutal e                              publicamente sua esposa, agredir os policiais e                              resistir violentamente a detenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Esta pessoa                              morreu em decorrência de uma falha múltipla dos                              órgãos, associada a um processo respiratório séptico                              severo, apesar de haver recebido todo o atendimento                              médico necessário, incluídos os medicamentos e o                              tratamento especializado, na sala de cuidados                              intensivos do principal hospital de Santiago de                              Cuba.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por que algumas                              autoridades espanholas e da União Europeia se                              apressaram a condenar Cuba, sem tentarem, sequer,                              obter informação acerca do tema? &lt;b&gt;Por que sempre e                              com antecedência, lançam mão da mentira, quando se                              trata de Cuba?&lt;/b&gt; Por que, além de mentirem, censuram a                              verdade? Por que à voz e à verdade de Cuba se nega,                              sem nenhum dissimulo, o mais mínimo espaço na mídia                              internacional?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Age-se com                              grande cinismo e dupla moral. Que qualificativo eles                              dariam à brutalidade policial, vista recentemente na                              Espanha e na maior parte da "culta e civilizada                              Europa", contra o movimento dos "indignados"?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quem se                              preocupou pela dramática situação de amontoamento                              nos cárceres espanhóis,&lt;b&gt; que albergam uma população                              penal &lt;u&gt;&lt;i&gt;imigrante&lt;/i&gt;&lt;/u&gt; muito alta,&lt;/b&gt; que ultrapassa 35% do                              total de réus no país, segundo o último relatório                              disponível do sindicato das prisões ACAIP, com data                              de 3 de abril de 2010? &lt;b&gt;Quem se preocupou por                              investigar o falecimento, em julho de 2011, no                              centro penitenciário de Teruel, em Espanha, de                              Tohuami Hamdaoui, um preso comum de origem                              marroquina, que morreu após uma greve de fome                              voluntária que durou vários meses? &lt;/b&gt;Quem explicou que                              o detento tinha declarado sua inocência?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por acaso                              perdeu a memória e a noção da realidade o porta-voz                              chileno que nos calunia, quando afirma que o defunto                              era um dissidente político que se manteve 50 dias em                              greve de fome? Ele deve conservar lembranças de seus                              dias de líder estudantil, vinculado aos militares                              golpistas de Pinochet, que massacraram o povo e                              estenderam os desaparecimentos e a tortura a todo o                              Cone Sul, mediante o "Plano Condor", &lt;b&gt;mas não se                              conhece nenhuma declaração dele acerca da brutal                              repressão contra os estudantes que se manifestam                              pacificamente em defesa do direito humano ao ensino                              universal e gratuito.&lt;/b&gt; Será que ele faz parte dos que                              quiseram rebatizar, nos livros escolares, a ditadura                              como regime militar? Ele terá dito alguma coisa                              acerca da repressiva e arbitrária Lei                              Antiterrorista, aplicada aos mapuches em greve de                              fome?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não podia                              faltar nesta campanha o governo dos Estados Unidos,                              principal instigador de qualquer esforço cujo                              objetivo seja desacreditar Cuba, com o único                              propósito de justificar sua política de hostilidade,&lt;b&gt;                              subversão e bloqueio econômico, político e midiático                              contra o povo cubano.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Impressiona a                              hipocrisia dos porta-vozes dos Estados Unidos, país                              que detém um péssimo recorde em matéria de direitos                              humanos, tanto dentro de seu território como no                              mundo. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações                              Unidas reconheceu que nesse país ocorrem,                              diariamente, graves violações dos direitos da mulher,                              tráfico de pessoas, discriminação racial e contra                              minorias étnicas, condições desumanas nas prisões,                              desamparo dos detentos, um padrão racial                              diferenciado e frequentes erros judiciais na                              imposição da pena de morte, a execução de menores e                              enfermos mentais, os abusos do sistema de detenção                              migratório, as mortes na militarizada fronteira sul,                              os atos atrozes contra a dignidade humana e o                              assassinato de vítimas inocentes da população civil,                              por parte de efetivos do exército estadunidense no                              Iraque, Afeganistão, Paquistão e outros países, &lt;b&gt;e as                              detenções arbitrárias e torturas perpetuadas no                              ilegal centro de detenção da base naval de                              Guantánamo que usurpa nosso território.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mal se conhece                              no mundo que, em novembro de 2011, nos Estados                              Unidos, três pessoas morreram em meio de uma greve                              de fome em massa de prisioneiros na Califórnia.                              Segundo os depoimentos dos presos das celas                              contíguas, os guardas não lhes ofereceram nenhum                              atendimento e, inclusive, de forma deliberada,                              fizeram ouvidos moucos de seus brados de auxílio, na                              contramão de sua prática abusiva de submeter os                              grevistas a alimentação forçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Semanas antes,                              havia sido executado o afro-americano Troy Davis,                              apesar da copiosa evidência que demonstrava o erro                              judicial, sem que a Casa Branca nem o Departamento                              de Estado nada fizessem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nos Estados                              Unidos, 90 prisioneiros já foram executados desde                              janeiro de 2010 até a atualidade, enquanto mais                              3.222 réus esperam a execução no corredor da morte.                              &lt;b&gt;Seu governo, aliás, reprime assiduamente e com                              brutalidade aqueles que se atrevem a denunciar a                              injustiça do sistema.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Este novo                              ataque contra nosso país tem uma franca intenção                              política, que nada tem a ver com uma legítima                              preocupação pela vida das cubanas e cubanos.                              Fustiga-se com a cumplicidade de empórios financeiro-midiáticos,                              como o grupo Prisa e o que administra a CNN em                              espanhol, com o melhor estilo da máfia de Miami.                              Acusa-se de maneira irracional o governo de Cuba,                              que é culpado, sem sequer ter investigado, de forma                              mínima, a realidade dos fatos.&lt;b&gt; Condena-se primeiro e                              julga-se, por acaso, depois.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Neste caso, é                              evidente que nem as autoridades, que se referiram                              com imediatez e torpeza a este fato, nem o aparelho                              a serviço da agressão midiática contra Cuba, se                              deram ao trabalho de confirmarem a informação. Pouco                              importa a verdade se o que se pretende é fabricar                              artificialmente e vender uma imagem falsa de                              supostas violações flagrantes e sistemáticas das                              liberdades em Cuba, &lt;b&gt;que um dia qualquer justifique                              uma intervenção, com o objetivo de &lt;i&gt;"proteger cubanos                              civis indefesos"&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Torna-se                              evidente a intenção de impor uma matriz de opinião                              diabólica, encaminhada a mostrar uma deterioração                              sensível da situação dos direitos humanos em Cuba,                              construir uma suposta "oposição vitimizada que morre                              nos cárceres" onde, inclusive, lhe é negado o                              direito aos serviços de saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O mundo todo                              conhece a vocação humanista de nossos médicos e                              pessoal da saúde, que no escatima esforços nem os                              escassos recursos com que conta o país — em boa                              medida devido ao criminoso bloqueio que sofre nosso                              povo há mais de 50 anos —&lt;b&gt; para salvar vidas e                              melhorar o estado de saúde de seu povo e de muitos                              outros, em todos os recantos da Terra.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Cuba conta com                              o respeito e a admiração dos povos e de muitos                              governos que reconhecem sua obra social na Ilha e no                              mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os fatos falam                              mais do que as palavras. As campanhas anticubanas                              não farão fraquejar a Revolução cubana e seu povo,                              &lt;b&gt;que continuará aperfeiçoando seu socialismo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A verdade de                              Cuba é a do país onde o ser humano é o mais valioso:                              uma esperança de vida ao nascer de 77,9 anos, em                              média; uma cobertura de saúde gratuita para todo seu                              povo; um índice de mortalidade infantil de 4,9 em                              cada mil nascidos vivos,&lt;b&gt; estatística que supera os                              padrões norte-americanos e é a mais baixa no                              continente,&lt;/b&gt; levemente inferior à do Canadá; toda a                              população alfabetizada e com pleno acesso a todos os                              níveis do ensino, de maneira gratuita; 96% de                              participação nas eleições gerais de 2008, um                              processo democrático de discussão das Diretrizes                              econômicas e sociais, prévio ao 6º Congresso do                              Partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A verdade de                              Cuba é a do país que levou suas universidades e                              escolas aos centros penitenciários, nos quais os                              réus foram oportuna e imparcialmente julgados,&lt;b&gt;                              recebem salário igual por seu trabalho e dispõem de                              elevados níveis de atendimento médico, sem distinção                              de raça, sexo, credo nem origem social.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;                             &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;Mais uma vez,                              ficará demonstrado que a mentira, apesar de ser                              muitas vezes repetida, não necessariamente se                              converte em verdade&lt;/b&gt;, porque "um princípio justo, do                              fundo de uma gruta, pode mais do que um exército".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;grifo meu (PK)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.granma.cu/portugues/cuba-p/23ener-EDITORIAL.html" target="_blank"&gt; http://www.granma.cu/portugues/cuba-p/23ener-EDITORIAL.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-6877981057776938575?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/6877981057776938575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/as-verdades-de-cuba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6877981057776938575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6877981057776938575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/as-verdades-de-cuba.html' title='As verdades de Cuba'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Eh8BaiMtkGo/Tx6hnfG2MQI/AAAAAAAABFs/EAtMWc830mw/s72-c/cartel-triunfo-revolucion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-2327678794569806278</id><published>2012-01-22T21:30:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T21:40:22.990-02:00</updated><title type='text'>Acompanhamos jornada de luta: Polícia Militar ignora sentença e promove massacre no Pinheirinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23644:acompanhamos-jornada-de-luta-policia-militar-ignora-sentenca-e-promove-massacre-no-pinheirinho&amp;amp;catid=257:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=131" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  - [Atualizado 20h30] De maneira inesperada e ilegal, a Polícia Militar  de São Paulo iniciou a invasão e o despejo dos moradores da comunidade  do Pinheirinho. Na operação, que pegou de surpresa os moradores,  participam cerca de 2 mil policiais militares, incluindo a Rota e Tropa  de Choque, que utilizam blindados, helicópteros, cavalaria, armamentos  letais, balas de borracha e gás lacrimogêneo e pimenta. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Segundo &lt;a href="http://www.anf.org.br/2012/01/sobe-para-sete-o-numero-de-mortos-no-pinheirinho/"&gt;moradores que informaram a Agência de Notícias das Favelas&lt;/a&gt;,  podem haver sete mortes. Um diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de  São José dos Campos afirma que há 5 civis mortos, um policial e um  morador em estado grave. Celulares, telefones e internet foram cortados.  Crianças e idosos estão cercados no interior da ocupação e o advogado  da ocupação, Toninho, foi atingido por bala de borracha e foi preso. A  informação que nos chega direto do Pinheirinho é que todas as lideranças  e principais ativistas envolvidos na resistência foram presos, alguns  brutalmente espancados, como testemunhou um de nossos colaboradores. O  clima é de guerra civil, um massacre.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 20h30&lt;/b&gt;: Segundo &lt;i&gt;Diário Liberdade&lt;/i&gt;  apurou com Pedro Santinho, um dos dirigentes da Fábrica Ocupada Flaskô  que está acompanhando o massacre do Pinheirinho in loco, não há  confirmação oficial da morte da mulher, mas ela recebeu pelo menos um  tiro a menos de 5 metros, quase a queima roupa, quando estava cercada  por vários policiais, e foi carregada desacordada e sangrando para a  ambulância. O hospital local já confirmou três mortes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 20h15&lt;/b&gt;:  Em uma assembleia organizada pelas lideranças da comunidade do  Pinheirinho, o dirigente Marrom confirmou que são sete mortos, entre  elas, uma criança de três anos. Uma mulher perdeu o filho durante a  desocupação. Segundo Marrom, o governo federal pediu intervenção mas o  comandante da Polícia Militar não obedeceu. Portanto, &lt;b&gt;retificamos&lt;/b&gt;  a informação que nos foi passada anteriormente de que uma grávida  estaria entre os mortos, pois não foi mencionada nesta assembleia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 19h45&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;Informação dada pela &lt;a href="https://www.facebook.com/fabricaocupada/posts/313332885377203"&gt;Fábrica Ocupada Flaskô&lt;/a&gt;:  Segundo Pedro Santinho, que está em frente ao Pinheirinho, ele relatou  transtornado, por telefone, que a polícia acabou de matar uma mulher à  tiros na área de triagem em frente, onde várias pessoas estão  confinadas. Uma ambulância a levou.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 19h35&lt;/b&gt;: Na capital paulista,  o&amp;nbsp;movimento de protesto e solidariedade à ocupação Pinheirinho, que  tomou conta de todas as faixas da Avenida Paulista no sentido Pacaembu  nas últimas horas, está agora em torno de 150 a 200 pessoas e em função  da forte chuva tornou-se difícil de se organizar. Apenas três viaturas,  com cerca de dez policiais, foram empregadas para acompanhar a  manifestação. O movimento, que se reuniu no vão do MASP desde 17h,  chegou a ter mais de 300 participantes.&amp;nbsp;O movimento, que estacionou em  frente ao Tribunal Regional Federal, realizou ali uma série de  intervenções de dirigentes sindicais, estudantis e de movimentos sociais  diversos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 19h20&lt;/b&gt;: Marrom, um dos líderes da  comunidade do Pinheirinho, confirmou a morte de três pessoas durante o  massacre operado pelas forças policiais às 6h da manhã. Uma grávida e  dois moradores. Ainda não há os nomes e nem confirmações de entidades  oficiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 19h05&lt;/b&gt;:  Neste momento os moradores se aglomeram atrás das grades onde estão  confinados e assistem os tratores passando por cima das casas. Os  moradores que gritavam contra o trator são respondidos com tiros de  balas de borracha, enquanto fios elétricos estão sendo cortados dos  postes pela empresa responsável junto com a Polícia Militar. Os  moradores resistem atirando pedras contra a polícia, que protege o  trator que destrói as casas. A trilha sonora, segundo informa &lt;a href="http://www.twitter.com/felipedjeguaka" target="_blank"&gt;Felipe Milanez&lt;/a&gt;,  é de helicóptero, tiros, pedras no chão, o trator ao fundo e muitos  gritos e tiros. Felipe relatou inclusive que a polícia jogou bomba de  gás lacrimogêneo onde havia visto mulheres e crianças se escondendo,  seguido de muitos gritos de crianças e mais sons de bombas. Na sequência  a polícia atacou moradores que estavam fazendo recadastramento. Segundo  informou o jornalista, no local onde estavam sendo encaminhadas as  pessoas foram jogadas bombas de lacrimogêneo, provocando mais pânico,  choros e gritos entre os moradores. Enquanto isso, a polícia segue  jogando pimenta no local para expulsar os moradores do local onde haviam  sido encaminhados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização de 18h50&lt;/b&gt;:  Um de nossos colaboradores no Pinheirinho informa que, além do massacre  ocorrido logo às 6h da manhã, moradores e moradoras do Campo dos  Alemães, uma vila localizada ao lado da comunidade do Pinheirinho, foram  às ruas armados e enfrentaram as forças policiais em solidariedade à  ocupação. Este confronto foi intenso e há suspeita de que possa ter  morrido muitas pessoas, já que tanto moradores quanto policiais  utilizaram armas letais. Vários moradores e dois guardas municipais  foram gravemente feridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No Pinheirinho há confirmação que o  morador Buiú foi ferido gravemente e há suspeita de que ele possa ter  falecido no hospital, já que sofreu um tiro que atravessou a barriga e  as costas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização às 18h30&lt;/b&gt;:  Um colaborador de Diário Liberdade que está na Avenida Paulista  participando do protesto convocado em solidariedade à luta e resistência  dos moradores da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos,  relatou que há cerca de 300 pessoas na manifestação e tomaram todas as  pistas da Avenida no sentido Pacaembu. A chuva aperta e os manifestantes  se negam a liberar uma faixa, como a polícia solicitou. Os  manifestantes marcham rumo ao Tribunal Regional Federal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="220112_avpaulista" height="337" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_avpaulista.jpg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="600" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="220112_avpaulista2" height="450" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_avpaulista2.jpg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="600" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="220112_avpaulista3" height="337" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_avpaulista3.jpg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="600" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização às 17h45&lt;/b&gt;: Outro colaborador do Diário  Liberdade nos ligou informando que os moradores confirmam três mortes,  sendo uma delas de uma grávida que faleceu ainda na comunidade do  Pinheirinho. Ele informou também que a dificuldade da apuração destas  informações se dá em função dos principais dirigentes ou por estarem  presos, ou por terem sido feridos, o que deixou os moradores com menos  capacidade organizativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização às 17h10&lt;/b&gt;: Nosso repórter  confirma que houve uma morte e muitos feridos, mas continuam as  dificuldades de se apurar. Um líder do Movimento dos Trabalhadores Sem  Teto (MTST) chamado Guilherme Boulos foi espancado por mais de dez  policiais até ficar completamente ensanguentado e está gravemente  ferido. Um sindicalista sofreu um tiro de bala de borracha na face e  está no hospital. A Guarda Civil Municipal está coordenando a repressão e  a polícia está usando pistolas letais e mirando e atirando em moradores  que resistem, além de dar tiros ao alto para dispersar a resistência  popular. Ao início da repressão, pela manhã, os helicopteros atiraram  balas de borrachas e gás pimenta contra crianças e moradores. No total,  há 16 moradores e ativistas presos, confirmados oficialmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Atualização às 16h30&lt;/b&gt;: Neste momento a  Polícia Militar está deslocando forçadamente os moradores para um  acampamento de lona logo ao lado da comunidade Pinheirinho. Os moradores  que tentam resistir estão sendo presos ou são alvejados por balas de  borrachas. Um repórter de Diário Liberdade que está lá quase foi  atingido e nos informou que a polícia está mirando na cabeça da  resistência. Segundo ele, não há sequer condições para apuração e  confirmação dos números de mortos (se há) e de pessoas que se feriram  gravemente, dada o caos instalado no local.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="220112_pin22" height="375" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin22.jpg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="500" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Neste domingo, por volta das 6h da manhã, sem aviso  prévio, a Polícia Militar e suas Tropas de Choque atacaram a comunidade  do Pinheirinho, numa operação para a desocupação do bairro ordenada pelo  PSDB de Alckmin contra a os cerca de dez mil moradores pobres da  região. Há resistência ativa das moradoras e moradores do Pinheirinho,  no interior do estado de São Paulo. A polícia também ronda o Sindicato  dos Metalúrgicos para impedir a chegada de solidariedade. Marrom, líder  comunitário, está desaparecido e câmeras e celulares estão sendo  apreendidos. As forças de repressão tornaram o local &lt;a href="https://twitter.com/#%21/MuriloMachado/status/161096532593098752" target="_blank"&gt;inacessível&lt;/a&gt; e foram convocadas as polícias de 33 municípios para promover o massacre.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Há informações &lt;a href="https://www.evernote.com/shard/s143/sh/50d9d81c-d2c1-4b02-bbd3-a2914df17877/155a8abcf5402394510a8e430bcafda4" target="_blank"&gt;contraditórias&lt;/a&gt;  de que políticos como o deputado Ivan Valante (PSOL), o senador Eduardo  Suplicy (PT) e o líder socialista Zé Maria (PSTU) foram isolados pelas  forças de repressão na Escola Edgar, que posteriormente foram  desmentidas pelas &lt;a href="https://twitter.com/#%21/blogdosakamoto/status/161099317896159233" target="_blank"&gt;assessorias de imprensa&lt;/a&gt;  dos parlamentares que afirmaram que estavam em negociação na escola.  Parte da imprensa afirma que o senador Suplicy não esteve no Pinheirinho  hoje, e sim no sábado, mas o &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/01/22/eduardo-suplicy-e-ivan-valente-sao-detidos-por-policia-em-pinheirinho.htm" target="_blank"&gt;UOL confirma a detenção&lt;/a&gt;. Há &lt;a href="https://plus.google.com/u/0/103297369933186529522/posts/WynEaCAUAAr" target="_blank"&gt;jornalistas que confirmam&lt;/a&gt;  que os políticos e os professores Almir Bento Freitas e Lourdes Quadros  Alves também foram detidos na Escola Edgar. Almir e Lourdes são  diretores do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino  Municipal de São Paulo). Os deputados federais Paulo Teixeira (PT) e  Carlinhos Almeida (PT) estão no local tentando uma negociação.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A rede social Twitter, como já é  procedimento padrão, retirou a hashtag #Pinheirinho dos Trending Topics,  que estava em primeiro lugar na pauta brasileira. Após a reclamação de  centenas de usuários, a empresa responsável retornou com a hashtag aos  Trending Topics.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;Reintegração de posse ilegal&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O Comando da Polícia Militar havia recebido uma ordem  judicial determinando a suspensão imediata da reintegração de posse do  Pinheirinho. A ordem foi assinada pelo juiz plantonista Samuel de Castro  Barbosa Melo, da Justiça Federal, a mando do Tribunal Regional Federal.  Portanto, a desocupação está descumprindo uma ordem judicial federal e é  totalmente ilegal. A ordem de reintegração foi determinada pela juíza  cível Márcia Loureiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A ordem de suspensão foi portanto anulada, já que um  grande dispositivo policial participa na operação repressiva, na qual  estão sendo utilizadas balas letais e balas de borracha contra as pedras  jogadas pela população. O jornal O Vale informa de que no local se vive  um clima de guerra, com todas as entradas barradas e controladas por  efetivos da PM. Principais líderes populares já estão detidos, enquanto  os moradores e moradoras fizeram barricadas com pneus ardendo para  tentar deter o avanço da força repressiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;A luta da comunidade do Pinheirinho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A comunidade do Pinheirinho é um terreno de mais de 1  milhão de metros quadrados, situado em São José dos Campos, onde moram  cerca de 10 mil pessoas desde 2004. A desocupação dos terrenos atende  aos interesses dos capitalistas imobiliários e respondem à denúncia da  empresa Selecta, do investidor libanês Naji Nahas, que deve R$ 15  milhões à prefeitura da cidade, sendo protagonizada pela Polícia Militar  sob as ordens do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Na terça-feira, dia 17 de janeiro, a Justiça Federal  ordenou deter a desocupação, enquanto a justiça estadual reclamava a  incompetência dos tribunais federais para julgarem o caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt;Manifestantes bloqueiam rodovia Dutra em solidariedade ao Pinheirinho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;No quilômetro 154, cerca de 40 manifestantes  bloquearam a rodovia Dutra, na direção Rio de Janeiro, em solidariedade  aos moradores do Pinheirinho, veja &lt;b&gt;foto&lt;/b&gt; ao lado. São  cerca de 10km de engarrafamento e a Polícia Rodoviária Federal já está  no local tentando retirar os manifestantes. Houve acordo entre os  manifestantes e a polícia para efetuar a liberação de uma pista da  estrada.&lt;/div&gt;&lt;img alt="220112_pin4" height="313" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin4.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="418" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin7" height="340" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin7.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin8" height="340" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin8.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin9" height="340" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin9.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin10" height="340" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin10.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin11" height="340" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin11.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin12" height="340" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin12.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="220112_pin1" height="366" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin1.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="550" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="220112_pin2" height="375" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin2.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="500" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="220112_pin3" height="375" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin3.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="500" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="220112_pin5" height="375" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin5.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="500" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;img alt="220112_pin6" height="450" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/0112b/220112_pin6.jpeg" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="600" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;FONTE:&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23644:acompanhamos-jornada-de-luta-policia-militar-ignora-sentenca-e-promove-massacre-no-pinheirinho&amp;amp;catid=257:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=131" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Testemunhos audiovisuais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Incorporamos a continuação três sequências em vídeo da invasão e da repressão no Pinheirinho no dia de hoje:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="315" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hK2Z0D0iGe0?version=3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hK2Z0D0iGe0?version=3&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="315" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/deM3mVDLLJQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/deM3mVDLLJQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="315" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DolEGQwYBB8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DolEGQwYBB8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-2327678794569806278?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/2327678794569806278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/acompanhamos-jornada-de-luta-policia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/2327678794569806278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/2327678794569806278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/acompanhamos-jornada-de-luta-policia.html' title='Acompanhamos jornada de luta: Polícia Militar ignora sentença e promove massacre no Pinheirinho'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-5923977644194306975</id><published>2012-01-21T19:18:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:18:44.231-02:00</updated><title type='text'>Os desaparecidos do Império</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="small"&gt;Escrito por Atilio Boron  &lt;/span&gt;   &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;strong style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Traduzido por Rodrigo Jurucê&amp;nbsp;Mattos Gonçalves (&lt;a href="http://www.pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3444:os-desaparecidos-do-imperio&amp;amp;catid=43:imperialismo"&gt;PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Um artigo recente assinado por John Tirman, diretor do Centro de  Estudos Internacionais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)  e publicado no&amp;nbsp;&lt;em&gt;Washington Post&lt;/em&gt;, apresenta com crueza uma  reflexão sobre um aspecto pouco estudado das políticas de agressão do  imperialismo: a indiferença da Casa Branca e da opinião pública em  relação às vítimas das guerras que os Estados Unidos travam no exterior  (1).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s1600/imperialismoatuff.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s320/imperialismoatuff.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como acadêmico “bem-pensante” se abstém de utilizar a categoria  “imperialismo” como chave interpretativa da política exterior de seu  país; sua análise, em troca, revela claramente a necessidade de apelar a  esse conceito e à teoria que lhe dá sentido. Tirman expressa em seu  artigo a preocupação que lhe suscita, como cidadão que crê na democracia  e nos direitos humanos, a incoerência na qual incorreu Barack Obama –  não nos esqueçamos, um Prêmio Nobel da Paz -, em seu discurso  pronunciado em Fort Bragg (14 de dezembro de 2011), para render  homenagem aos integrantes das forças armadas que perderam a vida na  guerra do Iraque (4.500, aproximadamente), quando não disse uma única  palavra sobre as vítimas civis e militares iraquianas, que morreram por  causa da agressão norte-americana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Agressão, convém recordar, que não teve nenhuma relação com a  existência de “armas de destruição em massa” no Iraque ou com a  inverossímil cumplicidade do antigo aliado de Washington, Saddam  Hussein, com as travessuras que supostamente cometia outro de seus  aliados, Osama Bin Laden. O objetivo fundamental dessa guerra, como a  que ameaça iniciar contra o Irã, foi se apoderar do petróleo iraquiano e  estabelecer um controle territorial direto sobre essa estratégica  região para o momento em que o abastecimento de petróleo deva ser feito  confiando na eficácia dissuasiva das armas, no lugar das normas daquilo  que alguns espíritos ingênuos na Europa do século XVIII chamaram de “o  doce comércio”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em seu artigo, Tirman acerta ao recordar que as principais guerras  que os Estados Unidos travaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial –  Coréia, Vietnã, Camboja, Laos, Iraque e Afeganistão - produziram,  segundo suas próprias palavras, uma “colossal carnificina”. Uma  estimativa, que este autor qualifica como muito conservadora, lança um  saldo fúnebre de pelo menos seis milhões de mortes ocasionadas pela  cruzada lançada por Washington para levar a liberdade e a democracia a  esses desafortunados países. Se forem contadas as operações militares de  menor escala - como as invasões a Granada e ao Panamá, ou a intervenção  apenas dissimulada da Casa Branca nas guerras civis da Nicarágua, El  Salvador e Guatemala, para não falar de confusões militares similares em  outras latitudes do planeta - a cifra se elevaria consideravelmente  (2).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não obstante, e pese as dimensões desta tragédia, às quais se deveria  agregar os milhões de deslocados pelos combates e devastação sofrida  pelos países agredidos, o governo e a sociedade estadunidense nunca  evidenciaram a menor curiosidade, preocupação ou, digamos, compaixão (!)  para saber do ocorrido e fazer algo a respeito. Essas milhões de  vítimas foram simplesmente apagadas do registro oficial do governo e,  pior ainda, da memória do povo estadunidense, mantido de maneira  desavergonhada na ignorância ou submetido à interessada tergiversação da  notícia. Como de maneira fúnebre reiterava o ditador criminoso  argentino Jorge Rafael Videla, diante da angustiada pergunta dos  familiares da repressão, também para Barack Obama essas vítimas das  guerras estadunidenses “não existem”, “desapareceram”, “não estão”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Se o holocausto perpetrado por Adolf Hitler ao exterminar seis  milhões de judeus fez que seu regime fosse caracterizado como uma  monstruosidade aberrante ou como uma apavorante encarnação do mal, então  qual categoria teórica haveria de se usar para caracterizar os  sucessivos governos dos Estados Unidos que semearam mortes numa escala  pelo menos igual, se não maior?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Lamentavelmente, nosso autor não se questiona com essa pergunta  porque qualquer resposta haveria colocado em questão o crucial artigo de  fé do credo norte-americano, que assegura que os Estados Unidos são uma  democracia. Mais ainda: que são a encarnação mais perfeita da  “democracia” neste mundo. Observa com consternação, em troca, o  desinteresse público pelo custo humano das guerras estadunidenses;  indiferença reforçada pelo premeditado ocultamento que se faz daqueles  mortos na volumosa produção de filmes, novelas e documentários que têm  por tema central a guerra; pelo silêncio da imprensa sobre estes  massacres – recordar que, depois do Vietnã a censura nas frentes de  batalha é total e que não se podem mostrar vítimas civis e tampouco  soldados norte-americanos feridos ou mortos; e porque as inumeráveis  pesquisas que dia a dia se realizam nos Estados Unidos jamais indagam  qual é o grau de conhecimento ou a opinião dos entrevistados sobre as  vítimas que ocasionam no exterior as aventuras militares do império.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Este pesado manto de silêncio se explica, segundo Tirman, pela  persistência do que o historiador Richard Slotkin denominou “o mito da  fronteira”, uma das conformações de sentido mais arraigadas da cultura  estadunidense, segundo a qual uma violência nobre e desinteressada - ou  interessada somente em produzir o bem - pode ser exercida sem culpa ou  peso de consciência sobre aqueles que se interponham ao “destino  manifesto” que Deus reservou aos estadunidenses e que, com piedosa  gratidão, as notas de dólar recordam em cada uma de suas denominações.  Só “raças inferiores” ou “povos bárbaros”, que vivem à margem da lei,  poderiam resistir a aceitar os avanços da “civilização”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O violento despojo sofrido pelos povos originários das Américas,  tanto no Norte como no Sul, foi justificado por esse mito racista da  fronteira e edulcorado com mentiras infames. No extremo sul do  continente, na Argentina, a mentira foi denominar como “conquista do  deserto” a ocupação territorial a sangue e fogo do habitat, que não era  exatamente um deserto, dos povos originários. No Chile, a mentira foi  batizar como “a pacificação da Araucania” o nada pacífico e sangrenta  submissão do povo mapuche. No norte, o objeto da pilhagem e da conquista  não foram as populações indígenas, mas sim uma fantasmagórica  categoria, apenas um ponto cardeal: o Oeste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em todos os casos, como observou o historiador Osvaldo Bayer, a  “barbárie” dos derrotados, que exigia a peremptória missão civilizadora,  era demonstrada por seu... Desconhecimento da propriedade privada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Em suma: esta constelação de crenças - racista e classista até a  medula - presidiu o fenomenal despojo de que foram objeto os povos  originários e libertou os devotos cristãos, que perpetraram o massacre,  de qualquer sentimento de culpa. Na realidade, as vítimas eram humanas  só na aparência. Essa ideologia reaparece em nossos dias, claro que de  forma transfigurada, para justificar o aniquilamento dos selvagens  contemporâneos. Segue “oprimindo o cérebro dos vivos”, para utilizar uma  formulação clássica, e fomentando a indiferença popular diante dos  crimes cometidos pelo imperialismo em terras distantes. Com a  inestimável contribuição da indústria cultural do capitalismo, hoje a  condição humana é negada aos palestinos, iraquianos, afegãos, árabes,  afro-descendentes e, em geral, aos povos que constituem 80% da população  mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tirman recorda, como já havia feito antes Noam Chomsky, o sugestivo  nome designado à operação destinada a assassinar Osama Bin Laden:  “Gerônimo”, o chefe dos apaches que se opôs à pilhagem praticada pelos  brancos. O lingüista norte-americano também lembra que alguns dos  instrumentos de morte mais letais das forças armadas de seu país também  têm nomes que aludem aos povos originários: o helicóptero Apache, o  míssil Tomahawk, e assim sucessivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tirman conclui sua análise dizendo que esta indiferença diante aos  “danos colaterais” e das milhões de vítimas das aventuras militares do  império enterra a credibilidade de Washington quando pretende se elevar a  campeão dos direitos humanos. Acrescentamos: enterra “irreparavelmente”  essa credibilidade, como ficou eloqüentemente demonstrado em 2006,  quando a Assembléia Geral da ONU criou o Conselho de Direitos Humanos,  em substituição à Comissão de Direitos Humanos, com o voto quase unânime  dos Estados-membros e repúdio solitário dos Estados Unidos, Israel,  Palau e Ilhas Marshall (3). O mesmo ocorre quando ano após ano a  Assembléia Geral condena por uma maioria esmagadora o bloqueio criminoso  a Cuba, imposto pelos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas não é somente a credibilidade de Washington que está em jogo.  Mais grave ainda é o fato de que a apatia e o torpor moral, que  inviabilizam a questão das vítimas, garantem a impunidade daqueles que  perpetram crimes de lesa humanidade contra populações civis indefesas  (como nos casos de My Lai, no Vietnã, ou Haditha, no Iraque, para não  mencionar os mais conhecidos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Porém, isso vem de longe: recorde-se a patética indiferença da  população norte-americana diante das notícias do bombardeio atômico em  Hiroshima e Nagasaki, e as mensagens que enviava o correspondente do&amp;nbsp;&lt;em&gt;New York Times &lt;/em&gt;destacado  no Japão, dizendo que não havia indícios de radioatividade na zona  bombardeada! Impunidade que alentará futuras atrocidades, motorizadas  pela inesgotável voracidade de lucros que exige o complexo  industrial-militar, para o qual a guerra é uma condição necessária,  imprescindível, aos seus benefícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sem guerras, sem escalada armamentista, o negócio produziria  prejuízos, e isso é inadmissível. E são os lucros desses tenebrosos  negócios, não nos esqueçamos, que financiam as carreiras dos políticos  norte-americanos (e Obama não é exceção a esta regra) e sustentam os  oligopólios midiáticos com os quais se desinforma e adormece a  população. Não por acaso, os Estados Unidos guerrearam incessantemente  nos últimos sessenta anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os preparativos para novas guerras estão à vista e são inocultáveis:  começam com a satanização de líderes desafetos, apresentados diante da  opinião pública como figuras despóticas, quase monstruosas; seguem com  intensas campanhas publicitárias de estigmatização de governos desafetos  e povos dissidentes; logo, vêm as condenações por supostas violações  aos diretos humanos ou pela cumplicidade daqueles líderes e governos com  o terrorismo internacional ou o narcotráfico, até que finalmente a CIA,  ou algum esquadrão especial das forças armadas, se encarrega de  fabricar um incidente que permita justificar diante da opinião pública  mundial a intervenção dos Estados Unidos e seus comparsas para pôr fim a  tanto mal. Em tempos recentes, isso foi feito no Iraque e depois na  Líbia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na atualidade, há dois países que atraem a maliciosa atenção do  império: Irã e Venezuela, por pura coincidência donos de imensas  reservas de petróleo. Isto não significa que a funesta história do  Iraque e da Líbia vá necessariamente se repetir, entre outras coisas  porque, como observou Noam Chomsky, os Estados Unidos só atacam países  frágeis, quase indefesos, e ilhados internacionalmente. Washington fez o  impossível para estabelecer um “cordão sanitário” para isolar Teerã e  Caracas, até agora sem êxito. E não são países destruídos por longos  anos de bloqueio, como o Iraque, ou que se desarmaram voluntariamente,  como a Líbia, seduzida pelas hipócritas demonstrações de afeto de uma  nova camada de imperialistas. Afortunadamente, nem Irã nem Venezuela se  encontram nessa situação. De toda forma, terão de estar alertas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;1)&amp;nbsp;&lt;strong&gt;“Why do we ignore the civilians killed in American wars?” &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt;, 5 de dezembro de 2011).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;2) Especialistas internacionais asseguram que o número de vítimas  ocasionadas pelos Estados Unidos no Vietnã ronda as quatro milhões de  pessoas. A estimativa total de seis milhões subestima em grande parte o  massacre desencadeado pelo imperialismo norte-americano em suas  diferentes guerras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;3) Acrescentamos um dado bem significativo: quando a Assembléia Geral  teve que decidir a composição do Conselho, em 9 de maio de 2006, os  Estados Unidos não conseguiram os votos necessários para ser um dos 47  países a integrá-lo. Uma grande definição sobre a nula credibilidade  internacional dos Estados Unidos como defensor dos direitos humanos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1486851356"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23583:os-desaparecidos-do-imperio&amp;amp;catid=100:outras-vozes&amp;amp;Itemid=21" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-5923977644194306975?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/5923977644194306975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/os-desaparecidos-do-imperio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/5923977644194306975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/5923977644194306975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/os-desaparecidos-do-imperio.html' title='Os desaparecidos do Império'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s72-c/imperialismoatuff.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-7555840955315620315</id><published>2012-01-21T08:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T08:57:24.692-02:00</updated><title type='text'>A ideologia Facebook</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.lajornada.unam.mx/" target="_blank"&gt;La Jornada&lt;/a&gt;  - [José Steinsleger, tradução do Diário Liberdade]&amp;nbsp;Internet é uma  tecnologia e Facebook um programa que a usa. As tecnologias surgem de  determinadas necessidades, e os programas, de determinados propósito. Se  realmente precisarmos de muitos amigos, se realmente for indispensável  localizar a namorada de ontem ou o coleguinha de primário, avante?  Facebook!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2yDyzVS-hB4/TxqYfteuvnI/AAAAAAAABFc/E0jSpI_EEH8/s1600/facrbook.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-2yDyzVS-hB4/TxqYfteuvnI/AAAAAAAABFc/E0jSpI_EEH8/s400/facrbook.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando sendo adolescente calcarroava as ruas de uma grande  cidade e exercitava a concentração mental para assassinar o diretor de  minha escola, costumava me deter nas vitrines das livrarias. Um livro  que estava em todas chamava minha atenção: &lt;i&gt;Como ganhar amigos e influir sobre as pessoas&lt;/i&gt;, de Dale Carnegie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do exultante reclamo que o recomendava (milhões de cópias  vendidas!), nunca o comprei. Bastou-me abri-lo e ler a primeira  recomendação para constatar que a obra ia contra meus ideais: &lt;b&gt;Não  critique, nem condene, nem se queixe.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ciberespaço há redes e teias de aranha. Internet é uma rede (de  redes), e &lt;b&gt;Facebook uma teia de aranha (de pessoas)&lt;/b&gt;. Internet vincula,  Facebook captura. Ambos sistemas ligam. Só que Internet foi desenhada  com fins públicos e Facebook, bem como o livro de Carnegie, &lt;b&gt;manipula o  público com fins privados.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ideologia professavam os jovens da Universidade de Stanford que  no final dos sessenta exploravam as potencialidades da rede? Digamos que  o proverbial pragmatismo da elitista democracia ianque os convidou a  responderem a uma pontual petição do Pentágono: criar um sistema de  comunicação descentralizado, capaz de resistir um ataque nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o projeto não mencionava que o sistema evitasse a censura (ou  que se inspirasse na igualdade de direitos entre as fontes de  informação), o Estado não se importou com que os pesquisadores apoiassem  a guerra do Vietnã ou fossem a recitais para cantar We shall overcome a  Ronald Reagan, governador de Califórnia. Licenças do american way, que  não voltarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internet foi concebida com o espírito desinteressado de uma  comunidade de cientistas, &lt;b&gt;enquanto Facebook surgiu da traição de Mark  Zuckerberg aos amigos que, junto dele, desenharam o programa para fazer  amigos&lt;/b&gt;. Uma história que Ben Mezrich contou em Multimilionários por  acidente (Planeta, 2010) e que os contrários à leitura podem apreciar em  A Rede Social, o bom e simplório filme de David Fincher (2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zuckerberg é o dono do Facebook (o homem do ano segundo a cavernícola  revista Time), e Peter Thiel (inventor do sistema de pagamento  eletrônico PayPal) opera como pedra angular de sua ideologia. Por  motivos de espaço, remeto para Google o perfil deste ciberdinosauro do  mal. Quanto a mim, fico em René Girard (1925), filósofo e antropólogo  francês, e alter ego de Peter Thiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 2008, em uma revista da direita mexicana que presume de  livre (e não menos manipuladora que Time), se disse que "a teoria  antropológica de René Girard começa a ser considerada a única (sic)  explicação convincente sobre as origens da cultura". Qual seria esta  ignota teoria? Nada menos que a tão gasta mímese do desejo que, segundo  Girard, configuramos graças aos desejos dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cambalhotas intelectuais de Girard rendem tributo a psicólogos  racistas, como Gustave Lhe Bon (1841-1931), e encaixam na mentalidade de  tipos como Thiel: a gente é essencialmente gregária e as pessoas copiam  uma às outra sem muita reflexão. O sítio Resistência Digital (RD) pôs o  exemplo da bolha financeira: quando Bill Gates comprou parte das ações  do Facebook, os tigres de Wall Street deduziram que valia 15 vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo investidor do Facebook chama-se Jim Breyer (membro da junta  de Walmart) e o terceiro é Howard Cox, de In-Q-Tel, ala de investimento  em capital de risco da CIA. O Projeto Censurado (iniciativa da  Universidade de Sonoma State, Califórnia, que lida com os temas que  ocultam os meios) diz que o FBI recorre ao Facebook como recorria aos  Infragard criados durante o primeiro governo de W. Bush: 23 mil  microcomunidades ou células de pequenos comerciantes patrióticos, que  oferecem os perfis psicopolíticos de sua clientela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facebook e seu experimento de manipulação global acabaram com as  teorias conspirativas. Pela esquerda e pela direita, milhões de pessoas,  que em princípio estimam a democracia e a liberdade (valores que para  Thiel são incompatíveis), &lt;b&gt;parecem não reparar que a privacidade é um  direito humano básico.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presos da cultura neoliberal (autêntica rede de redes), governos,  instituições e usuários entregam ao Facebook redes de contato,  relacionamentos, nomes, apelidos e fotografias que se prestam ao  reconhecimento facial, a geolocalização móvel, a estatistica ideológica e  os perfis de mercado e psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, &lt;b&gt;Facebook é um subproducto ideológico da imparável  metástase totalitária que se expande nos Estados Unidos&lt;/b&gt;. Em lugar das  ambidextras obsessões do púdico George Orwell, Facebook nutre-se da  profecia que Jack London descreveu no&lt;i&gt; Talão de ferro&lt;/i&gt; (1908): a instauração de um Estado policial, cheio de colaboradores anônimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRIFO MEU [PK]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23597:a-ideologia-facebook&amp;amp;catid=235:comunicacom&amp;amp;Itemid=156" target="_blank"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-7555840955315620315?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/7555840955315620315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/ideologia-facebook.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/7555840955315620315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/7555840955315620315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/ideologia-facebook.html' title='A ideologia Facebook'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2yDyzVS-hB4/TxqYfteuvnI/AAAAAAAABFc/E0jSpI_EEH8/s72-c/facrbook.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-6768882659502160978</id><published>2012-01-20T11:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T11:06:45.602-02:00</updated><title type='text'>A questão da ideologia em Gramsci</title><content type='html'>Leandro Konder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IuWX3JJUxWs/TxlmS_3o8KI/AAAAAAAABFU/G7EMYAYOpBY/s1600/gramsci2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://1.bp.blogspot.com/-IuWX3JJUxWs/TxlmS_3o8KI/AAAAAAAABFU/G7EMYAYOpBY/s320/gramsci2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O italiano Antonio Gramsci desenvolveu uma interpretação bastante  original da filosofia de Marx. Para ele, a perspectiva do pensador  alemão era a de um "historicismo absoluto". No essencial, o pensamento  de Marx nos desafia - sempre! - a pensar historicamente. E esse desafio  nos põe diante tanto de possibilidades magníficas como de dificuldades  colossais.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Pesa sobre nós uma tradição negativa, que se fortaleceu muito  ao longo dos séculos XVII e XVIII, segundo a qual o "senso comum" é  depositário de tesouros de sabedoria. Gramsci admitia que o "senso  comum" possuía um caroço de "bom senso", a partir do qual poderia  desenvolver o espírito crítico. Advertia, contudo, para o risco de uma  superestimação do "senso comum", cujos horizontes, afinal, são  inevitavelmente muito limitados. O "senso comum é, em si mesmo, "difuso e  incoerente". A percepção da realidade, no âmbito desse campo visual  estreito, não poderia deixar de ser- segundo o teórico italiano -  drasticamente "empírica", restrita à compreensão imediata, superficial.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em sua origem, o termo "ideologia" compactuava, implicitamente,  com uma valorização exagerada da força da percepção sensorial. Gramsci  se referiu ao fato de que o primeiro conceito de ideologia foi elaborado  por filósofos franceses vinculados a um "materialismo vulgar", teóricos  que pretendiam decompor as idéias até chegarem aos "elementos  originais" delas, quer dizer, até chegarem às "sensações", das quais,  supostamente, as idéias derivavam. Tratava-se, assim, de uma concepção  "fisiológica" da ideologia (GRAMSCI, 1977, p. 453).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Marx e Engels, os "fundadores da filosofia da práxis",  submeteram essa concepção a uma crítica vigorosa. Tornaram-se,  filosoficamente, os representantes de um pensamento que implicava "uma  clara superação" ("un netto superamento") da ideologia (GRAMSCI, 1977,  p. 1491). No entanto, adotaram o termo, conferindo-lhe, naturalmente, um  sentido pejorativo.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para Marx e Engels, a ideologia fazia parte da  "supra-estrutura", e como tal deveria ser criticamente analisada. As  construções supra-estruturais combinam elementos de conhecimento e  expressões de pressões prejudiciais à universalidade do conhecimento. A  ideologia, na acepção em que Marx e Engels usam a palavra, torna-se, na  supra-estrutura, um fator de equívocos, "un elemento di errore", segundo  Gramsci (GRAMSCI, 1977, p. 868).  E o principal equívoco, aquele que  costuma se verificar com maior frequência, é aquele que consiste numa  visão "ideológica" da ideologia e que resulta numa desqualificação dos  fenômenos ideológicos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O pensador italiano explicava: "O processo desse erro pode ser  facilmente reconstituído. 1) A ideologia é identificada como distinta da  estrutura e se afirma que não sào as ideologias que mudam a estrutura,  mas, ao contrário, é  a estrutura que muda as ideologias: 2) afirma-se  que determinada solução política é `ideológica', isto é, insuficiente  para mudar a estrutura, quando acredita que poderia mudá-la; afirma-se,  então, que ela é inútil, estúpida, etc ; 3) passa-se, por fim, a afirmar  que toda ideologia é `pura' aparência, é inútil, estúpida, etc."  (GRAMSCI, 1977, p. 868).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Essa desqualificação ilimitada, generalizada, impede a  perspectiva comprometida com a superação das distorções ideológicas (a  perspectiva de Marx e Engels) de reconhecer concretamente as diferenças  significativas que existem no interior do campo da ideologia. E  dificulta enormemente ao crítico das limitações da ideologia reconhecer a  complexidade dos elementos ideológicos presentes no seu próprio  pensamento.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Gramsci propunha uma atenção especial para as diferenças  internas da ideologia. Fixava-se, em especial, numa diferença que lhe  parecia decisiva: "é preciso distinguir entre ideologias historicamente  orgânicas, que são necessárias a uma certa estrutura, e ideologias  arbitrárias, racionalizadas, desejadas" (idem, ibidem).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As ideologias "arbitrárias" merecem ser submetidas a uma  crítica que, de fato, as desqualifica. As ideologias "historicamente  orgânicas", porém, constituem o campo no qual se realizam os avanços da  ciência, as conquistas da "objetividade", quer dizer, as vitórias da  representação "daquela realidade que é reconhecida por todos os homens,  que é independente de qualquer ponto de vista meramente particular ou de  grupo" (GRAMSCI, 1977, p. 1456).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A ciência é um conhecimento que se expande, que se aprofunda e  se revê, se corrige, continuamente. Ela também é histórica, não pode  pretender situar-se acima da história, não pode pretender escapar às  marcas que o fluxo da história, a cada momento, imprime nas suas  construções. Por isso, não é razoável tentar promover uma contraposição  rígida entre ciência e ideologia. "Na realidade", escreveu Gramsci, "a  ciência também é uma supra-estrutura, uma ideologia" (GRAMSCI, l977,  p.1457).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Há alguma diferença entre ciência e ideologia, entre filosofia e  ideologia ?  Gramsci não consegue ser muito preciso na resposta a essa  indagação. Ele diz que a ideologia se torna ciência quando assume a  forma de "hipótese científica de caráter educativo energético" e é  "verificada (criticada) pelo desenvolvimento real da história" (GRAMSCI,  1977, p. 507). E a filosofia ? Uma distinção é sugerida quando o  filósofo afirma: "O progresso é uma ideologia, o vir-a-ser é uma  filosofia" (GRAMSCI, 1977, p. 1335). Contudo, a maior preocupação do  autor dos &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cadernos do Cárcere&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; é a de evitar que alguma construção  cultural ou algum elemento da supra-estrutura sejam destacados da  ideologia e concebidos como independentes dela.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A própria "filosofia da práxis" (o marxismo) não pode se  pretender imune às vicissitudes da ideologia. Na medida em que está  comprometido com um projeto e uma ação de crescente mobilização das  classes populares - cuja consciência se move no plano do "senso comum" -  compreende-se que o marxismo tenha acabado por se mostrar um tanto  impregnado pelos critérios (frequentemente preconceituosos ou  supersticiosos) determinados pela percepção das massas. O pensador  italiano constatava: "a filosofia da práxis se tornou, ela também,  'preconceito' e 'superstição'" (GRAMSCI, 1977, p. 1861).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Gramsci, convém ressalvar, não se assustava com essa  constatação. Ele estava convencido de que nenhuma força inovadora  consegue atuar com eficácia imediata e preservar sua coesão com completa  coerência. De fato, a força inovadora "é sempre racionalidade e  irracionalidade, arbítrio e necessidade. É 'vida', quer dizer, tem todas  as fraquezas e forças da vida, tem todas as suas contradições e suas  antíteses" (GRAMSCI, 1977, p. 1326).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O que importa não é a ambição irrealista de se preservar contra  toda e qualquer "contaminação" por parte das contradições sociais, e  sim a firme disposição para uma luta permanente no sentido de superar os  elementos "acríticos" da consciência, em ligação com o projeto de  revolucionamento da sociedade.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por seu "caráter tendencial de filosofia de massa", a filosofia  da práxis só pode se desenvolver de modo polêmico, em confronto com os  nostálgicos do passado ou com os aproveitadores da situação presente. É  no conflito que ela se liberta, ou tenta se libertar, "de todo elemento  ideológico unilateral e fanático" (GRAMSCI, 1977, p. 1487).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;De acordo com a concepção de Gramsci, por conseguinte, a  ideologia tem elementos unilaterais e fanáticos, e tem igualmente  elementos de conhecimento rigoroso e até mesmo de ciência. Nesse  sentido, a ideologia pode chegar a se identificar com "todo o conjunto  das supra-estruturas" (GRAMSCI, 1977, p. 1320).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por um lado, pois, a perspectiva do pensador italiano atribui  uma importância imensa à ideologia (especialmente às ideologias  "historicamente orgânicas"); por outro lado, porém, o materialismo  histórico não permite que se acredite ingenuamente no poder das  ideologias como tais revolucionarem a sociedade. Gramsci escreveu: "Para  Marx as 'ideologias' não são meras ilusões e aparências; são uma  realidade objetiva e atuante. Só não são a mola da história" (GRAMSCI,  1977, p. 436).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Segundo o teórico italiano, caberia aos revolucionários agir,  atuar praticamente. No entanto, para uma atuação eficaz, eles  precisariam superar as "ideologias parciais e falaciosas", através de um  processo no qual deveriam se apoiar nas ciências e na filosofia,  buscando o máximo de "objetividade" no conhecimento, e encaminhando  então, na ação, a realização prática efetiva da "unificação cultural do  gênero humano" (GRAMSCI, 1977, p. 1048).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A busca da ampliação do quadro de referências e o esforço no  sentido de alcançar maior universalidade no conhecimento conferem ao  confronto supra-estrutural das idéias uma característica muito diversa  daquela que se encontra nas batalhas "militares". Na "guerra", o  combatente procura atacar os pontos fracos do adversário. Na  controvérsia ideológica, entretanto, quando se trata de alcançar uma  compreensão mais ampla e mais profunda, cumpre  enfrentar o desafio de  enfrentar as objeções mais fortes dos interlocutores mais notáveis ("i  piu eminenti") na representação do ponto de vista oposto (GRAMSCI, 1977,  p. 875).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em outro fragmento dos &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cadernos do Cárcere&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; se pode ler  uma advertência metodológica aparentada com a preocupação que se  manifestou no trecho acima referido: "Na abordagem dos problemas  histórico-críticos, não se deve conceber a discussão científica como um  processo judicial, no qual existe um acusado e um promotor que, por  obrigação funcional, deve demonstrar que o acusado é culpado e merece  ser retirado de circulação" (GRAMSCI, 1977, p. 1267).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A concepção de ideologia adotada por Gramsci está ligada a uma  certa unificação das supra-estruturas em torno dos valores históricos do  conhecimento e da cultura. O pensador italiano é, sem dúvida, um  materialista; seu materialismo, porém, tem  uma feição peculiar: está  permanentemente atento para a importância da criatividade do sujeito  humano, para o poder inovador dos homens, tal como se expressa nas  criações culturais.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Apesar das grandes diferenças, Gramsci tem em comum com Lukács  (que ele nunca chegou a ler) um profundo apreço pela cultura como tal.  Na análise do autor dos &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cadernos do Cárcere&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;, a ideologia  conservadora dominante estaria se tornando cada vez mais cética em  relação aos valores básicos da cultura, do conhecimento, da teoria em  geral, por causa da crise da cultura burguesa, que vem perdendo sua  capacidade de exercer uma verdadeira hegemonia sobre a sociedade. "A  morte das velhas ideologias" - anotou Gramsci - "se verifica como  ceticismo em relação a todas as teorias" (GRAMSCI, 1977, p. 312).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Difunde-se um estado de espírito pragmático, imediatista,  utilitário, cínico, que tende a subestimar a riqueza do significado das  criações culturais. Generaliza-se uma crise de valores. Em resoluta  oposição a essa tendência, o filósofo não hesitava em reivindicar a  "honestidade científica" e a "lealdade intelectual" (GRAMSCI, 1977, pp.  1840 e 1841).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As criações dos sujeitos humanos no nível supra-estrutural não  se deixam reduzir a explicações sociológicas (e Gramsci critica  duramente a redução do marxismo a uma "sociologia", que o russo Bukhárin  teria tentado fazer). Não se pode ignorar a autonomia - relativa, mas  insuprimível - que se manifesta na criação cultural, nas opções  ideológicas.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Gramsci exemplificava com um episódio extraído da história da  Igreja: "Na discussão entre Roma e Bizâncio sobre a proveniência do  Espírito Santo, seria ridículo procurar na estrutura do Oriente europeu a  afirmação de que o Espíto Santo provém somente do Pai e na estrutura do  Ocidente a afirmação de que ele provém do Pai e do Filho. A existência e  o conflito das duas igrejas dependem da estrutura de toda a história,  mas no caso elas puseram questões que são princípio de distinção e de  coesão interna para cada uma delas. Podia acontecer, contudo, que  qualquer uma das duas igrejas tivesse afirmado o que a outra afirmou; o  princípio de diferenciação e conflito continuaria a ser o mesmo. E é  esse problema da distinção e do contraste que constitui o problema  histórico e não a bandeira casual empunhada por cada uma das partes"  (GRAMSCI, 1977, p. 873).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As representações não se deixam reduzir às condições em que se  encontravam seus criadores no momento em que as criaram. E também não  devem ser consideradas imutáveis na forma que assumiram na cabeça das  pessoas que as adotaram.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por isso, Gramsci não abandonava, em momento algum, sua  convicção de que as representações, as idéias, as formas da  sensibilidade, os preconceitos, as superstições, mas também os sistemas  filosóficos e as teorias científicas precisavam sempre ser pensados  historicamente, do ângulo do "historicismo absoluto".  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O sujeito humano existe intervindo no mundo, sendo constituído  pelo movimento da história e, simultaneamente, constituindo esse  movimento. Mesmo quando amplos setores da população de um país ficam  reduzidos a uma situação de miséria material e espiritual, mergulhados  nas formas mais empobrecidas e limitadas do "senso comum", não se deve  perder de vista o fato de que eles continuam a ser integrados por  sujeitos humanos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Lidando com sujeitos humanos, é impossível eliminar totalmente  de modo irreversível a margem de opções que as pessoas são levadas a  preservar e anseiam por ampliar. Nos &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Cadernos do Cárcere&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; se lê a  observaçào feita a respeito da situação intelectual do "homem do povo",  que não sabe contra-argumentar em face de um "adversário ideologicamente  superior", não consegue sustentar e desenvolver suas próprias razões,  mas nem por isso adere ao ponto de vista do outro, porque se identifica  solidariamente com o grupo a que pertence e se recorda de ter ouvido  alguém desse grupo formular razões convincentes que iam numa direção  diferente da que está sendo seguida pelo seu contraditor. "Não recorda  os argumentos, concretamente, não poderia repeti-los, mas sabe que  existem, porque já lhes ouviu a convincente esposição" (GRAMSCI, 1977,  p. 1391).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A história pressupõe, então, não só a ação dos líderes e a  atuação dos de "cima", mas também a ineliminável possibilidade da  intervenção ativa e consciente dos de "baixo". Fortalecer essa  intervenção era a meta, o ideal do pensador italiano. Sua perspectiva  revolucionária o incitava a tentar contribuir para a criação de  organizações capazes de atuar num sentido político-pedagógico, capazes  de ajudar a população a tornar mais críticas suas atividades já  existentes. Sua intenção era a de mobilizar o maior número possível de  pessoas para a realização de um programa que resultasse num aumento da  liberdade e numa diminuição da coerção, na sociedade.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Bibliografia&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;GRAMSCI, Antonio. &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Quaderni del Carcere&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. Edição crítica do Instituto Gramsci, org. Valentino Gerratana, 1977, ed. Einaudi, Torino.&amp;nbsp;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.artnet.com.br/gramsci/arquiv61.htm"&gt;http://www.artnet.com.br/gramsci/arquiv61.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-6768882659502160978?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/6768882659502160978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/questao-da-ideologia-em-gramsci.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6768882659502160978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6768882659502160978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/questao-da-ideologia-em-gramsci.html' title='A questão da ideologia em Gramsci'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IuWX3JJUxWs/TxlmS_3o8KI/AAAAAAAABFU/G7EMYAYOpBY/s72-c/gramsci2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-905788192569180011</id><published>2012-01-19T18:12:00.000-02:00</published><updated>2012-01-19T18:12:29.305-02:00</updated><title type='text'>Televisão: fábrica de mais-valia ideológica</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://eteia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Palavras Insurgentes&lt;/a&gt;  -  [Elaine Tavares] A televisão é uma usina ideológica. Gera milhares  de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça  ser.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kHa65aRNARg/Txh4zD0h4hI/AAAAAAAABFM/CAzMMcVziUk/s1600/180112_tv-brasil.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" src="http://4.bp.blogspot.com/-kHa65aRNARg/Txh4zD0h4hI/AAAAAAAABFM/CAzMMcVziUk/s320/180112_tv-brasil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade,  engano, ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria  da população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e  se forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa  intelectual de todo aquele que pensa o mundo. Afinal, como bem afirma  Chomsky, no seu clássico "Os Guardiões da Liberdade", os meios atuam  como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão  médio. &lt;b&gt;"Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como  inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento  que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade"&lt;/b&gt;.  Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal  forma que a reprodução é imediata e sistemática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um termômetro dessa usina é a famosa "novela das oito", que  consolidou um lugar no imaginário popular desde os anos 60, com a  extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e vem se repetindo  nos demais canais. O horário nobre &lt;b&gt;é usado pela teledramaturgia para  repassar os valores que interessam à classe dominante&lt;/b&gt;, funcionando como  uma sistemática propaganda que visa a manutenção do estado de coisas. É  clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o bem e o mal, o pobre e  o rico, com clara vinculação entre o bem e o rico. Sempre há um  empresário bondoso, uma empresária generosa, um fazendeiro de grande  coração, que são os protagonistas. E, se a figura principal começa a  novela como pobre é certo que, por sua natural bondade, chegará ao final  como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o que fica implícito que o  bem está colado à riqueza, vide a Griselda de Fina Estampa, a novela da  vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Outro elemento bastante comum nas novelas é o da beleza da submissão.  Como os protagonistas são sempre pessoas ricas, eles estão obviamente  cercados dos serviçais, que, no mais das vezes os amam e são muito  "bem-tratados" pelos patrões. Logo, por conta disso, agem como fiéis  cães de guarda. Um desses exemplos pode ser visto atualmente na novela  global. É o empregado-amigo (?) da vilã Tereza Cristina. Ele atua na  casa da milionária como um mordomo, cúmplice, saco de pancadas,  dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe conta os dramas, ora lhe bate  na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que já lhe deu. E ele, premido  pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe as mãos como um cachorrinho  amestrado. Tudo é tão sutil que não há quem não se sinta encantado pelo  personagem. Ele provoca o riso e a condescendência, até porque ainda é  retratado de forma caricata como um homossexual cheio de maneios,  trejeitos e extremamente servil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas, se o servilismo de Crô pode ser questionado pela profunda  afetação, outros há que aparecem ainda mais sutis. É o caso da turma da  praia que, na pobreza, hostilizava Griselda e, agora, depois que ela  ficou rica, passou para o seu lado, vindo inclusive trabalhar com a  faz-tudo, assumindo de imediato a postura de defensores e amigos fiéis.  Ou ainda a relação dos demais trabalhadores com os patrões "bonzinhos",  como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da barraquinha de sucos, e o  Renê. Todos são "amigos" e fazem os maiores sacrifícios pelos patrões, &lt;b&gt; reforçando a ideia de que é possível existir essa linda conciliação de  classe na vida real&lt;/b&gt;. O grupo que atua com o cozinheiro Renê, por  exemplo, foi demitido pela vilã, não recebeu os salários, viveu de brisa  por um tempo e retomou o trabalho com o antigo chefe por pura  bem-querença. Coisa de chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesses folhetins também os preconceitos que interessam aos dominantes  acabam reforçados sob a faceta de "promoção da democracia". O negro já  não aparece apenas como bandido, mas segue sendo subalterno. No geral  faz parte do núcleo pobre, mas é generoso e sabe qual é o "seu lugar". É  o caso do ético funcionário da loja de motos. Um bom rapaz, que, no  máximo, pode chegar a gerente da loja. As pessoas que discutem uma forma  alternativa de viver aparecem como gente "sem-noção", no mais das vezes  caricaturada, como é o caso da garota que prevê o futuro, a mulher  negra que era bruxa, o rapaz que brinca com fogo ou os donos da pousada  que em nada se diferem de empresários comuns, a não ser nas roupas  exotéricas. Ou o personagem do Zé Mayer, numa antiga novela, que via  discos voadores, não aceitava vender suas terras e, no final, "fica  bom", entregando sua propriedade para a empresária boazinha que era dona  de uma papeleira. Os homossexuais também encontram espaço nas novelas,  dentro da lógica da "democratização", mas continuam sendo retratados de  forma folclórica, como é o caso do Crô, na novela das oito, ou do  transexual da novela das sete. Já o índio, como é invisível na vida  real, tampouco tem vez nas tramas novelistas e quando tem, como a novela  protagonizada por Cléo Pires, vem de forma folclórica e desconectada da  vida real. E assim vai...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Gente há que fica indignada com os modelos que as telenovelas  reproduzem ano após ano, mas essa é realidade real. Os folhetins nada  mais fazem do que reforçar as relações de produção consolidadas pelo  sistema capitalista. Até porque são financiados pelo capital, fazendo  acontecer aquilo que Ludovico Silva chama de "mais-valia ideológica". Ou  seja, a pessoa que está em casa a desfrutar de uma novela, na verdade  segue muito bem atada ao sistema de produção dessa sociedade, consumindo  não só os produtos que desfilam sob seu olhar atento, enquanto aguardam  o programa favorito, mas também os valores que confirmam e afirmam a  sociedade atual. Prisioneira, a pessoa permanece em estado de  "produção", sempre a serviço da classe dominante. Assim, diante da TV – e  sem um olhar crítico - as pessoas não descansam, nem desfrutam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É certo que a televisão e os grandes meios não definem as coisas de  forma automática. Como bem já explicou Adelmo Genro, na sua teoria  marxista do jornalismo, os meios de comunicação também carregam dentro  deles a contradição e vez ou outra isso se explicita, abrindo chance  para a visão crítica. Momentos há em que os estereótipos aparecem de  maneira tão ridícula que provocam o contrário do que se pretendia ou  personagens adquirem tanta força que provocam um explodir da  consciência. E, nesses lampejos, as pessoas vão fazendo as análises e  podem refletir criticamente. Mas, de qualquer forma, esses momentos não  são frequentes nem sistemáticos, o que só confirma a função de  fabricação de consenso que é reservada aos meios. Um caso interessante é  o do transexual que está sendo retratado na novela da Record, que passa  às dez horas. "Dona Augusta" é nascida homem e se faz mulher, sem a  folclorização do que é retratado na Globo. É "descoberta" pelo filho que  a interna como louca. Toda a discussão do tema é muito bem feita pelos  autores, sem estereótipos, sem falsa moral. Mas, é a TV dos bispos  evangélicos, que, por sua vez, na vida real pregam a homossexualidade  como "doença". São as contradições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De qualquer sorte, a teledramaturgia brasileira deveria ser bem  melhor acompanhada pelos sindicatos e movimentos sociais. E cada um dos  personagens deveria ser analisado naquilo que carrega de ideologia. Não  para ensinar aos que "não sabem", mas para dialogar com aqueles que  acabam capturados pelo véu do engano. Assim como se deve falar do que  silencia nos meios, o que não aparece, o que não se explicita, também é  necessário discutir sobre o que é inculcado, dia após dia, como a melhor  maneira de se viver. Pois é nesse entremeio de coisas ditas, malditas e  não ditas, que o sistema segue fabricando o consenso, sempre a favor da  classe dominante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Elaine Tavares&lt;/b&gt; é jornalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23553:televisao-fabrica-de-mais-valia-ideologica-&amp;amp;catid=56:comunicacom&amp;amp;Itemid=74" target="_blank"&gt;Diário Liberdade &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-905788192569180011?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/905788192569180011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/televisao-fabrica-de-mais-valia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/905788192569180011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/905788192569180011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/televisao-fabrica-de-mais-valia.html' title='Televisão: fábrica de mais-valia ideológica'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kHa65aRNARg/Txh4zD0h4hI/AAAAAAAABFM/CAzMMcVziUk/s72-c/180112_tv-brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-6495758127667344037</id><published>2012-01-18T22:27:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T22:27:31.220-02:00</updated><title type='text'>Copa do Mundo 2014: ''O Estado paga a conta e a iniciativa privada fica com o lucro''</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.ihu.unisinos.br/" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt; -  Entrevista especial com Marcos Alvito, presidente da &lt;a href="http://www.torcedores.org/" target="_blank"&gt;Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GPz5EzyDQ-c/TxdeYWg9LNI/AAAAAAAABFA/3w5FuCEchuk/s1600/040112_copa-2014.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-GPz5EzyDQ-c/TxdeYWg9LNI/AAAAAAAABFA/3w5FuCEchuk/s320/040112_copa-2014.jpg" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com o objetivo principal de barrar o processo de eletização que  está em curso no futebol brasileiro, a Associação Nacional dos  Torcedores e Torcedoras – ANT critica a construção de novos estádios  para sediar a Copa do Mundo em 2014 e os acordos estabelecidos entre o  governo brasileiro e a FIFA. Para o presidente da ANT, Marcos Alvito, a  construção de novos estádios de futebol tem como finalidade "receber um  consumidor passivo, que vai ao estádio apenas para assistir". Em  entrevista concedida à &lt;b&gt;IHU On-Line&lt;/b&gt; por telefone, Alvito  esclarece que "o marco deste processo aconteceu há seis anos, com a  reforma do Maracanã, quando o clube terminou com a torcida da geral. Ao  terminar com a geral, deixaram de lado uma cultura carnavalesca, lúdica e  de expressão no futebol".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua avaliação, a Copa do Mundo não trará benefícios para o país,  pois novos estádios serão construídos em estados em que não há tradição  futebolística regional, como Brasília, Cuiabá e Manaus, e posteriormente  serão vendidos para a iniciativa privada. Além disso, ressalta,  comunidades que vivem há mais de 30 anos em um mesmo local serão  removidas "por causa da especulação imobiliária". "O governo brasileiro  irá arcar com todos os gastos para a realização da Copa do Mundo,  enquanto a FIFA irá vender os ingressos, os patrocínios para a  televisão. Nem a FIFA nem a iniciativa privada estão contribuindo  financeiramente para a realização das obras de infraestrutura. Esses  estádios não irão se pagar", destaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Alvito é graduado em História pela Universidade Federal  Fluminense – UFF e doutor em Antropologia Social pela Universidade de  São Paulo – USP. Atualmente é professor do Departamento de História da  UFF e coordenador da revista digital Esporte e Sociedade, fundada em  novembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – O que é a Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras – ANT e como ela se posiciona diante da Copa do Mundo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; A ANT foi criada em 10-10-2010.  Fundamos a Associação em frente ao Maracanã fechado para as obras da  Copa e temos sete objetivos. Entre eles está homenagear o Garrincha.  Também propomos transformar as escolinhas de futebol dos grandes clubes  em escolas profissionalizantes, a fim de que suas crianças sejam  preparadas para algo mais do que jogar futebol, já que 80% deles não  serão jogadores deste esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo principal da ANT é barrar o processo de eletização que  está em curso no futebol brasileiro. Calculei que, para uma família de  quatro pessoas ir ao Engenhão uma vez por mês, pagar as passagens de  ônibus e comprar uma água e um pastel para cada um, gastaria em torno de  143 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do alto valor dos ingressos, as áreas populares dos estádios  estão sendo sistematicamente destruídas. O torcedor gosta de ter espaço  para torcer, ele não gosta de ficar preso a uma cadeira. O conceito de  estádio não é o mesmo de um teatro: torcer não é assistir. O torcedor  precisa se emocionar, ficar em pé, vibrar, se movimentar, cantar, xingar  e ter uma liberdade que efetivamente está sendo polida. Estão tentando  transformar o futebol em um teatro para os ricos. Nesse sentido, a ANT  visa defender o direito do torcedor na manutenção da cultura do futebol.  O torcedor não se importa com o conforto, com cadeiras. Ele quer  segurança, um tratamento descente, transporte público adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acontece um show musical, por exemplo, disponibiliza-se um  sistema de transporte especial; mas não é disponibilizado transporte  para 30, 40 mil pessoas irem ao estádio. Pelo contrário, algumas  empresas até diminuem os horários dos ônibus. O torcedor não é tratado  dignamente e depois ainda temos de ouvir essa conversa de que o torcedor  quer conforto, poltronas, camarote, quando na verdade ele quer apenas  acesso ao estádio, direito de torcer, de levar bandeiras. Em estádios  como o do Atlético Paranaense, o torcedor não pode mais levar a faixa e  se manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que os estádios da Copa estão sendo construídos com dinheiro  público, sugerimos que 30% dos ingressos sejam reservados para ingressos  populares. É preciso definir quem terá acesso a isso. Aquelas pessoas  que recebem Bolsa Família, por exemplo, poderiam ter direito a esses  ingressos. Hoje, o futebol, que foi feito pelo povo brasileiro, está  restrito à classe média, que tem condições de pagar de 30 a 40 reais  para ir ao estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – A que atribui essa eletização do futebol? Desde quando esse processo está em curso no país?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; Esse processo começou na Inglaterra,  quando aconteceu um acidente em um estádio por causa da concentração de  torcedores em frente a uma grade muito forte, que não cedeu, e vários  torcedores morreram esmagados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse ocorrido, a pessoa encarregada de fazer a investigação  do caso sugeriu que não houvesse grades nos estádios, que tivesse espaço  para as pessoas sentarem e que fossem adotadas medidas para não haver  superlotação. Os clubes pegaram dinheiro com o governo inglês,  modificaram os estádios, colocaram cadeiras, mas aproveitaram para  aumentar o preço dos ingressos. Os ingleses, portanto, resolveram mudar  de clientela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, há muito tempo o maior recurso dos clubes não é  proveniente da venda de ingressos, quer dizer, os ingressos não chegam a  20% dos recursos dos clubes. Esses recursos são provenientes dos  patrocínios, da televisão, da venda de jogadores. Então, já que o  ingresso não pesa tanto no orçamento, os clubes preferem mudar a  clientela. Em vez de terem um torcedor, preferem ter um consumidor. O  marco desse processo aconteceu há seis anos com a reforma do Maracanã,  quando o clube terminou com a torcida da geral. Ao terminar com a geral,  deixaram de lado uma cultura carnavalesca, lúdica e de expressão no  futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estádios estão se transformando em um estúdio de televisão, a  exemplo do Engenhão, que é bonito, mas tem um campo com dimensões  reduzidas, uma pista de atletismo, o que torna o estádio frio e é todo  vazado. Então, as torcidas gritam e não reverberam o grito; não se cria  um ambiente de estádio de futebol. Os torcedores que ficam atrás do gol,  na área mais popular e emocionante, não conseguem ver a linha do gol e  tampouco a bola entrar na goleira. Quem fica na lateral do estádio tem a  visão prejudicada por causa das placas publicitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Quais são os principais equívocos e acertos em torno das obras da copa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; O primeiro equívoco foi o acordo  político feito à época do governo Lula no que se refere ao aumento de  sedes, de 8 para 12 estádios. O Brasil não tem 12 grandes centros  futebolísticos. Sabemos que Cuiabá, Manaus e Brasília, por exemplo, não  são centros esportivos para futebol. Serão construídos estádios em  lugares onde os campeonatos regionais praticamente inexistem. Então,  construir arenas nessas regiões é como jogar dinheiro fora. Esse acordo  foi feito, obviamente, para atender a acordos políticos do governo no  sentido de costurar alianças políticas. A negociação política foi tão  forte, que a seleção brasileira provavelmente não irá jogar no Maracanã,  a menos que ela chegue à final. Mas, pelo jeito, a final da Copa vai  ser disputada entre Espanha e outro time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, a construção de estádios nessas regiões não irá  transformar a realidade local. A manutenção desses estádios é grande, de  praticamente 10% do valor do estádio ao ano. Não acredito que esse  dinheiro esteja sendo utilizado de forma correta. As obras em torno do  Maracanã, por exemplo, já foram suspensas porque havia um  superfaturamento de 90 bilhões de reais. Obviamente, se considerarmos o  fato divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, de que 54% dos  parlamentares brasileiros foram financiados por empreiteiras, basta  juntar 2+2 para entender o que está acontecendo: somente a Odebrecht tem  obras no valor de 2,5 bilhões de reais ligados a obras da Copa do  Mundo. O BNDES, por exemplo, vai gastar sete bilhões com a construção de  novos estádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, dois jornalistas marxistas, que trabalham no Financial  Times, disseram que não vale a pena um país como o Brasil sediar grandes  eventos porque eles não são suficientes para pagar as contas geradas.  Esses estádios que estão sendo construídos não têm alma. Eles são  estúdios e são construídos dentro desta perspectiva de receber um  consumidor passivo, que vai ao estádio apenas para assistir. São  estádios eletizados, com muitas áreas vips, quando, na verdade, vip, no  futebol, deveria ser o povo, que criou esse esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Os defensores da Copa do Mundo dizem que os  gastos serão elevados, mas que o retorno será positivo. Como é feita  essa conta para saber se vale a pena sediar uma Copa do Mundo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; A conta é simples: o governo  brasileiro irá arcar com todos os gastos para a realização da Copa do  Mundo, enquanto a FIFA irá vender os ingressos, os patrocínios para a  televisão. Nem a FIFA nem a iniciativa privada estão contribuindo  financeiramente para a realização das obras de infraestrutura. Esses  estádios não irão se pagar. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio  Cabral, já anunciou que irá privatizar o Maracanã antes da Copa das  Confederações, ou seja, o Estado vai gastar um bilhão na reforma do  Maracanã e depois vai entregá-lo para a iniciativa privada, e diz que o  modelo vai ser o do Engenhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para você ter uma ideia, o Engenhão custou 400 milhões de reais, e  o Botafogo paga 33 mil reais por mês de aluguel pelo estádio. Pagando  essa quantia de aluguel por mês, demoraria 88 anos para esse clube pagar  o Engenhão. É isso que vai acontecer com o Maracanã e com os outros. O  Estado entra com o prejuízo. Esse é o modelo brasileiro de  desenvolvimento: o Estado paga a conta e a iniciativa privada fica com o  lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da Copa, 123 comunidades estão sendo removidas por causa da  especulação imobiliária. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vai  construir todos os equipamentos olímpicos na Barra da Tijuca, uma  região "carente" de infraestrutura. Ele já foi subprefeito da Barra, e  os dez maiores financiadores de campanha dele, segundo o jornal O Globo,  são empresas ligadas à construção imobiliária. Esses megaeventos  alavancam grandes negócios para a iniciativa privada em detrimento de  quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Seria possível realizar a Copa no país sem construir novos estádios?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; Se o Brasil optasse por ter oito  sedes, em vez de doze, seria possível reduzir a despesa. Não entendo  como o Engenhão, por exemplo, foi construído e não está em condições de  abrir um jogo de Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França não construiu estádio nenhum, nem a Alemanha. Na Alemanha,  os ingressos são relativamente baratos. Custam basicamente o mesmo valor  que no Brasil, mas o poder aquisitivo alemão é muito maior. A segunda  divisão da Alemanha tem uma média de público maior do que a do  Campeonato Brasileiro. Os estádios têm áreas para as pessoas ficarem em  pé, porque isso faz parte da tradição deles. Em 2006, quando a Copa do  Mundo aconteceu na Alemanha, a FIFA disse que todas as pessoas  precisavam ficar sentadas nos estádios. Você acha que eles demoliram o  estádio ou reformaram? Colocaram cadeiras. Isso aconteceu na Alemanha,  "um país pobre", "subdesenvolvido", "com dificuldades financeiras". Mas  já um país "rico" como o Brasil, coloca o Maracanã abaixo e gasta um  bilhão de reais. É óbvio que isso poderia ser feito de outra maneira; o  governo poderia negociar com a FIFA. Mas o governo brasileiro não  negociou porque queria a Copa, tanto que o Brasil não disputou a Copa do  Mundo com ninguém. Mas por que não disputou? Nós não nos perguntamos,  porque somos muito patriotas, principalmente quando se trata de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FIFA queria fazer a Copa do Mundo na América do Sul, mas por que a  Argentina, Uruguai e Chile não quiseram? Porque houve um acordo. Mas  qual é o preço deste acordo para que não exista nenhuma contestação? O  governo Lula queria garantir a Copa aqui, então, topou fazer uma "Copa  de arrebentar". Mas agora, o governo Dilma está vendo que essa é uma  conta alta. A negociação deveria ter sido feita antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Quantas comunidades, apenas no Rio de Janeiro,  já foram e serão removidas de suas moradias para que estádios sejam  construídos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; A prefeitura do Rio de Janeiro está  removendo comunidades de algumas regiões e as indenizando com um valor  de oito mil reais, que é a metade do preço do metro quadrado no Leblon.  Serão removidas 123 comunidades só no Rio de Janeiro. Algumas moram há  30, 40 anos no mesmo local e terão de sair para dar espaço aos novos  estacionamentos do Maracanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – As próximas copas serão no Brasil, na Rússia e  no Catar. O que estes países têm em comum? A escolha desses países para  sediar as próximas Copas foi proposital?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; Esses são países que topam tudo por  uma Copa do Mundo no intuito de se firmar no cenário mundial. Eles farão  tudo que a FIFA quiser. Não são países como a França e a Alemanha, que  não aceitaram construir estádios novos. Os alemães aceitaram vender a  cerveja que a FIFA escolheu, mas também venderam a cerveja deles. No  Brasil isso não vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa é um processo bastante autoritário para as camadas populares. Ela tem significado um Estado de exceção: o Estado passa por cima das próprias normas e leis  em nome de uma situação especial, de um megaevento; ele cria uma  situação para que todos concordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, Rússia e Catar são países que irão liberar os gastos, pois  eles têm essa ideia de que é preciso se afirmar diante de um cenário  mundial, precisam mostrar que são capazes de organizar um evento de tal  magnitude. No Brasil, a oposição à Copa é tardia, e já é quase  impossível barrar algumas decisões. Mas imagina se na Rússia tem  oposição. Lá, se alguém manifestar posição contrária, toma tiro. No  Catar, se tem oposição o sujeito guarda para si, porque não tem condição  de se manifestar, mas somente fazendo uma revolta geral. Esses são  países que vão engolir o pacote FIFA sem grandes problemas, sem grandes  questionamentos. Está havendo um questionamento pequeno no Brasil, mas,  no final das contas, os deputados estão aprovando o projeto da FIFA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Como vê as manifestações dos torcedores em  relação à Copa do Mundo? O fato de o futebol ser uma paixão nacional  dificulta a divulgação das críticas e mesmo a participação popular nos  protestos ou, pelo contrário, isso favorece oposições à forma como os  processos estão sendo conduzidos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; Não é que a paixão dificulte. Ela  até ajuda na medida em que torna tudo que diz respeito ao futebol uma  coisa importante. Entretanto, o futebol mobiliza as pessoas até um  determinado ponto. Já fomos a estádios, distribuímos panfletos, fizemos  um abaixo-assinado contra o Ricardo Teixeira, por exemplo, e coletamos  mais de cinco mil assinaturas. Mas não existe milagre em uma sociedade  civil fraca como a brasileira, com baixo nível de participação das  camadas populares e médias. Costuma-se dizer que a participação é uma  questão meramente de educação formal, mas não é. Costumamos dizer que o  povo não participa, que o povo é ignorante, que não sabe dos seus  direitos, mas a classe média também não participa e ela não pode alegar  esta desculpa. Existe um baixo grau de mobilização, de engajamento. Hoje  em dia existe um pseudoengajamento virtual: as pessoas curtem os  comentários no Facebook, apoiam as lutas, votam virtualmente, mas não  participam na prática. Mesmo havendo uma mobilização entorno do assunto,  há uma baixa disposição para que as pessoas participem efetivamente das  lutas. No máximo elas estão informadas acerca do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou antropólogo, historiador e percebo que se tem um Estado  historicamente muito forte, que surge antes da nação. Quando a nação foi  formada, o Estado já estava em cima dela, controlando-a ou querendo  construir a nação segundo o seu interesse. Isso se reflete também nesta  luta do futebol. Não se trata mais da importância da luta, não se trata  mais de conhecimento ou desconhecimento. Trata-se de uma questão de  disposição para lutar e para participar. A democracia contemporânea  produz apatia, e as pessoas pensam que participam do processo político  quando votam. Em termos de mobilização de massa existe uma apatia; o  movimento estudantil não tomou isso para si, nem os sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marcos Alvito –&lt;/b&gt; A ANT está lutando e já estamos  elaborando um abaixo-assinado pedindo para a Justiça apressar as  investigações em torno de Ricardo Teixeira. O abaixo-assinado pode ser  assinado na internet pelo site &lt;a href="http://www.torcedores.org.br/" target="_blank"&gt;www.torcedores.org&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23141:copa-do-mundo-2014-o-estado-paga-a-conta-e-a-iniciativa-privada-fica-com-o-lucro&amp;amp;catid=61:cultura-e-desportos&amp;amp;Itemid=71" target="_blank"&gt; Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-6495758127667344037?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/6495758127667344037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/copa-do-mundo-2014-o-estado-paga-conta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6495758127667344037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6495758127667344037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/copa-do-mundo-2014-o-estado-paga-conta.html' title='Copa do Mundo 2014: &apos;&apos;O Estado paga a conta e a iniciativa privada fica com o lucro&apos;&apos;'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GPz5EzyDQ-c/TxdeYWg9LNI/AAAAAAAABFA/3w5FuCEchuk/s72-c/040112_copa-2014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-670547101616812581</id><published>2012-01-15T23:34:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T23:36:24.919-02:00</updated><title type='text'>O NOME DA ROSA  (VERMELHA)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://www.acomuna.net/" target="_blank"&gt;A Comuna&lt;/a&gt;  -  Na noite de 15 de janeiro de 1919, em Berlim, foi detida Rosa  Luxemburgo: uma mulher indefesa de cabelos grisalhos, enrugada e  exausta. Uma mulher velha, que aparentava muito mais que os 48 anos que  tinha.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1wjCaztX5Tw/TxN-fjZKg5I/AAAAAAAABE4/Pc8xLZFUhN0/s1600/punho-do-s-iacutembolo-d.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-1wjCaztX5Tw/TxN-fjZKg5I/AAAAAAAABE4/Pc8xLZFUhN0/s320/punho-do-s-iacutembolo-d.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Um dos soldados que a rodeavam, obrigou-a a seguir aos empurrões, e a  multidão burlona e cheia de ódio que se amontoava no vestíbulo do Hotel  Eden saudou-a com insultos. Ela ergueu sua face diante da multidão e  olhou os soldados e os hóspedes do hotel que se mofavam dela com seus  olhos negros e orgulhosos. E aqueles homens em seus uniformes desiguais,  soldados da nova unidade das tropas de assalto, sentiram-se ofendidos  pela olhada desdenhosa e quase compassiva de Rosa Luxemburgo, "a rosa  vermelha", "a judia".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Insultaram-na: "Rosinha, aí vem a velha puta". Eles odiavam tudo o  que esta mulher representou na Alemanha durante duas décadas: a firme  crença na ideia do socialismo, o feminismo, o antimilitarismo e a  oposição à guerra, que eles haviam perdido em novembro de 1918. Dias  antes, os soldados haviam esmagado o levante dos trabalhadores em  Berlim. Agora eles eram os amos. E Rosa os havia desafiado em seu último  artigo:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;«A ordem reina em Berlim! Ah! Estúpidos e insensatos verdugos! Não  vos dais conta de que vossa ordem está levantada sobre a arena. A  revolução se erguerá amanhã com sua vitória e o terror assomará nos  vossos rostos ao ouvir anunciar com todas suas trompetas: Eu fui, eu  sou, eu serei!».&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Empurraram-na e golpearam. Rosa levantou-se. Nesse então, quase  haviam alcançado a porta traseira do hotel. Fora, esperava um carro  cheio de soldados, os quais, segundo haviam-lhe comunicado,  conduziriam-na à prisão. Mas um dos soldados foi para cima dela  levantando sua arma e golpeou-lhe a cabeça com a culatra. Ela caiu no  chão. O soldado lhe desferiu um segundo golpe na têmpora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O homem chamava-se Runge. O rosto de Rosa Luxemburgo jorrava sangue.  Runge obedecia ordens quando golpeou Rosa Luxemburgo. Pouco antes ele  havia derrubado Karl Liebknecht com a culatra do seu fuzil. Também a ele  haviam-no arrastado pelo vestíbulo do Hotel Eden.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Os soldados levantaram o corpo de Rosa. O sangue brotava da sua boca e  do seu nariz. Levaram-na ao veículo. Sentaram Rosa entre dois soldados  no assento de trás. Fazia pouco que o carro havia arrancado quando lhe  dispararam um tiro a queima roupa. Se pode escutar no hotel.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na noite de &lt;b&gt;15 de janeiro de 1919&lt;/b&gt; os homens do corpo de assalto  assassinaram Rosa Luxemburgo. Lançaram seu cadáver de uma ponte para o  canal. No dia seguinte toda Berlim sabia já que a mulher que nos últimos  vinte anos desafiara todos os poderosos e que cativara os assistentes  de inumeráveis assembleias, estava morta. Enquanto se buscava o seu  cadáver, um Bertold Brecht de 21 anos escrevia:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A Rosa vermelha agora também desapareceu.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Onde se encontra é desconhecido.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Porque ela aos pobres a verdade há dito&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Os ricos do mundo a extinguiram.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Poucos meses depois, em 31 de maio de 1919, encontrou-se o corpo de  uma mulher junto a uma eclusa do canal. Podia-se reconhecer as luvas de  Rosa Luxemburgo, parte de seu vestuário, um brinco de ouro. Mas a cara  era irreconhecível, já que o corpo fazia tempo que estava podre. Foi  identificada e se a enterrou em 13 de junho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No ano de 1962, 43 anos depois de sua morte, o Governo Federal alemão  declarou que seu assassinato fora uma "execução de acordo com a lei  marcial". Faz doze anos que uma investigação oficial concluiu que as  tropas de assalto, que haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes  social-democratas, foram os autores materiais de sua morte e da de Karl  Liebknecht.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Rosa Luxemburgo foi assassinada pelas tropas de assalto a serviço da  socialdemocracia. Junto com ela morreu seu camarada Karl Liebknecht.  Nasceu em 5 de marzo de 1871. Muita gente segue a tradição da Alemanha  oriental de assistir à manifestação para recordá-la, seu respeito  demonstram-no depositando cravos vermelhos no monumento dedicado a «Rosa  Vermelha» e aos socialistas e comunistas que trabalharam por un mundo  melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A atualidade do pensamento de Rosa Luxemburgo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Que extraordinário é o tempo que vivemos", escrevia Rosa Luxemburgo  em 1906. "Extraordinário tempo que propõe problemas enormes e espolia o  pensamento, que suscita a crítica, a ironia e a profundidade, que  estimula as paixões e, antes de tudo, um tempo frutífero, prenhado".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Rosa Luxemburgo viveu e morreu num tempo de transição, como o nosso,  no qual um mundo velho se afundava e outro surgia dos escombros da  guerra. Seus companheiro tentaram construir o socialismo, seus  assassinos e inimigos ajudaram Adolf Hitler a subir ao poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Hoje, quando o capitalismo demonstra uma vez mais que a guerra não é  um acidente, senão que uma parte irrenunciável de sua estratégia. Quando  os partidos e organizações "tradicionais" se vêem na obrigação de  questionar suas formas de atuar ante o abandono das massas. Quando a  esquerda transformadora advoga exclusivamente pelo parlamentarismo como  via para a mudança social. Quando nos encontramos ante una enorme crise  do modelo de democracia representativa e os argumentos políticos se  reduzem ao "voto útil".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Hoje, dizemos, Rosa Luxemburgo se converte em referência  indispensável nos grandes debates da esquerda. Não é senão sua voz a que  se escuta sob o lema, aparentemente novedoso: "Outro mundo é possível".  Ela o formulou com um pouco mais de urgência: "Socialismo ou barbárie".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Seu pensamento, seu compromisso e sua desbordante humanidade nos  servem de referência em nosso luta para que este novo século não seja  também o da barbárie.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Com informações da Fundação Lauro Campos e do Mundo Obrero.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Titulo original: &lt;a class="contentpagetitle" href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23443:93-anos-do-assassinato-de-rosa-luxemburgo&amp;amp;catid=94:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=108"&gt;93 anos do assassinato de Rosa Luxemburgo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23443%3A93-anos-do-assassinato-de-rosa-luxemburgo&amp;amp;catid=94%3Arepressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=108" target="_blank"&gt;Diário Liberdade &amp;nbsp;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-670547101616812581?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/670547101616812581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/o-nome-da-rosa-vermelha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/670547101616812581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/670547101616812581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/o-nome-da-rosa-vermelha.html' title='O NOME DA ROSA  (VERMELHA)'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1wjCaztX5Tw/TxN-fjZKg5I/AAAAAAAABE4/Pc8xLZFUhN0/s72-c/punho-do-s-iacutembolo-d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-6663677867281558384</id><published>2012-01-14T19:32:00.001-02:00</published><updated>2012-01-14T19:48:30.540-02:00</updated><title type='text'>O imperialismo e o "anti-imperialismo" dos tolos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;          &lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;por James Petras&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Um dos grandes paradoxos da história são os políticos           imperialistas que apregoam estarem empenhados numa grande  cruzada          humanitária, um "missão civilizadora" histórica           destinada a libertar nações e povos, enquanto praticam as mais           bárbaras conquistas, guerras destrutivas e banhos de sangue em grande           escala de povos conquistados de que há memória histórica.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ip97O8tr-Ao/TxH4DpQojEI/AAAAAAAABEw/HHNvYAppLcE/s1600/camp_bondsteel_kosovo_50pc.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ip97O8tr-Ao/TxH4DpQojEI/AAAAAAAABEw/HHNvYAppLcE/s400/camp_bondsteel_kosovo_50pc.jpg" width="396" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="clear: left; float: left; font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;        Os EUA apoiaram "bases" de jihadistas armados para libertar a        "Bósnia" e armaram as "bases" terroristas do        Exército de Libertação do Kosovo para despedaçar a        Jugoslávia. Quase toda a esquerda ocidental alegrou-se quando os EUA        bombardearam Belgrado, degradaram a economia e afirmaram estarem a        "responder a um genocídio". O "livre e independente"        Kosovo tornou-se um enorme mercado de escravas brancas, passou a abrigar a        maior base militar dos Estados Unidos na Europa, com a mais elevada        migração per capita de qualquer país da Europa.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Na moderna era capitalista, as ideologias dos dominadores imperiais variaram ao        longo do tempo, desde os primitivos apelos ao "direito" à        riqueza, poder, colónias e grandeza até as        afirmações posteriores de uma "missão        civilizadora". Mais recentemente os dominadores imperiais têm        propalado justificações muito diversas, adaptadas a contextos,        adversários, circunstâncias e públicos específicos.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Este ensaio estará concentrado na análise dos argumentos        ideológicos contemporâneos do império estado-unidense para        legitimar guerras e sanções a fim de manter a        dominação.        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         Contextualizando a ideologia imperial        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        A propaganda imperialista varia consoante seja dirigida contra um competidor        pelo poder global, ou como uma justificação para a        aplicação de sanções ou ainda a entrada em guerra        aberta contra um adversário sócio-político local ou        regional.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Em relação a competidores imperiais estabelecidos (Europa) ou em        ascensão na economia mundial (China), a propaganda imperial dos EUA        variou ao longo do tempo. Antigamente, no século XIX, Washington        proclamou a "Doutrina Monroe", denunciando esforços europeus        para colonizar a América Latina, privilegiando os seus próprios        desígnios imperiais naquela região. No século XX, quando        os decisores imperiais dos EUA estavam a deslocar a Europa dos recursos        primários baseados nas colónias no Médio Oriente e        África, aproveitou-se de vários temas. Condenou "formas de        dominação colonial" e promoveu transições        "neo-coloniais" que acabaram com monopólios europeus e        facilitaram a penetração corporativa de multinacionais        estado-unidenses. Isto ficou claramente evidente durante e após a II        Guerra Mundial, nos países petrolíferos do Médio Oriente.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Durante a década de 1950, quando os EUA assumiram o primado imperial e        surgiu o nacionalismo anti-colonial, Washington forjou alianças com        potências coloniais em declínio para combater um inimigo comum e        incentivar poderes pós coloniais a combatê-lo. Mesmo com a        recuperação económica pós II Guerra Mundial, com o        crescimento e unificação da Europa, ela ainda actuou em tandem e        sob a liderança dos EUA na repressão militar de        insurgências e regimes nacionalistas. Quando se verificavam conflitos e        competição entre os EUA e regimes, bancos e empresas europeias,        os mass media de cada região publicavam "descobertas de        investigação" revelando as fraudes e malfeitorias dos seus        competidores – e as agências reguladoras dos EUA impunham multas        pesadas sobre os seus colegas europeus, passando por alto práticas        semelhantes das firmas financeiras da Wall Street.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Em tempos recentes a maré ascendente do imperialismo militarista e das        guerras coloniais alimentadas por procuradores israelenses no estado dos EUA        levaram a algumas sérias divergências entre o imperialismo        estado-unidense e o europeu. Com a excepção da Inglaterra, a        Europa assumiu um mínimo compromisso simbólico com as guerras dos        EUA e a ocupação do Iraque e Afeganistão. A Alemanha e a        França concentraram-se em expandir seus mercados de        exportação e suas capacidades económicas, deslocando os        EUA em grandes mercados e locais com recursos. A convergência dos EUA e        de impérios europeus levou à integração de        instituições financeiras e às subsequentes crises e        colapso comuns mas sem qualquer política coordenada de        recuperação. Ideólogos dos EUA propagaram a ideia de uma        "União Europeia em declínio e decadência", ao        passo que ideólogos europeus enfatizaram os fracassos dos "mercados        livres" anglo-americanos e as fraudes da Wall Street.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;         Ideologia imperial, potências económicas em ascensão e         desafios nacionalistas        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Há uma longa história de "anti-imperialismo"        imperialista, condenações, revelações e        indignações morais patrocinadas oficialmente dirigidas        exclusivamente contra rivais imperialistas, potências emergentes ou        simplesmente competidoras, as quais em alguns casos estão simplesmente a        seguir as pegadas das potências imperiais estabelecidas.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        No seu auge, os imperialistas ingleses justificavam sua pilhagem à        escala mundial de três continentes perpetuando a "Lenda negra"        da "crueldade excepcional" do império espanhol para com povos        indígenas da América Latina, enquanto empenhava-se no maior e        mais lucrativo tráfico africano de escravos. Enquanto os colonialistas        espanhóis escravizavam os povos indígenas, os colonizadores        anglo-americanos exterminavam-nos...        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Na preparação para a II Guerra Mundial, as potências        imperiais europeias e dos EUA, enquanto exploravam colónias        asiáticas condenavam a invasão e colonização da        China pela potência imperial japonesa. O Japão, por sua vez,        afirmava estar a liderar forças da Ásia no combate contra o        imperialismo ocidental e projectava uma esfera de "co-prosperidade"        pós colonial de parceiros asiáticos em pé de igualdade.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        A utilização imperialista da retórica moral        "anti-imperialista" foi concebida para enfraquecer rivais e era        destinada a diversos públicos. De facto, em momento algum a        retórica anti-imperialista serviu para "libertar" qualquer dos        povos colonizados. Em quase todos os casos a potência imperial vitoriosa        apenas substituía uma forma de domínio colonial ou neo-colonial        por outra.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        O "anti-imperialismo" dos imperialistas é destinado aos        movimentos nacionalistas dos países colonizados e ao seu público        interno. Imperialistas britânicos fomentaram levantamentos entre as        elites agro-mineiras na América Latina prometendo "comércio        livre" contra o domínio mercantilista espanhol; eles apoiaram a        "auto-determinação" dos proprietários        escravocratas de plantações de algodão nos Sul dos EUA        contra a União; eles apoiaram as reivindicações        territoriais dos líderes tribais iroqueses contra os        revolucionários anti-coloniais estado-unidenses ... explorando agravos        legítimos para fins imperiais. Durante a II Guerra Mundial, os        imperialistas japoneses apoiaram um sector movimento nacionalista anti-colonial        na Índia contra o Império britâncio. Os EUA condenaram o        domínio colonial espanhol em Cuba e nas Filipinas e foram à        guerra para "libertar" os povos oprimidos da tirania ... e ali        permaneceram para impor um reino de terror, exploração e        domínio colonial...        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        As potências coloniais procuram dividir os movimentos anti-coloniais e        criar futuros "dominadores clientes" quando e se tiverem êxito.        A utilização da retórica anti-imperialista foi concebida        para atrair dois conjuntos de grupos. Um grupo conservador com interesses        políticos e económicos comuns com a potência imperial, os        quais partilhavam a sua hostilidade para com nacionalistas        revolucionários e que procuram acumular maior vantagem ligando as suas        fortunas a uma potência imperial e ascensão. Um sector radical do        movimento aliava-se tacticamente com a potência imperial e        ascensão, com a ideia de utilizá-la para assegurar recursos        (armas, propaganda, veículos e ajuda financeira) e, uma vez assegurado o        poder, descartá-lo. Na maioria dos casos, neste jogo de        manipulação mútua entre império e nacionalistas, os        primeiros venceram ... tanto antes como hoje.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        A retórica imperialista "anti-imperialista" era igualmente        destinada ao público interno, especialmente em países como os EUA        que valorizavam sua herança anti-colonial do século XVIII. O        objectivo era ampliar a base da construção do império para        além dos empedernidos lealistas, militaristas e beneficiários        corporativos do império. O seu apelo procura incluir liberais, pessoas        humanitárias, intelectuais progressistas, moralistas religiosos e laicos        e outros "formadores de opinião" que tivessem uma certa        influência entre o público mais amplo, as pessoas que teriam de        pagar com as suas vidas e dinheiro para impostos pelas guerras        inter-imperialistas e coloniais.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Os porta-vozes oficiais do império publicitam atrocidades reais e        falsificadas dos seus rivais imperiais e destacam os infortúnios das        vítimas colonizadas. A elite corporativa e os militaristas empedernidos        pedem acção militar para proteger a propriedade, ou tomar        recursos estratégicos; as pessoas com sentimentos humanitários e        progressistas denunciam os "crimes contra a humanidade" e reflectem        os apelos "a fazer algo concreto" para salvar as vítimas do        genocídio. Sectores da esquerda juntam-se ao coro, descobrindo um sector        de vítimas que se ajusta à sua ideologia abstracta e pedem        às potências imperiais para "armarem o povo para que se        liberte" (sic). Ao conceder apoio moral e um verniz de respeitabilidade        à guerra imperial, com a deglutição da "guerra para        salvar vítimas" os progressistas tornam-se o protótipo do        "anti-imperialismo dos tolos". Tendo assegurado vasto apoio        público na base do "anti-imperialismo", as potências        imperialistas sentem-se livres para sacrificar vidas de cidadãos e o        tesouro público, para prosseguir a guerra, alimentada pelo fervor moral        de uma causa justiceira. Quando a carnificina se arrasta e as baixas crescem, e        o público aborrece-se com a guerra e o seu custo, o entusiasmo de        progressistas e esquerdistas transforma-se em silêncio ou pior,        hipocrisia moral com afirmações de que "a natureza da guerra        mudou" ou "que isto não é a espécie de guerra        que tínhamos em mente...". Como se os feitores da guerra alguma vez        pretendessem consultar os progressistas e a esquerda sobre como e porque        deveriam empenhar-se em guerras imperiais!        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        No período contemporâneo as guerras imperiais        "anti-imperialistas" e a agressão foram grandemente ajudadas        pela cumplicidade de "bases" bem financiadas chamadas        "organizações não governamentais" as quais        actuam na mobilização de movimentos populares que podem        "convidar" à agressão imperial.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Ao longo das últimas quatro década o imperialismo estado-unidense        fomentou pelo menos duas dúzias de movimentos "de base" que        destruíram governos democráticos ou dizimaram estados        previdência colectivistas ou provocaram grandes danos às economias        de países alvos.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        No Chile, durante os anos 1972-73 sob o governo eleito democraticamente de        Salvador Allende, a CIA financiou a proporcionou apoio importante – via        AFL-CIO – a proprietários privados de camiões para paralisar        o fluxo de bens e serviços. Também financiaram uma greve de um        sector do sindicato de trabalhadores do cobre (na mina El Teniente) a fim de        reduzir a produção de cobre e as exportações, na        preparação para o golpe. Depois de os militares tomarem o poder        vários responsáveis do sindicato democrata-cristão        "da base" participaram no expurgo de activistas de esquerda eleitos        do sindicato. Não é preciso dizer que imediatamente os        proprietários de camiões e trabalhadores do cobre acabaram a        greve, abandonaram suas exigências e a seguir perderam todos os direitos        de negociação!        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Na década de 1980 a CIA, através de canais do Vaticano,        transferiu milhões de dólares para apoiar o "Sindicato        Solidariedade" na Polónia, transformando num herói o        líder dos trabalhadores dos estaleiros de Gdansk, Lech Walesa, o qual        actuou como ponta de lança na greve geral para deitar abaixo o regime.        Com o seu derrube também foram derrubadas a garantia de emprego, a        segurança social e a militância sindical: os regimes neoliberais        reduziram a força de trabalho em Gdansk em cinquenta por cento e        finalmente encerraram o estaleiro, dando um pontapé em toda a        força de trabalho... Walesa aposentou-se com uma magnífica        pensão presidencial, enquanto os seus antigos colegas de trabalho        vagueavam nas ruas e os novos dominadores "independentes" da        Polónia proporcionavam bases militares para a NATO e mercenários        para guerras imperiais no Afeganistão e no Iraque.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Em 2002 a Casa Branca, a CIA, a AFL-CIO e ONGs, apoiadas por militares, homens        de negócios e burocratas sindicais venezuelanos dirigiram um golpe        "das bases" que derrubou o presidente Chavez democraticamente eleito.        Em 48 horas uma mobilização autêntica com um milhão        de pessoas dos pobres urbanos apoiados por foram militares constitucionalistas        derrotou os ditadores apoiados pelos EUA e repôs Chavez no poder.        Subsequentemente, executivos do petróleo dirigiram um lockout apoiado        por várias ONGs financiadas pelos EUA. Eles foram derrotados pela tomada        da indústria do petróleo pelos trabalhadores. O golpe fracassado        e o lockout custaram à economia venezuelana milhares de milhões        de dólares em rendimento perdido e provocaram um declínio de dois        algarismos no PNB.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        A estratégia imperial das "bases" combina retórica        humanitária, democrática e anti-imperialista com ONGs pagas e        treinadas, com blitzes de mass media para mobilizar a opinião        pública ocidental e especialmente "prestigiosos críticos        morais de esquerda" por trás das suas tomadas de poder.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;         A consequência de movimentos imperiais promovidos a         "anti-imperialistas": Quem ganha e quem perde?        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        O registo histórico dos movimentos "de base" imperialistas        promovidos a "anti-imperialistas" e "pró democracia"        é constantemente negativo. Vamos resumir brevemente os resultados. No        Chile a greve "de base" dos proprietários de camiões        levou à brutal ditadura militar de Augusto Pinochet e a cerca de duas        décadas de tortura, assassínio, prisão e exílio        forçados de centenas de milhares, à imposição de        brutais "políticas de mercado livre" e à        subordinação às políticas imperiais dos EUA. Em        resumo, as corporações multinacionais do cobre estado-unidenses e        a oligarquia chilena foram os grandes vencedores e a massa da classe        trabalhadora e os pobres urbanos e rurais os grandes perdedores. Os EUA        apoiaram "levantamentos da base" na Europa Oriental contra a        dominação soviética levou à dominação        estado-unidense; à subordinação à NATO ao        invés do Pacto de Varsóvia; à transferência        maciça de empresas públicas nacionais, bancos e media para        multinacionais ocidentais. A privatização de empresas nacionais        levou a níveis sem precedentes de desemprego com dois algarismos,        disparo de rendas e o crescimento da pobreza entre pensionistas. As crises        induziram a fuga de milhões dos trabalhadores mais educados e        qualificados e à eliminação da saúde pública        gratuita, da educação superior e estabelecimentos de        férias para trabalhadores.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Nos estados hoje capitalistas da Europa Oriental e da URSS gangs criminosas        altamente organizadas desenvolveram prostituição em grande escala        e redes de droga; "empresários" gangster estrangeiros e locais        apresaram empresas públicas lucrativas e formaram uma nova classe de        super oligarcas. Políticos de partidos eleitorais, pessoas de        negócios locais e profissionais ligadas a "parceiros"        ocidentais foram os vencedores sócio-económicos. Pensionistas,        trabalhadores, agricultores colectivos, juventude desempregada foram os grandes        perdedores juntamente com os anteriormente subsidiados artistas culturais.        Bases militares na Europa Oriental tornaram-se a primeira linha do        império para ataque militar à Rússia e o alvo de qualquer        contra-ataque.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Se medirmos as consequências da mudança no poder imperial,        é claro que os países da Europa Oriental tornaram-se ainda mais        subservientes sob os EUA e a UE do que sob a Rússia. Crises financeiras        induzidas pelo ocidente devastaram suas economias. Tropas da Europa Oriental        serviram em mais guerras imperiais sob a NATO do que sob a influência        soviética; os media culturais estão sob o controle comercial do        ocidente. Acima de tudo, o grau de controle imperial sobre todos os sectores        económicos excedeu de longe qualquer coisa que tenha existido sob os        soviéticos. O movimento "de bases" na Europa Oriental        têve êxito em aprofundar e estender o Império dos EUA; os        advogados da paz, justiça social, independência nacional, de um        renascimento cultural e bem-estar social com democracia foram os grandes        perdedores.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        Liberais ocidentais, progressistas e gente de esquerda que se apaixonou pelo        "anti-imperialismo" promovido pelos imperialistas são        também grandes perdedores. Seu apoio ao ataque da NATO à        Jugoslávia levou ao despedaçar de um estado multinacional e        à criação de enormes bases militares da NATO e a um        paraíso para traficantes de escravas no Kosovo. Seu apoio cego à        promovida "libertação" imperial da Europa Oriental        devastou o estado previdência, eliminando a pressão sobre os        regimes ocidentais da necessidade de competir em disposições de        bem-estar. Os principais beneficiários dos avanços imperiais do        ocidente via levantamentos "de base" foram as        corporações multinacionais, Pentágono e os neoliberais do        livre mercado de extrema direita. Quando todo o espectro político se        move para a direita um sector da esquerda e progressistas finalmente salta para        o comboio. Os moralistas de esquerda perderam credibilidade e apoio, seus        movimentos de paz minguaram, suas "críticas morais" perderam        ressonância. A esquerda e progressistas que foram a reboque dos        "movimentos de base" apoiados pelo império, quer em nome do        "anti-stalinismo", "pró democracia" ou        "anti-imperialismo" nunca se empenharam em qualquer reflexão        crítica; nenhum esforço para analisar as consequências        negativas a longo prazo das suas posições em termos de perdas de        bem-estar social, independência nacional ou dignidade pessoal.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        A longa história da manipulação imperialista de narrativas        "anti-imperialistas" encontrou expressão virulenta nos dias de        hoje. A Nova Guerra Fria lançada por Obama contra a China e a        Rússia, a guerra quente que fermenta no Golfo sobre a alegada        ameaça militar do Irão, a ameaça intervencionista contra        "redes de droga" da Venezuela e o "banho de sangue" da        Síria são parte integral da utilização e abuso do        "anti-imperialismo" para promover um império em        declínio. Esperançosamente, os escritores de esquerda        aprenderão com as ciladas ideológicas do passado e        resistirão à tentação de terem acesso aos mass        media proporcionando uma "cobertura progressista" a dúbios        "rebeldes" imperiais. Já é tempo de distinguir entre        movimentos anti-imperialistas e pró democracia genuínos e aqueles        promovidos por Washington, NATO e os mass media.         &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;         O original encontra-se em         &lt;a href="http://petras.lahaine.org/?p=1886" target="_new"&gt; http://petras.lahaine.org/?p=1886&lt;/a&gt;        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         Este artigo encontra-se em         &lt;a href="http://resistir.info/" target="_new"&gt; http://resistir.info/&lt;/a&gt;         .        &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt;                     &lt;div align="right"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-6663677867281558384?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/6663677867281558384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/o-imperialismo-e-o-anti-imperialismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6663677867281558384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6663677867281558384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/o-imperialismo-e-o-anti-imperialismo.html' title='O imperialismo e o &quot;anti-imperialismo&quot; dos tolos'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ip97O8tr-Ao/TxH4DpQojEI/AAAAAAAABEw/HHNvYAppLcE/s72-c/camp_bondsteel_kosovo_50pc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-2436868252585999890</id><published>2012-01-13T08:15:00.000-02:00</published><updated>2012-01-13T08:15:22.849-02:00</updated><title type='text'>Provação, luta e mudança*</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.odiario.info/index.php?autman=Lu%C3%ADs%20Carapinha%20&amp;amp;submit=Buscar"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="firma_art"&gt;&lt;a href="" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;Luís Carapinha&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="firma_art"&gt;&lt;a href="" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O capitalismo desencadeou uma ofensiva frontal contra o mundo do trabalho que atinge níveis inauditos, abocanhando conquistas históricas. Enquanto os EUA – principal fautor dos desequilíbrios económicos que repercutem no mundo – perseguem a obsessão de escapar entre os pingos da chuva e, sobretudo, reverter o declínio hegemónico pela via da corrida armamentista e ameaça militar global. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Já corre 2012, desafortunadamente prometido como o ano de todas as provações. Não se pense porém que a ameaça de &lt;/span&gt;&lt;em style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;tempestade perfeita&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;  que assoma no horizonte devenha da desfavorável metafísica dos astros,  ostente o halo providencial da infalibilidade do destino, nem mesmo se  deva ao insano exercício conjugado das vontades humanas. Não, as origens  do contexto agravadamente adverso que sobre nós pesa, sendo bem  terrenas, inscrevem-se na materialidade do ser social. Remetendo para a  dinâmica e o momento da crise geral do modo dominante de (re)produção  capitalista e colocando a necessidade de prosseguir a identificação das  suas coordenadas concretas e a configuração das contradições prementes;  de estabelecer o rumo do seu movimento e analisar a graduação e sentido  dos processos distintos e diferenciados que labutam desde o seu  interior. Necessidade que, tanto mais, se apresenta como exigência  fundamental da própria acção revolucionária de resistência, acumulação  de forças e mudança. Da luta organizada a partir de circunstâncias  dadas, visando alterar a correlação de forças e assegurar o avanço  transformador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Desde as alturas a pino da finança mundial, a angustiosa constatação dos  perigos que envolvem a «economia mundial» tornou-se acto corriqueiro  (veja-se recentes declarações da directora do FMI). Se há um ano a trupe  encartada de ideólogos e moduladores do sistema alinhava o compasso,  trombeteando aos quatro ventos os sinais inglórios de pretensa  recuperação, agora é afinal reconhecida a iminência de uma queda mais  cavada do que em 2008. Nos últimos meses esboroou-se o manto sagrado  envolvendo a chamada «construção europeia» da UE e dentro desta o  processo da moeda única, o euro, que passou a ser visto como malfadado e  até ferido de pecado original. Com a zona euro convertida no foco  infeccioso que ameaça os vértices da Tríade e o tecido económico  mundial, a dramatização teatral da crise pelos seus principais actores  surge como água benta borrifada sobre os sucessivos e mais cruéis  pacotes anti-sociais. No mesmo passo que a ofensiva frontal contra o  mundo do trabalho atinge níveis inauditos, abocanhando conquistas  históricas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; No jogo do empurra e da vilanagem de Estado do capitalismo mundial, os  EUA – principal fautor dos desequilíbrios económicos que repercutem no  mundo – perseguem a obsessão de escapar entre os pingos da chuva e,  sobretudo, reverter o declínio hegemónico pela via da corrida  armamentista e ameaça militar global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não se pode esquecer, contudo, que a crise capitalista não afecta o  mundo de modo uniforme. Cresce a evidência do aumento do peso dos BRICS e  do conjunto das potências emergentes na economia global. A trajectória  de rearrumação de forças em curso no plano internacional em que desponta  o papel da China representa, sem desdenhar da sua dialéctica e  contradições, um elemento histórico de fundo no âmbito do  desenvolvimento da crise no centro da arquitectura capitalista mundial.  Apesar da escalada e sofisticação da ofensiva imperialista, os contornos  de um mundo em transição que desafia a ordem dominante não deixaram de  perpassar 2011. Bastará olhar para o outro lado do Atlântico e fixar o  acontecimento maior que constituiu a cimeira fundadora da Comunidade de  Estados Latino-Americanos e das Caraíbas, realizada há um mês em  Caracas. Corolário de décadas de resistência revolucionária, plasmadas  no exemplo de Cuba, e dos mais de 10 anos da vaga de mudança  progressista que, em contraciclo, atravessa a América Latina, o seu  exemplo ilumina os desafios e o carácter contraditório da época. Através  dos quais a imperativa justeza da luta continuará a trilhar o seu  caminho libertador.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 1988, 5.01.2012&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2337"&gt;http://www.odiario.info/?p=2337&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-2436868252585999890?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/2436868252585999890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/provacao-luta-e-mudanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/2436868252585999890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/2436868252585999890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/provacao-luta-e-mudanca.html' title='Provação, luta e mudança*'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-3802552847638418587</id><published>2012-01-08T17:52:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T17:52:44.402-02:00</updated><title type='text'>12 mitos do capitalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.odiario.info/index.php?autman=Guilherme%20Alves%20Coelho%20%20&amp;amp;submit=Buscar"&gt;&lt;div class="firma_art"&gt;Guilherme Alves Coelho&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="entr_single" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;São muitos e variados os tipos e meios de  manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do  tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um  conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão,  acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis  aos olhos de muitos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="entrytext" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-w-JiN6aM74w/TwnzwQ3c4EI/AAAAAAAABEg/VXZNtVTxhCg/s1600/capitalismo1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-w-JiN6aM74w/TwnzwQ3c4EI/AAAAAAAABEg/VXZNtVTxhCg/s400/capitalismo1.jpg" width="328" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um comentário amargo, e frequente após os  períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”.  Trata-se de uma crítica errónea, que pode levar ao conformismo e à  inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem  povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por  máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o  pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores.&lt;br /&gt;A mentira e a manipulação são hoje armas de opressão e destruição  maciça, tão eficazes e importantes como as armas de guerra tradicionais.  Em muitas ocasiões são complementares destas. Tanto servem para ganhar  eleições como para invadir e destruir países insubmissos. &lt;br /&gt;São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a  ideologia capitalista se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos  mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas  verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao  longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos.  Foram criadas para apresentar o capitalismo de forma credível perante  as massas e obter o seu apoio ou passividade. Os seus veículos mais  importantes são a informação mediática, a educação escolar, as tradições  familiares, a doutrina das igrejas, etc. (*)&lt;br /&gt;Apresentam-se neste texto, sucintamente, alguns dos mitos mais comuns da mitologia capitalista.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;•  No capitalismo qualquer pessoa pode enriquecer à custa do seu trabalho.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que o regime capitalista conduz automaticamente qualquer pessoa a ser rica desde que se esforce muito. &lt;br /&gt;O objectivo oculto é obter o apoio acrítico dos trabalhadores no  sistema e a sua submissão, na esperança ilusória e culpabilizante em  caso de fracasso, de um dia virem a ser também, patrões de sucesso.&lt;br /&gt;Na verdade, a probabilidade de sucesso no sistema capitalista para o  cidadão comum é igual à de lhe sair a lotaria. O “sucesso capitalista”  é, com raras excepções, fruto da manipulação e falta de escrúpulos dos  que dispõem de mais poder e influência. As fortunas em geral derivam  directamente de formas fraudulentas de actuação. &lt;br /&gt;Este mito de que o sucesso é fruto de uma mistura de trabalho  afincado, alguma sorte, uma boa dose de fé e depende apenas da  capacidade empreendedora e competitiva de cada um, é um dos mitos que  tem levado mais gente a acreditar no sistema e a apoiá-lo. Mas também,  após as tentativas falhadas, a resignarem-se pelo aparente falhanço  pessoal e a esconderem a sua credulidade na indiferença. Trata-se dos  tão apregoados empreendedorismo e competitividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• O capitalismo gera riqueza e bem-estar para todos &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que a fórmula capitalista de acumulação de  riqueza por uma minoria dará lugar, mais tarde ou mais cedo, à  redistribuição da mesma. &lt;br /&gt;O objectivo é permitir que os patrões acumulem indefinidamente sem  serem questionados sobre a forma como o fizeram, nomeadamente sobre a  exploração dos trabalhadores. Ao mesmo tempo mantêm nestes a esperança  de mais tarde serem recompensados pelo seu esforço e dedicação. &lt;br /&gt;Na verdade, já Marx tinha concluído nos seus estudos que o objectivo  final do capitalismo não é a distribuição da riqueza mas a sua  acumulação e concentração. O agravamento das diferenças entre ricos e  pobres nas últimas décadas, nomeadamente após o neo-liberalismo, provou  isso claramente. &lt;br /&gt;Este mito foi um dos mais difundidos durante a fase de “bem-estar  social” pós guerra, para superar os estados socialistas. Com a queda do  émulo soviético, o capitalismo deixou também cair a máscara e perdeu  credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Estamos todos no mesmo barco.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que não há classes na sociedade, pelo que as  responsabilidades pelos fracassos e crises são igualmente atribuídas a  todos e portanto pagas por todos.&lt;br /&gt;O objectivo é criar um complexo de culpa junto dos trabalhadores que  permita aos capitalistas arrecadar os lucros enquanto distribui as  despesas por todo o povo.&lt;br /&gt;Na verdade, o pequeno numero de multimilionários, porque detém o  poder, é sempre auto-beneficiado em relação à imensa maioria do povo,  quer em impostos, quer em tráfico de influências, quer na especulação  financeira, quer em off-shores, quer na corrupção e nepotismo, etc. Esse  núcleo, que constitui a classe dominante, pretende assim escamotear que  é o único e exclusivo responsável para situação de penúria dos povos e  que deve pagar por isso. &lt;br /&gt;Este é um dos mitos mais ideológicos do capitalismo ao negar a existência de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Liberdade é igual a capitalismo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que a verdadeira liberdade só se atinge com o  capitalismo, através da chamada auto-regulação proporcionada pelo  mercado. &lt;br /&gt;O objectivo é tornar o capitalismo uma espécie de religião em que  tudo se organiza em seu redor e assim afastar os povos das grandes  decisões macro-económicas, indiscutíveis. A liberdade de negociar sem  peias seria o máximo da liberdade.&lt;br /&gt;Na verdade, sabe-se que as estratégias político económicas, muitas  delas planeadas com grande antecipação, são quase sempre tomadas por um  pequeno número de pessoas poderosas, à revelia dos povos e dos poderes  instituídos, a quem ditam as suas orientações. Nessas reuniões, em  cimeiras restritas e mesmo secretas, são definidas as grandes decisões  financeiras e económicas conjunturais ou estratégicas de longo prazo.  Todas, ou quase todas essas resoluções, são fruto de negociações e  acordos mais ou menos secretos entre os maiores empresas e  multinacionais mundiais. O mercado é pois manipulado e não  auto-regulado. A liberdade plena no capitalismo existe de facto, mas  apenas para os ricos e poderosos.&lt;br /&gt;Este mito tem sido utilizado pelos dirigentes capitalistas para  justificar, por exemplo, intervenções em outros países não submissos ao  capitalismo, argumentando não haver neles liberdade, porque há regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Capitalismo igual a democracia.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que apenas no capitalismo há democracia. &lt;br /&gt;O objectivo deste mito, que é complementar do anterior, é impedir a  discussão de outros modelos de sociedade, afirmando não haver  alternativas a esse modelo e todos os outros serem ditaduras. Trata-se  mais uma vez da apropriação pelo capitalismo, falseando-lhes o sentido,  de conceitos caros aos povos, tais como liberdade e democracia.&lt;br /&gt;Na realidade, estando a sociedade dividida em classes, a classe mais  rica, embora seja ultra minoritária, domina sobre todas as outras.  Trata-se da negação da democracia que, por definição, é o governo do  povo, logo da maioria. Esta “democracia” não passa pois de uma ditadura  disfarçada. As “reformas democráticas” não são mais que retrocessos,  reacções ao progresso. Daí deriva o termo reaccionário, o que anda para  trás.&lt;br /&gt;Tal como o anterior este mito também serve de pretexto para criticar e atacar os regimes de países não capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Eleições igual a Democracia. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que o acto eleitoral é o sinonimo da democracia e esta se esgota nele.&lt;br /&gt;O objectivo é denegrir ou diabolizar e impedir a discussão de outros  sistemas politico-eleitorais em que os dirigentes são estabelecidos por  formas diversas das eleições burguesas, como por exemplo pela idade,  experiencia, aceitação popular, etc. &lt;br /&gt;Na verdade é no sistema capitalista, que tudo manipula e corrompe,  que o voto é condicionado e as eleições são actos meramente formais. O  simples facto da classe burguesa minoritária vencer sempre as eleições  demonstra o seu carácter não representativo. &lt;br /&gt;O mito de que, onde há eleições há democracia, é um dos mais enraizados, mesmo em algumas forças de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Partidos alternantes igual a alternativos. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que os partidos burgueses que se alternam periodicamente no poder têm políticas alternativas. &lt;br /&gt;O objectivo deste mito é perpetuar o sistema dentro dos limites da  classe dominante, alimentando o mito de que a democracia está reduzida  ao acto eleitoral.&lt;br /&gt;Na verdade este aparente sistema pluri ou bi-partidário é um sistema  mono-partidário. Duas ou mais facções da mesma organização política,  partilhando políticas capitalistas idênticas e complementares,  alternam-se no poder, simulando partidos independentes, com políticas  alternativas. O que é dado escolher aos povos não é o sistema que é  sempre o capitalismo, mas apenas os agentes partidários que estão de  turno como seus guardiões e continuadores. &lt;br /&gt;O mito de que os partidos burgueses têm politicas independentes da  classe dominante, chegando até a ser opostas, é um dos mais  propagandeados e importantes para manter o sistema a funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• O eleito representa o povo e por isso pode decidir tudo por ele.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que o político, uma vez eleito, adquire plenos poderes e pode governar como quiser.&lt;br /&gt;O objectivo deste mito é iludir o povo com promessas vãs e escamotear as verdadeiras medidas que serão levadas à prática.&lt;br /&gt;Na verdade, uma vez no poder, o eleito auto-assume novos poderes.  Não cumpre o que prometeu e, o que é ainda mais grave, põe em prática  medidas não enunciadas antes, muitas vezes em sentido oposto e até  inconstitucionais. Frequentemente são eleitos por minorias de votantes. A  meio dos mandatos já atingiram índices de popularidade mínimos. Nestes  casos de ausência ou perda progressiva de representatividade, o sistema  não contempla quaisquer formas constitucionais de destituição. Esta  perda de representatividade é uma das razões que impede as “democracias”  capitalistas de serem verdadeiras democracias, tornando-se ditaduras  disfarçadas. &lt;br /&gt;A prática sistemática deste processo de falsificação da democracia  tornou este mito um dos mais desacreditados, sendo uma das causas  principais da crescente abstenção eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Não há alternativas à política capitalista. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que o capitalismo, embora não sendo perfeito, é o  único regime politico/económico possível e portanto o mais adequado.&lt;br /&gt;O objectivo é impedir que outros sistemas sejam conhecidos e  comparados, usando todos os meios, incluindo a força, para afastar a  competição.&lt;br /&gt;Na realidade existem outros sistemas politico económicos, sendo o  mais conhecido o socialismo cientifico. Mesmo dentro do capitalismo há  modalidades que vão desde o actual neo-liberalismo aos reformistas do  “socialismo democrático” ou social-democrata. &lt;br /&gt;Este mito faz parte da tentativa de intimidação dos povos de impedir  a discussão de alternativas ao capitalismo, a que se convencionou  chamar o pensamento único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• A austeridade gera riqueza&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que a culpa das crises económicas é originada  pelo excesso de regalias dos trabalhadores. Se estas forem retiradas, o  Estado poupa e o país enriquece. &lt;br /&gt;O objectivo é fundamentalmente transferir para o sector publico,  para o povo em geral e para os trabalhadores a responsabilidade do  pagamento das dividas dos capitalistas. Fazer o povo aceitar a pilhagem  dos seus bens na crença de que dias melhores virão mais tarde.  Destina-se também a facilitar a privatização dos bens públicos,  “emagrecendo” o Estado, logo “poupando”, sem referir que esses sectores  eram os mais rentáveis do Estado, cujos lucros futuros se perdem desta  forma.&lt;br /&gt;Na verdade, constata-se que estas politicas conduzem, ano após ano, a  uma empobrecimento das receitas do Estado e a uma diminuição das  regalias, direitos e do nível de vida dos povos, que antes estavam  assegurados por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;• Menos Estado, melhor Estado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que o sector privado administra melhor o Estado que o sector público.&lt;br /&gt;O objectivo dos capitalistas é, “dourar a pílula” para facilitar a  apropriação do património, das funções e dos bens rentáveis dos estados.  É complementar do anterior.&lt;br /&gt;Na verdade o que acontece em geral é o contrário: os serviços  públicos privatizados não só se tornam piores, como as tributações e as  prestações são agravadas. O balanço dos resultados dos serviços  prestados após passarem a privados é quase sempre pior que o anterior.  Na óptica capitalista a prestação de serviços públicos não passa de mera  oportunidade de negócio. Neste mito é um dos mais “ideológicos” do  capitalismo neoliberal. Nele está subjacente a filosofia de que quem  deve governar são os privados e o Estado apenas dá apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;•  A actual crise é passageira e será resolvida para o bem dos povos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretende-se fazer crer que a actual crise económico-financeira é mais  uma crise cíclica habitual do capitalismo e não uma crise sistémica ou  final.&lt;br /&gt;O objectivo dos capitalistas, com destaque para os financeiros, é  continuarem a pilhagem dos Estados e a exploração dos povos enquanto  puderem. Tem servido ainda para alguns políticos se manterem no poder,  alimentando a esperança junto dos povos de que melhores dias virão se  continuarem a votar neles.&lt;br /&gt;Na verdade, tal como previu Marx, do que se trata é da crise final  do sistema capitalista, com o crescente aumento da contradição entre o  carácter social da produção e o lucro privado até se tornar insolúvel.&lt;br /&gt;Alguns, entre os quais os “socialistas” e sociais-democratas, que  afirmam poder manter o capitalismo, embora de forma mitigada, afirmam  que a crise deriva apenas de erros dos políticos, da ganância dos  banqueiros e especuladores ou da falta de ideias dos dirigentes ou  mecanismos que ainda falta resolver. No entanto, aquilo a que assistimos  é ao agravamento permanente do nível de vida dos povos sem que esteja à  vista qualquer esperança de melhoria. Dentro do sistema capitalista já  nada mais há a esperar de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nota final:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo há-de acabar, mas só por si tal decorrerá muito  lentamente e com imensos sacrifícios dos povos. Terá que ser empurrado.  Devem ser combatidas as ilusões, quer daqueles que julgam o capitalismo  reformável, quer daqueles que acham que quanto pior melhor, para o  capitalismo cairá de podre, O capitalismo tudo fará para vender cara a  derrota. Por isso quanto mais rápido os povos se libertarem desse  sistema injusto e cruel mais sacrifícios inúteis se poderão evitar. &lt;br /&gt;Hoje, mais do que nunca, é necessário criar barreiras ao assalto  final da barbárie capitalista, e inverter a situação, quer apresentando  claramente outras soluções politicas, quer combatendo o obscurantismo  pelo esclarecimento, quer mobilizando e organizando os povos. &lt;br /&gt;(*) Os mitos criados pelas religiões cristãs têm muito peso no  pensamento único capitalista e são avidamente apropriados por ele para  facilitar a aceitação do sistema pelos mais crédulos. Exemplos: “A  pobreza é uma situação passageira da vida terrena”. “Sempre houve ricos e  pobres”. “O rico será castigado no juízo final”. “Deve-se aguentar o  sofrimento sem revolta para mais tarde ser recompensado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2334"&gt;http://www.odiario.info/?p=2334&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-3802552847638418587?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/3802552847638418587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/12-mitos-do-capitalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/3802552847638418587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/3802552847638418587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/12-mitos-do-capitalismo.html' title='12 mitos do capitalismo'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-w-JiN6aM74w/TwnzwQ3c4EI/AAAAAAAABEg/VXZNtVTxhCg/s72-c/capitalismo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-3859820083335596904</id><published>2012-01-08T17:38:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T17:38:01.185-02:00</updated><title type='text'>Dentro do sistema capitalista não há saídas da crise favoráveis ao povo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;          por Aleka Papariga&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;         &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Extractos da entrevista da secretária-geral do CC do KKE no programa         matinal da estação de televisão ANT1, em 05/Janeiro/2012.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SxfngUkIUK4/TwnweU3JgDI/AAAAAAAABEY/iaa3WisHv6I/s1600/papariga_16jun11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-SxfngUkIUK4/TwnweU3JgDI/AAAAAAAABEY/iaa3WisHv6I/s400/papariga_16jun11.jpg" width="296" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- O que propõe o KKE? É um partido que não procura o poder         burguês. Ele não diz: votem por mim para formar um governo e as         coisas serão diferentes. O que é que está a propor a fim         de sairmos do impasse?        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dizemos ao povo que o sistema capitalista – e dizemos isso em        relação ao sistema capitalista da Europa, que completou todo o        ciclo – hoje já não pode proporcionar        soluções, que já deu tudo o que tinha a dar, isto        significa que eles não esperam que o KKE participe no sistema        político burguês, num governo para gerir um sistema que nada pode        proporcionar.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Está a falar acerca do derrube do sistema?        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Não está interessada em participar numa formação         governamental?        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é se nos interessa. Isso será danoso        para o povo. E nos depararemos a enfrentar uma grande contradição        que é por um lado dizermos palavras-de-ordem em favor do povo e invocarmos        nossos mais de 90 anos de história e por outro lado sentarmo-nos e        discutirmos acerca da abolição dos bónus de Natal e de        Páscoa. Não é isto que queremos.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Se o povo votar a favor e vos proporcionar um resultado importante, digo como         hipótese, o que vocês lhe dirão? Que não governam         porque o prejudicará, por que não podem governar dentro da         estrutura do sistema dos capitalistas?        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo grego, quando der uma tal maioria ao KKE, estará então        determinado a lançar-se na batalha. Nós explicamos a nossa linha        política plenamente. Não saímos a dizer que pode haver um        governo que impusesse duas ou três boas soluções. Isso        é o que dizem outros partidos, os quais contam mentiras. E na minha        opinião ou deveríamos dizer que os seus políticos e        quadros são incompetentes, algo em que não acredito, ou        estão conscientemente a dizer mentiras.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudéssemos impedir as consequências da crise e resolver os        problemas do povo através da participação num governo,        nós o faríamos. Somos ousados e assumimos riscos. Mas isto        é impossível. Deixe aqueles partidos que conversam acerca de        governos progressistas de esquerda ou de centro-direita ou de centro-esquerda        nos explicarem: formam um governo. Mas no dia seguinte teriam de tratar de ainda mais        memorandos, empréstimos, da Federação Helénica de        Empresas, as federações patronais. Sabe o que está a        acontecer agora? Mesmo quando num sector ou fábrica a luta faz        pressão sobre o patrão e ele quer fazer um pequeno recuo, a        federação dos industriais salta sobre ele e diz-lhe para        não o fazer porque isto criará uma abertura em outras        fábricas. Assim o trabalho não só enfrenta o seu        próprio patrão como também os donos do capital e dos meios        de produção como um todo.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Eleições. Se olharmos para os inquéritos de         opinião não teremos governos de um só partido. O que         farão neste processo? Será mais uma vez o KKE a gritar e dizer         que são os únicos que exprimem a esquerda?        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dizemos isso desse modo. Procuramos exprimir objectivamente,        através das nossas posições, os interesses da classe        trabalhadora contemporânea e de uma ampla secção,        não toda, dos auto-empregados e um grande secção dos        agricultores, não todos os agricultores. Nós definimos        forças sociais. Apelamos ao trabalhador, tanto àqueles que votam        na Nova Democracia como no PASOK. Nós vemos as forças sociais,        porque quando você fala em termos de esquerda, direita, centro, hoje        não está a dizer nada.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo não tem nada a perder; pode ao contrário ganhar alguma        coisa se um governo fraco surgir das eleições. Quanto mais forte        for o governo, mais duro e mais determinado será contra o povo.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos realistas acerca das próximas eleições. É        possível que o povo saia mais forte e seja capaz de erguer        obstáculos contra o trabalho do próximo governo. O povo        não deveria ter medo. Se não for possível formar um        governo de um partido eles chegarão a acordo uns com os outros. Eles        já se prepararam para isso. Não ouçam o sr. Samaras,        não ouçam o que o sr. Papandreu ou próximo líder do        PASOK estão a dizer. Já há alguns que estão        ansiosos por contribuir. Esperamos que haverá um momento em que a        formação do governo será impossível e o povo        intervirá. O que é importante é que não tenhamos um        governo forte. Não podemos ter um governo a favor do povo.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Isto é um pouco astucioso           num sentido político. Diz que não pode haver qualquer governo         progressista, excluindo a possibilidade de um governo não só do         seu partido como também o do sr. Tsipras (Syriza) e do sr. Kouvelis         (Esquerda Democrática).        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizemos isso claramente. Não, não vamos por aí.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Então diz isso claramente.        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver qualquer governo progressista que coexista com os        monopólios, não só na economia mas por toda a parte, que        efectue negociações dentro da UE – porque é isso que        todos eles estão a dizer; que alegadamente efectuarão uma        negociação militante, tal coisa não pode vir a acontecer.        Estas duas coisas são incompatíveis. Mas podemos ter um movimento        forte após, no dia seguinte às eleições.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - As pessoas têm expectativas quanto a vocês. Elas dizem que o KKE         pode ter uma das poucas oportunidades que alguma vez já teve no         período pós ditadura de fazer sentir a sua presença com os         votos do povo e querem ouvir algumas propostas do KKE para uma saída.         Isto é o que as pessoas que não tem um relacionamento         ideológico com o KKE estão a pedir.        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uma proposta de saída. Não lhe direi o que já        divulgamos numa versão impressa. Organizamos comícios,        manifestações por toda a Grécia. Na verdade, isso        não pode ser apresentado em um minuto. Se a pergunta é uma        saída agora em que tudo permanece o mesmo e em que emergirá um        governo que mudará tudo com decisões do parlamento, bem tal coisa        não é possível. Isso quer dizer que não pode haver        qualquer saída na estrutura do sistema actual.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;         - Está a falar acerca do derrube do sistema?        &lt;/i&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas isso não pode acontecer numa noite e com um único        assalto. Dizemos o seguinte: em cada batalha o povo deve fazer progressos como        um militante, mesmo através de ganhos parciais. Não podemos        descartar a possibilidade de um derrube radical nos próximos anos. O        próprio povo decidirá sobre isto e ao mesmo tempo ele deve        preparar-se e exercer pressão decisiva, impedindo o pior a        alcançando ganhos. Não podemos fixar uma data para a        mudança do sistema político, não podemos estabelecer um        período de um, dois, três anos porque isto depende da maioria do        povo, não será um assunto só do KKE. Se o povo não        tomar a decisão, isto não se verificará.        &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;         05/Janeiro/2012        &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                &lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         A versão em inglês encontra-se em         &lt;a href="http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-01-06-syn-gs" target="_new"&gt; http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-01-06-syn-gs&lt;/a&gt;        &lt;/b&gt;        &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;        &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;        &lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         Esta entrevista encontra-se em         &lt;a href="http://resistir.info/" target="_new"&gt; http://resistir.info/&lt;/a&gt;         .&amp;nbsp;        &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-3859820083335596904?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/3859820083335596904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/dentro-do-sistema-capitalista-nao-ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/3859820083335596904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/3859820083335596904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/dentro-do-sistema-capitalista-nao-ha.html' title='Dentro do sistema capitalista não há saídas da crise favoráveis ao povo'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SxfngUkIUK4/TwnweU3JgDI/AAAAAAAABEY/iaa3WisHv6I/s72-c/papariga_16jun11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-1105619856363596170</id><published>2012-01-06T19:37:00.002-02:00</published><updated>2012-01-06T19:39:43.679-02:00</updated><title type='text'>Descaminhos da Revolução Brasileira: o PCB e a construção da estratégia nacional-libertadora (1958-1964)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qykmtB2udNQ/TwdpHfc5uTI/AAAAAAAABEA/dOo1CUXWCIg/s1600/RICO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-qykmtB2udNQ/TwdpHfc5uTI/AAAAAAAABEA/dOo1CUXWCIg/s320/RICO.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ricardo da Gama Rosa Costa (Rico) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Professor e coordenador do Curso de História da Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, Nova Friburgo-RJ. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Diretor da Associação de Docentes da FFSD e do Sindicato dos Professores (Sinpro) de Nova Friburgo e Região. Membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Introdução: 1964 e o golpe da burguesia monopolista &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O golpe perpetrado em 1964 pelas frações monopolistas das classes dominantes no Brasil foi responsável, dentre outras inúmeras consequências que deixaram marcas profundas na sociedade brasileira até os dias atuais, pelo início do desmonte, no seio do pensamento de esquerda, da chamada concepção dualista da realidade brasileira, &lt;b&gt;que começou então a ser revista e gradualmente abandonada&lt;/b&gt; após a derrota imposta aos setores populares pelas forças de direita. A tese, na época hegemônica entre os opositores do capitalismo, havia produzido um projeto político marcado pela viabilidade de uma alternativa nacional ao imperialismo e pela aposta de que este movimento de libertação,&lt;b&gt; no qual se destacava o viés nacionalista,&lt;/b&gt; poderia contar com a participação &lt;b&gt;e até mesmo a condução da burguesia industrial nativa. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A burguesia brasileira, no entanto, manteve a aliança já alinhavada com o capital internacional, fazendo parte das articulações em torno do golpe civil-militar de 1964 e contribuindo para desbaratar o movimento de massas então em ascensão no país. A efervescência política e cultural experimentada pelos brasileiros em princípios da década de 1960 denotava a passagem para uma sociedade de tipo “ocidental”, para usar terminologia gramsciana, consolidando um processo que já se verificava nas décadas anteriores. O célere desenvolvimento capitalista no país criava novas situações de conflitos e contradições sociais que eram acompanhadas pela formação e dinamização de novos sujeitos coletivos, os aparelhos privados de hegemonia, possíveis de se identificar tanto nas organizações comprometidas com a formulação de projetos alternativos ao capitalismo, quanto nos grupos representativos das classes que agiam em favor da manutenção e do aprofundamento do sistema. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O quadro de uma clara socialização da política, com a participação de amplas camadas trabalhadoras, urbanas e rurais nos embates políticos do período, demonstrava ser este o verdadeiro fato novo na vida brasileira. Se a mobilização social não colocava imediatamente em xeque a ordem capitalista, não deixava de representar uma séria ameaça aos interesses das classes dominantes, pois poderia desaguar num processo profundo de reformas democráticas e sociais, de caráter anti-imperialista e antilatifundiário, conforme apontavam os movimentos articulados em torno das reformas de base (NETTO, 1998: 22-24). A resposta dos setores mais dinâmicos das classes dominantes, constituídos pela burguesia industrial e financeira monopolista, foi a preparação de um movimento reacionário para conter de pronto a ameaça que vinha das massas trabalhadoras,&lt;b&gt; excluindo-as de qualquer possibilidade de participação em instâncias do aparelho estatal. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Todo este processo de embates políticos que explodiu no início da década de sessenta, redundando na solução de força adotada por setores da classe dominante, expressou o acirramento da luta de classes no Brasil, num quadro que pode ser descrito como o da “crise orgânica” indicada por Gramsci. Seu conteúdo foi a crise de hegemonia no interior da classe dirigente, provocada, entre outros fatores, pela ativa movimentação de amplas massas, as quais, em seu “conjunto desorganizado”, podiam fazer emergir uma situação revolucionária. &lt;b&gt;No entanto, como afirma Gramsci, a crise cria situações imediatas perigosas, já que os diversos estratos da população não possuem a mesma capacidade de se orientar rapidamente e de se reorganizar com o mesmo ritmo &lt;/b&gt;(GRAMSCI, 2000: 60-61). Sendo assim, frações da classe dominante foram capazes de se articular para retomar o controle da situação e esmagar o seu adversário principal, impondo uma “solução orgânica” evidenciada na unificação de forças em torno de uma só direção, um único “partido”, eficaz na política repressiva necessária para afastar o “perigo mortal” naquele momento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Esta solução representou o rearranjo das forças políticas no núcleo central do poder, ao desfazer o “pacto populista” existente, afastando os setores burgueses considerados ultrapassados para o modelo de desenvolvimento econômico que se pretendia fazer aprofundar. Através de seus aparelhos privados de hegemonia,&lt;b&gt; com destaque para as associações empresariais e entidades como o IPES e o IBAD,&lt;/b&gt; além dos aparatos tipicamente coercitivos, como o Exército e a Escola Superior de Guerra, a burguesia monopolista organizou a difusão da ideologia anticomunista e do discurso do “perigo vermelho” que contagiou parcelas significativas das camadas médias, atraindo-as para o apoio ao golpe de 1964. Deste modo, a solução para a crise de dominação burguesa, inscrita num processo de “revolução passiva”, significou o desfechar de duro golpe no movimento operário em ascensão, para que a atualização do projeto capitalista se desse sem maiores obstáculos, garantindo a consolidação e a expansão do capitalismo monopolista no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O PCB e a estratégia nacional-libertadora &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As bases empíricas e teóricas adotadas para a elaboração da estratégia revolucionária do &lt;b&gt;Partido Comunista Brasileiro&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;calcadas, respectivamente, numa interpretação imprecisa da realidade brasileira&lt;/b&gt; e na tradição do pensamento oriundo da III Internacional, acabaram por dificultar a capacidade de vislumbrar toda a preparação dos grupos fundamentais da classe dominante em direção ao golpe de Estado, por não permitirem enxergar as transformações estruturais na sociedade brasileira, responsáveis pela promoção de novos arranjos de classe, a prever a necessidade de uma nova forma de dominação burguesa no país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O PCB, por um lado, com a Declaração de Março de 1958, havia imprimido importante mudança de rumo na sua linha política, ao reconhecer o desenvolvimento capitalista em curso dentro do país, ao mesmo tempo em que passava a perceber a importância de se lutar pela consolidação e ampliação da legalidade democrática, resgatando o papel da democracia, há muito negligenciada nas discussões internas. Tais conclusões passavam a indicar a necessidade da interferência dos comunistas nos rumos deste processo, organizando as pressões populares sobre o Estado, e apontavam ainda para a possibilidade real de se conduzir a revolução brasileira por meios pacíficos. Daí a participação cada vez maior do PCB junto aos movimentos nacionalistas e, em princípios dos anos de 1960, na campanha pelas reformas de base, compondo um amplo arco de alianças que apostava numa alternativa de desenvolvimento econômico anti-imperialista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por outro lado, os dirigentes do PCB ainda viam como necessária a ultrapassagem dos “resquícios feudais” &lt;b&gt;que insistiam em identificar na realidade brasileira,&lt;/b&gt; o que os mantinham presos à perspectiva etapista da plena realização do capitalismo como forma de iniciar a transição para a sociedade socialista. Havia a firme compreensão de que o desenvolvimento econômico capitalista no Brasil entraria em choque com a exploração imperialista, fazendo aprofundar a contradição entre as forças nacionais e progressistas em crescimento e o imperialismo norte-americano, visto como principal obstáculo para a sua expansão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A etapa da revolução brasileira, naquele momento histórico, seria, portanto, principalmente, nacional e anti-imperialista e, secundariamente, em favor do desenvolvimento das forças produtivas para ultrapassar a sobrevivência das relações “feudais” e “escravistas” no campo. Disso resultava a estratégia centrada na formação de uma frente única nacionalista e democrática, partindo do princípio segundo o qual o embate central se daria entre nação e povo contra interesses imperialistas estrangeiros e não entre proletariado e burguesia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É preciso levar em consideração que o ambiente intelectual das esquerdas no pré-64, tendo o PCB como centro hegemônico, mas incluindo socialistas, trabalhistas, nacionalistas e desenvolvimentistas que se opunham ao domínio imperialista, só fazia estimular a crença na viabilidade de um projeto nacional autônomo no âmbito do capitalismo, num contexto internacional reforçado pelas vitórias dos movimentos de libertação nacional na Ásia e na África e da Revolução Cubana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não se tornara ainda perceptível para muitos a inevitabilidade da associação dos capitais privados nacionais com os monopólios estrangeiros, como uma tendência inerente à conjuntura econômica caracterizada pelo aprofundamento das relações capitalistas no Brasil e no mundo. Na avaliação de Ricardo Bielschowsky: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;... nos anos 50, ainda estavam em plena implantação as estruturas industriais nos países subdesenvolvidos, e ainda se iniciava o atual padrão de internacionalização de capitais, processos casados cuja interação não podia ser percebida em sua plenitude. É natural, portanto, que a compreensão da novidade histórica fosse confusa (BIELSCHOWSKY, 2000: 196). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não seria menor a dificuldade em analisar o processo de complexificação da sociedade civil no exato instante em que ele se verificava. Além disso, o instrumental teórico à disposição dos comunistas do PCB, fundamentado nas categorias stalinianas das teses da III Internacional, ainda dominantes nas resoluções da maior parte dos partidos comunistas em todo o mundo, não obstante a política de desestalinização em curso, &lt;b&gt;orientava no sentido de esquemas explicativos simplificados, expressos, por exemplo, na visão dualista da realidade brasileira e na noção da revolução por etapas . &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ocidente e Oriente nas representações da sociedade brasileira &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eQSRTSBPEU4/Twdp6IGNJUI/AAAAAAAABEQ/8-NhJSgAXeY/s1600/gramsci2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-eQSRTSBPEU4/Twdp6IGNJUI/AAAAAAAABEQ/8-NhJSgAXeY/s1600/gramsci2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Utilizando as categorias teóricas de &lt;b&gt;Antonio Gramsci,&lt;/b&gt; em especial os conceitos “&lt;b&gt;Ocidente” e “Oriente”&lt;/b&gt;, é possível depreender que, de acordo com a percepção dos principais intelectuais e articulistas ligados à linha política do PCB, a formação social brasileira era basicamente configurada por elementos “orientais”, se aplicarmos esta designação às caracterizações de “atrasada”, “retrógrada” ou “semifeudal”, dedicadas à estrutura econômica marcada pelo monopólio do latifúndio. Não se descarta a existência de traços “ocidentais”, pois se reconhece a expansão de formas capitalistas de produção, inclusive no campo brasileiro, mas, na linha hegemônica pecebista, o “Oriente” suplanta o “Ocidente”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Representando a visão corrente encontrada nos textos editados na imprensa comunista entre 1958 e 1964, podemos destacar a lógica interpretativa de Alberto Passos Guimarães, importante formulador teórico pertencente aos quadros do PCB, em artigo publicado na revista Estudos Sociais no ano de 1964. Para o autor, a produção agrícola baseada no latifúndio escravista teria imprimido uma marca originalmente negativa ao processo evolutivo da sociedade e da economia no Brasil. O tipo de colonização aqui empregado teria gerado um crescimento distorcido da riqueza social: Nosso ponto de partida foi o monopólio da terra, a concentração da propriedade elevada ao mais alto grau, o controle absoluto dos meios de produção nas mãos de uma casta que soube mantê-lo por vários séculos (GUIMARÃES, 1964: 229). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Dentro de sua ótica, as forças produtivas não podiam se desenvolver plenamente, em função dos entraves impostos pelo latifúndio, dos privilégios concedidos pela Coroa portuguesa aos intermediários de negócios e às proibições às atividades manufatureiras na colônia. E em pleno século XIX continuariam predominando os entraves à livre concorrência e as restrições à expansão de formas embrionárias da propriedade burguesa: o campesinato não se desenvolvera como classe, o artesanato era escasso e era quase inexistente a população livre dos centros urbanos, quadro que impedia a formação de uma base social necessária à “missão histórica” reservada à revolução burguesa. Tal situação teria começado a sofrer alterações quando o eixo da economia brasileira deslocou-se para o Centro-Sul, mas a cadeia de privilégios aristocráticos seria mantida à revelia do surto industrial na virada do século, pois as novas oligarquias burguesas, capitaneadas por barões e viscondes, vieram suceder as antigas oligarquias feudais, disputando privilégios e favores do Estado (GUIMARÃES, 1964: 231). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Alberto Guimarães destacava que o alto grau de concentração dos meios de produção na estrutura agropecuária brasileira seria acompanhado por um nível igualmente exagerado de centralização na indústria, superior ao encontrado nos países de capitalismo avançado. Esta tendência seria reafirmada mesmo após a crise mundial de 1929, quando a intervenção do Estado varguista reduziu os reflexos da depressão econômica junto aos grandes proprietários de café, garantindo as posições de domínio do monopólio da terra. A intervenção estatal teria incentivado ainda a criação de situações de monopólio nos principais setores da indústria, como no caso do cartel formado pelas usinas de açúcar e do alto grau de concentração no ramo têxtil, dominado por um pequeno número de grandes empresas. A tendência à concentração da produção e à centralização dos capitais, reforçada após a Segunda Guerra Mundial, indicaria que: as formas ultraconcentradas da produção existentes em nossa economia não são decorrentes, em geral, do processo evolutivo espontâneo, mas de medidas artificiais que tiveram consequências desastrosas para a livre expansão das forças produtivas e o rápido desenvolvimento da economia nacional (GUIMARÃES, 1964: 235). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Na concepção do articulista, portanto, as práticas monopolistas, já presentes na formação histórica brasileira desde a colonização predatória fincada no latifúndio escravista, por si só responsável por frear o desenvolvimento das forças produtivas e a constituição de um mercado interno, teriam sido reforçadas pela ação do Estado brasileiro durante o século XX, criando uma situação artificial e oposta ao que deveria ocorrer de forma espontânea, em condições presumivelmente “naturais” de florescimento das relações capitalistas e de crescimento espontâneo da indústria. A maior penetração dos capitais estrangeiros após a Segunda Guerra Mundial confirmaria em essência o subdesenvolvimento brasileiro, pois o autor havia de caracterizar os monopólios estrangeiros pelo seu parasitismo. Ao agir como um parasita da economia nacional, o capital estrangeiro impediria o desenvolvimento de um capitalismo genuinamente brasileiro, o que, por conseguinte, frearia o curso “natural” do processo histórico, atrasando ou obstando a evolução rumo ao socialismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Igualmente características da concepção dominante no PCB sobre a questão agrária eram as opiniões do dirigente comunista e deputado constituinte de 1946-47 Carlos Marighella, conforme expressas no artigo “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”, publicado na Revista Estudos Sociais nº 1, de maio/junho de 1958. O texto de Marighella partia do pressuposto de que dois tipos de renda, a pré-capitalista e a capitalista, conviviam simultaneamente na estrutura agrária brasileira. Ao analisar a renda da terra na cultura do café, apresentava a figura do colono como a de um trabalhador submetido tanto à exploração da renda trabalho, típica das sociedades pré-capitalistas, quanto ao regime do salariado, próprio do capitalismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A primeira forma de exploração revelar-se-ia no trabalho realizado exclusivamente na terra do fazendeiro, ficando mais nítida quando, em determinados dias do ano, o colono era obrigado a prestar serviços gratuitos ao seu senhor, tais como consertar estradas e cercas e limpar pastos. Tais serviços receberam do autor do artigo a denominação de “corveia”, como se de fato existissem relações inerentes ao feudalismo no campo brasileiro. Dentro desta mesma linha, asseverava a total dependência do colono para com o dono da terra, expressa também na apropriação, pelo fazendeiro, do produto suplementar do plantio realizado na parcela do terreno concedida ao trabalhador, além de outras formas de coerção extra-econômica, como a proibição de caçar, pescar e tirar lenha das matas da fazenda, características ilustrativas da servidão, forma de trabalho dominante no feudalismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Mas, ao mesmo tempo, para Marighella, o colono era um trabalhador assalariado, em virtude de a fazenda de café ser também um empreendimento capitalista. Argumentou tratar-se, na verdade, de um semiproletário, pois a condição, segundo ele, para o trabalhador se afirmar como assalariado, isto é, receber em dinheiro, nem sempre acontecia, já que o fazendeiro lhe reservava o vale, como complemento do que consumia no barracão da fazenda, outro instrumento de dominação a retirar o caráter de liberdade da força de trabalho, também visto como “remanescente do feudalismo” (MARIGHELLA, 1958: 22). Historicamente, o quadro era explicado como resultado da passagem do fenômeno da parceria, pela qual o braço estrangeiro importado para a lavoura de café entregava a renda produto ao dono da terra, para a condição de trabalhador semiproletário, na qual o colono perdia totalmente a ilusão de tornar-se um produtor independente, mas não se transformara plenamente ainda num assalariado, devido às revivescências da servidão, como referido acima. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O articulista explicava tal situação híbrida pelo fato de a produção de café ser principalmente destinada ao comércio exterior, servindo quase exclusivamente aos interesses do imperialismo e dos latifundiários e pouco contribuindo para o desenvolvimento do mercado interno, menos ainda para a circulação de dinheiro no meio rural. A possibilidade de junção, em uma mesma realidade social, de duas formas de exploração historicamente separadas, era vista como exemplo da singularidade de um país oprimido e dominado pelo imperialismo, onde o monopólio da terra é lei geral (MARIGHELLA, 1958: 20), impondo a sobrevivência de resquícios feudais no campo. Além disso, a maior parte das fazendas de café (88%, conforme destacado no texto) continuava a ser tocada por colonos, fato que constituiria uma prova da permanência dos restos feudais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Outros exemplos discriminados no artigo serviam para reforçar as conclusões já verificadas. Eram registradas diferenças marcantes, em relação à agricultura cafeeira, nos casos das culturas canavieira e algodoeira. Na primeira, a usina de açúcar era descrita como superior – na perspectiva de um empreendimento capitalista – à fazenda de café, ao encarnar nitidamente a união entre agricultura e indústria, fazendo do usineiro um industrial do campo, ao contrário do fazendeiro de café. Mas, ao mesmo tempo, o usineiro era também um latifundiário a explorar, em suas terras, trabalhadores vinculados a outras culturas (café, algodão, arroz), sujeitando-os igualmente às formas de exploração semifeudais, assim como o fazia em relação aos plantadores de cana, apontados como semiproletários, tais quais os colonos de café. O fornecedor de cana independente, o antigo senhor de engenho, identificado agora como capitalista, camponês ou fazendeiro rico a explorar a renda produto do pequeno arrendatário (ou pequeno camponês) e a mais-valia do trabalhador rural, estaria de fato subordinado ao grande poderio do usineiro, imposto, centralmente, através do monopólio da terra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No outro exemplo, a cultura do algodão era apresentada como desenvolvida à base do arrendamento da terra, tendo criado a figura do arrendatário pobre, submetido a contratos tão extorsivos quanto os do colono de café, ao ser obrigado a entregar produto excedente ou a prestar trabalho ao latifundiário. Este, ao contrário do fazendeiro do café e do usineiro, os quais encarnariam a aliança da terra com o capital, somente seria capaz de extrair renda da terra se explorasse a miséria dos inúmeros arrendatários. Segundo o dirigente comunista, a renda apropriada pelo latifundiário do algodão seria toda ela pré-capitalista, não existindo, assim, a figura do trabalhador assalariado, a não ser no caso da indústria do beneficiamento do produto, conservada em mãos de empresas imperialistas, totalmente separada da exploração agrícola, monopolizada pelos grandes proprietários. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A solução para o enfrentamento político de tal quadro, registrada no final do artigo, estaria em eliminar o monopólio da terra, medida a ser precedida pela extinção das formas feudais de exploração, cuidando para que ficassem resguardados, porém, os empreendimentos industriais do campo, pois, assim, desde que garantida a aplicação da legislação trabalhista na área rural, estariam criadas as novas condições para o desenvolvimento das forças produtivas (MARIGHELLA, 1958: 43). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O “ocidentalismo” de Caio Prado Júnior &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No campo oposto às análises produzidas pelos defensores da linha política oficial do PCB, as formulações de Caio Prado Júnior aproximavam-se do que se pode enxergar como um viés “ocidentalista” na interpretação da realidade brasileira contemporânea, sem que isso significasse a negação total da existência, dentro dela, de sobrevivências “orientais”. As sobrevivências pré-capitalistas na estrutura agrária brasileira (aquilo que os dirigentes comunistas chamavam de “restos feudais” e que, para Caio Prado, poderiam ser denominados de “restos coloniais” ou “escravistas”) deveriam ser compreendidas como integrantes do modo de produção capitalista brasileiro, tendo, na verdade, contribuído para o seu desenvolvimento, ao permitirem uma superexploração do trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Caio Prado Júnior afirmava que não havia resquícios feudais a serem ultrapassados no Brasil,&lt;b&gt; tendo em vista que um tal sistema feudal jamais fez parte da formação histórica brasileira&lt;/b&gt;, vinculada, de outro modo, a um tipo de colonização e de ocupação territorial voltada a atender as exigências de um empreendimento mercantil: a produção de objetos demandados pelos mercados europeus (PRADO JÚNIOR, 1960a: 199). Deduzia que as relações de produção e de trabalho eram determinadas pela grande exploração agromercantil, cuja posição dominante na estrutura agrária impunha a divisão das classes em, de um lado, grandes proprietários e empresários agrícolas a deter em suas mãos a imensa maioria das terras ocupadas e, de outro, a população trabalhadora, à qual não restava alternativa senão fornecer a mão de obra necessária ao grande negócio. Como atividade secundária, havia a possibilidade de os trabalhadores dedicarem-se, nas sobras de terra e de tempo, ao plantio de subsistência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Segundo Caio Prado, o essencial das relações de produção e trabalho na zona rural envolvia o binômio grande proprietário x trabalhador - fornecedor de mão de obra e de serviços e não grande proprietário x pequeno proprietário ou camponês. Neste quadro, eram apontadas três formas de remuneração do trabalho no campo, passíveis de serem combinadas a depender do momento e do lugar: o pagamento em dinheiro (salário), em parte do produto e no direito de ocupar, para culturas próprias, parte das terras do proprietário. Geralmente, seriam formas de pagamento em troca dos serviços prestados pelos trabalhadores. De acordo com o renomado historiador, a prestação de serviços constituiria a essência das relações de trabalho na agropecuária brasileira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Caio Prado argumentava, outrossim, que o pagamento por serviços na base da concessão ao trabalhador de produzir para si próprio nas terras do empregador ou por meio de produtos levava a que se confundissem tais situações com a parceria, elemento invariavelmente apontado pelos formuladores da linha política pecebista como característico da natureza semifeudal da economia brasileira. Na verdade, tratar-se-ia simplesmente, na imensa maioria dos casos, de uma relação de emprego em que parte da remuneração do trabalhador era paga in natura, com parte do produto, não se configurando, por tal motivo, numa forma anacrônica ou obsoleta de exploração sobrevivente de um passado feudal. Isto porque não se observava, nas relações entre proprietários e trabalhadores rurais, nada que se assemelhasse a uma sociedade entre as partes, menos ainda à transferência de posse da terra ao empregado, situações típicas da parceria clássica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A parceria ou meação estaria perfeitamente inserida no quadro de desenvolvimento das relações capitalistas no país, conforme buscou demonstrar o articulista ao registrar que tal prática teria se difundido no Estado de São Paulo, principal centro produtor brasileiro, posteriormente a 1930, ligada especificamente não à economia cafeeira, mas à cultura do algodão, cujas relações de produção, em virtude do cultivo em larga escala, se baseavam em serviços prestados com participação no produto. O intelectual paulista assegurava, portanto, que a parceria, longe de conformar um tipo exemplar das sobrevivências feudais no campo brasileiro, além de ter sido prática quase desconhecida nas fazendas de café, constituía uma forma de trabalho adotada em particular na cultura algodoeira, num momento em que o sistema capitalista há muito era hegemônico no país. Ao contrário do que Marighella havia sugerido em seus estudos a respeito da cultura do algodão, na visão de Caio Prado não se configuraria aí a predominância da renda pré-capitalista, mas uma forma de exploração do trabalho superior até ao salariado. O regime de meação, dominante na cultura algodoeira, além de ter sucedido cronologicamente o pagamento por salários, representaria um benefício maior para o trabalhador, pois abriria a possibilidade de acesso à propriedade explorada pelo meeiro e as condições de vida seriam, em geral, melhores que as do colono das fazendas de café. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Caio Prado enfatizava ainda não haver como estabelecer comparações entre a figura clássica do camponês europeu (detentor dos meios de produção e proprietário de fato da terra em que produzia) egresso do feudalismo e o trabalhador rural brasileiro, em sua grande maioria, obrigado a vender a força de trabalho ao grande proprietário para sobreviver. Buscava comprovar que a grande propriedade rural brasileira, com origem histórica marcada pela necessidade da produção em larga escala voltada ao mercado externo, somente possível de ser realizada com a introdução do braço escravo em altas quantidades, impediu o florescimento da pequena propriedade e do campesinato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O que poderia ser entendido como a constituir uma economia propriamente camponesa no Brasil, segundo o autor, representava um setor residual da estrutura agrária, como no caso da colonização estrangeira ao sul do país. Atestava que, abolida a escravidão, as relações de trabalho servis foram substituídas por prestações de serviços ou empregos, mesmo que o pagamento nem sempre se fizesse por meio de salários, existindo, dentre suas formas mais comuns, a concessão ao direito de plantar produtos de subsistência no terreno do proprietário. Este “trabalho livre” jamais poderia ser confundido com o de um camponês, tendo em vista a submissão do trabalhador, na sua atividade produtiva, ao poder do verdadeiro dono da terra, via de regra, um latifundiário. Tratar-se-ia, portanto, não de um pequeno proprietário, de alguém que detivesse de fato a propriedade da terra por ele ocupada, mas de um trabalhador obrigado a vender sua força de trabalho, em troca de um salário ou da permissão em plantar no terreno do proprietário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por fim, cabe destacar o alerta do historiador para o fato de a expressão “feudal” estar sendo usada, em muitas ocasiões, como um sinônimo para formas brutais e vis de exploração do trabalho no campo. De qualquer modo, ele rejeitava o uso do conceito, considerando ser mais apropriado falar em &lt;b&gt;“restos escravistas” ou “relações semiescravistas”&lt;/b&gt;, termos que aludiam ao passado colonial brasileiro, em que a escravidão serviu de base a uma economia mercantil. Ademais, no presente, as relações sociais não seriam presididas por estatutos pessoais, como no feudalismo, mas por relações mercantis, através das quais os proprietários compravam e os trabalhadores vendiam a mercadoria força de trabalho, num regime de liberdade jurídica. Aduzia que, se a transação não se realizava exclusivamente por intermédio do pagamento em dinheiro, assumindo também formas não monetárias, tal fato não se daria por força de alguma restrição de ordem jurídica ou institucional, mas por causa de determinadas circunstâncias ou conveniências práticas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No entanto, formas “ocidentais” quase puras são depreendidas da interpretação feita pelo escritor paulista acerca da questão agrária, pois sua concepção a respeito da formação histórica brasileira levava à consideração da economia forjada no período colonial como a integrar, desde o seu nascedouro, o sistema capitalista mundial. O momento da transição do feudalismo para o capitalismo era confundido com um “primitivo capitalismo comercial”, em função da prioridade dada, pelo historiador paulista, ao papel desempenhado pela circulação de mercadorias na análise das transformações econômicas e sociais. O capital mercantil assumiria, assim, função preponderante na condução da economia, daí redundando que: desde o escravismo já estariam dadas praticamente todas as condições do capitalismo ou o conjunto de seus elementos estruturais, excluindo, assim, a possibilidade de existência de modos de produção pré-capitalistas (MANTEGA, 1992: 241). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Por sua vez, a mão de obra escrava não apresentaria características absolutamente opostas às do trabalho assalariado, uma vez que ambas as formas de exploração eram designadas como “força de trabalho”, pois estariam, em momentos históricos singulares, subordinadas, no fundamental, aos mesmos interesses e objetivos da grande propriedade monocultora: a produção em larga escala voltada ao mercado exterior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Superestimando a associação de determinadas formas de exploração do trabalho rural ao assalariamento, como no caso dos estudos sobre a parceria, Caio Prado chegou a ponto de descrever o terreno no qual se travavam as relações entre proprietários e trabalhadores rurais como de um mercado livre de trabalho, em que proprietários e trabalhadores, na posição respectiva de pretendentes e ofertantes de força de trabalho, se defrontam e de comum acordo estipulam as condições em que se fará a cessão ou compra da mesma força (PRADO JÚNIOR, 1960a: 219). Tal configuração das relações de trabalho no campo brasileiro nublava as reais condições de superexploração a que estavam submetidos os trabalhadores, numa estrutura marcada por revivescências de formas de trabalho essencialmente coercitivas. Daí que se apresentasse como simplificadora e descolada do terreno histórico da luta de classes no país a proposta apresentada pelo historiador para o enfrentamento às formas brutais de exploração do trabalho na agropecuária brasileira: a extensão da legislação trabalhista, então já a fazer parte do cotidiano fabril e urbano, aos trabalhadores rurais. A simples aplicação da legislação na área rural seria capaz, na ótica de Caio Prado, de restringir a ação abusiva do proprietário no trato com seus empregados, transformando a relação empregador/empregado em mero contrato de trabalho, através do qual prevaleceria a igualdade jurídica entre as partes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Quanto às relações com o imperialismo, para Caio Prado, o Brasil estaria submetido a um processo sui generis de industrialização, numa coleção desconexa de unidades filiadas aos trustes internacionais, meras extensões deles no país. Nas suas bases, a economia brasileira permaneceria a constar no sistema econômico internacional como produtora e fornecedora de produtos primários aos países centrais do sistema, com a diferença de que a troca passou a ser feita com as manufaturas produzidas dentro do próprio país, pelas filiais aqui estabelecidas das mesmas empresas estrangeiras. &lt;b&gt;Assim, a economia nacional mantinha-se, sob a capa e com as insignificantes compensações de um progresso muito mais aparente e de fachada que real,&lt;/b&gt; num estágio inferior de desenvolvimento e sem a possibilidade de atender efetivamente às necessidades da grande maioria da população (PRADO JÚNIOR, 1960b: 4). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para reverter tal quadro, seria preciso apostar em uma política nacionalista (pois não se trataria ainda, segundo Caio Prado, de engendrar planos utópicos) capaz de promover uma industrialização fundada na iniciativa nacional, privada e pública, voltada não para a exploração do restrito mercado suntuário de reduzidos setores privilegiados da sociedade, mas a serviço dos interesses e necessidades essenciais do país e das grandes massas. Na agenda da luta anti-imperialista, cumpriria tornar efetivo o monopólio estatal das transações financeiras com o exterior, a fim de evitar as remessas de lucros às matrizes dos trustes internacionais. A intervenção estatal na economia brasileira, visando promover uma industrialização com bases genuinamente nacionais, seria uma das chaves centrais na proposição caiopradiana, sob o argumento de que a contradição entre a intervenção do Estado no domínio econômico e a livre iniciativa privada constituiria uma das molas principais da futura transformação socialista do país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O historiador rejeitava, por fim, a tese da burguesia como uma força revolucionária,&lt;/b&gt; assegurando que a burguesia brasileira era francamente favorável ao capital estrangeiro e ao estabelecimento de monopólios internacionais no país, razão pela qual até mesmo o açucarado e róseo reformismo teorizante da CEPAL (PRADO JÚNIOR, 1960b: 4) seria capaz de provocar graves apreensões e escandalizadas reações nos meios burgueses brasileiros. Declarava então que a única classe e categoria social capaz de propulsionar a revolução brasileira, de caráter agrário e nacional naquela fase histórica, seriam os trabalhadores, com o proletariado urbano na vanguarda, conduzindo os trabalhadores do campo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As críticas de Caio Prado Júnior às teses oficiais PCB, sem dúvida, buscavam desenvolver uma análise mais rigorosa do processo capitalista no Brasil, ao descartar a matriz dualista e pôr em questão, embora de forma incompleta, uma estratégia etapista mais ortodoxa. Mas, ao subestimar e mesmo negar as possibilidades de progresso econômico pleno proporcionado pelas relações capitalistas no Brasil, não conseguiam ir muito além dos limites traçados pelo projeto nacionalista, propondo uma industrialização em bases nacionais e uma reforma agrária que ampliasse o mercado interno e garantisse melhores condições de vida à população. Neste processo, a necessária ação intervencionista estatal cercearia a iniciativa privada, abrindo caminho posterior para o socialismo. Não fica claro de que modo deveria se pensar a luta hegemônica dos trabalhadores na sociedade e no Estado, mesmo com a profissão de fé no proletariado brasileiro expressa pelo escritor, denotando inclusive uma visão eivada de romantismo em torno da questão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O V Congresso do PCB: consolidando a estratégia nacional-libertadora &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em abril de 1960, o Comitê Central do PCB lançava, no Jornal Novos Rumos, o órgão oficial do PCB, as Teses do V Congresso para discussão, e o debate demonstrou, centralmente, a divergência existente entre dois grupos principais: de um lado, o núcleo dirigente consolidado no interior da direção partidária durante as discussões sobre o processo de desestalinização, do que resultou a elaboração e aprovação da Declaração de Março de 1958 (Prestes, Giocondo Dias, Marighella, Jacob Gorender, Mário Alves, Armênio Guedes, etc); de outro lado, o grupo stalinista (Maurício Grabois, Pedro Pomar, João Amazonas), que, derrotado no Congresso, fundaria o PC do B dois anos depois. As divergências relativas às análises sobre a realidade brasileira e seus desdobramentos políticos, presentes, por exemplo, nos questionamentos de Caio Prado Júnior e de Elias Chaves Neto, editores da Revista Brasiliense, foram tratadas de forma secundária durante o debate, por não representarem no fundo antagonismo com a linha nacionalista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A pedra de toque da Resolução Política do V Congresso, aprovada em agosto de 1960, foi a definição da burguesia brasileira como uma classe a possuir duplo caráter: por conta de seus interesses imediatos, tendia a chocar-se com o capital monopolista estrangeiro, o qual representaria um obstáculo à expansão dos seus negócios. Ao pertencer a um país explorado pelo imperialismo, a burguesia nacional encerraria um potencial revolucionário, apresentando-se, aos olhos dos dirigentes comunistas, como uma força capaz de opor-se à dominação imperialista. Mas, em função de sua natureza de classe exploradora, da sua fragilidade econômica e política e dos laços inevitáveis com o sistema imperialista, também era levada a promover acordos e concessões com o capital estrangeiro, na defesa de seus interesses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A burguesia brasileira, na concepção do PCB, apresentava-se como uma força anti-imperialista inconsequente, dividindo-se em um setor entreguista minoritário e uma facção vacilante majoritária, que poderia, mesmo assim, abraçar a causa nacionalista. Por conta disso, a revolução brasileira, naquela etapa histórica, era caracterizada como anti-imperialista e antifeudal, nacional e democrática. Um outro elemento a contribuir para tal caracterização da revolução brasileira era a conjuntura internacional, ao indicar que a superioridade crescente do socialismo sobre o capitalismo no plano mundial, o desenvolvimento ascendente do movimento de libertação dos povos e o consequente debilitamento do sistema imperialista (PCB, 1980: 46) exerceriam poderosa influência favorável ao crescimento das forças anti-imperialistas e democráticas no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;No PCB, continuava a imperar a noção de que o capitalismo, internamente, configurava um fenômeno de caráter progressista, em contraste com a suposta realidade de um sistema em acelerada decadência na arena internacional. A formação da aliança com a burguesia nacional, no entanto, deveria ser acompanhada da luta permanente contra a intensificação da exploração capitalista e contra as tendências burguesas de conciliação com o imperialismo. Na medida em que o proletariado se empenhasse em conquistar a hegemonia do movimento nacionalista e democrático, cada vez mais se colocaria na ordem do dia o antagonismo de classe entre trabalhadores e capitalistas brasileiros, na perspectiva de se criar, as premissas imprescindíveis ao salto qualitativo para a etapa socialista da revolução (GORENDER, 1960: 9). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Da parte dos pesquisadores que influenciaram o pensamento dos dirigentes pecebistas e de amplos setores da esquerda brasileira, há que destacar as formulações do historiador Nélson Werneck Sodré, que, no livro Introdução à Revolução Brasileira, por exemplo, via no nacionalismo o grande divisor de águas na história do Brasil recente, por seu conteúdo libertador na luta contra as forças econômicas externas, por estar imbuído do ideal democrático e popular dos grupos sociais em ascensão e por possuir caráter revolucionário, pela capacidade de superar o que no Brasil ainda havia de colonial. Havia o entendimento, da parte de Sodré, de que as classes sociais interessadas na transformação revolucionária da realidade nacional constituiriam o conjunto compreendido pelo campesinato, o semiproletariado, o proletariado, a pequena burguesia e as partes da alta e média burguesias que tinham seus interesses confundidos com o interesse nacional. Esta seria uma força majoritária inequívoca e invencível, se organizada, na luta contra os latifundiários, a alta e a média burguesia comprometidas com o imperialismo (SODRÉ, 1967: 208-209). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para os formuladores da estratégia pecebista, as condições impostas pelo desenvolvimento das relações capitalistas no Brasil teriam colocado, objetivamente, a burguesia industrial brasileira em rota de colisão com o imperialismo. As condições subjetivas, porém, traduzidas na tendência a conciliações, vacilações e concessões ao inimigo externo, naquilo que, nos documentos dos comunistas, expressariam a natureza dúplice e conciliadora da burguesia, impediriam o pleno desafogo do processo em direção às transformações estruturais da sociedade brasileira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não se percebia que, justamente em função de garantir a expansão dos seus negócios em tempos de capitalismo monopolista, os setores mais ativos da burguesia brasileira já vinham se associando aos trustes internacionais, fato, contudo, identificado pelos dirigentes do PCB como “vacilação” e “conciliação” com o inimigo. Daí que o papel principal reservado à classe operária, dirigida por seu partido, seria pressionar a burguesia nacional a cumprir a sua “missão histórica”, a fim de que fosse concluído o processo evolutivo do capitalismo no país, possibilitando, em seguida, a passagem para a etapa socialista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Conclusões &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao acompanhar as perspectivas descritas acima, portanto, a estratégia do PCB acabou por não se concentrar na conscientização de amplos setores sociais visando a transformação da classe dominada em classe dirigente antes mesmo da tomada do poder, tampouco na criação de um sistema de alianças capaz de mobilizar a maioria dos trabalhadores contra o Estado burguês, com vistas à superação do sistema capitalista, como desejava Gramsci ao desenvolver a proposta de “guerra de posições”. O núcleo dirigente do PCB, ao contrário, agarrado à fórmula da “guerra de movimento”, herança das teses terceiro-internacionalistas, apostou na agudização da crise social para desencadear o choque frontal com os grupos reacionários, ao mesmo tempo em que a posição subordinada à “burguesia nacional” na política de alianças o fez investir na costura de um acordo com o governo, confiando centralmente no aparato militar deste para conduzir o confronto em favor das forças populares. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Tal posicionamento, entretanto, jamais poderia ser confundido com uma atitude meramente conspirativa ou “golpista”, como pretenderam indicar alguns historiadores, segundo os quais a postura de oposição cada vez mais dura às “vacilações” do governo João Goulart, associada a atos mais radicais como a aceitação da palavra de ordem “reforma agrária na lei ou na marra” e a solidariedade ao movimento rebelde dos sargentos e marinheiros, denunciariam que o PCB trabalhava a possibilidade de abraçar um caminho extra-legal, passando a secundarizar as instituições, a desprezar a legalidade democrática vigente (SEGATTO, 1995: 164-170). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Este tipo de interpretação não leva em conta que a estratégia nacional-libertadora estava inserida em projeto mais amplo da revolução socialista no Brasil, cujas regras sociais e políticas deveriam ser completamente diferentes das normas legais vigentes em um país como o Brasil, em que a chamada “legalidade democrática” nem de longe representava a superação das práticas autoritárias historicamente construídas pelas classes dominantes no exercício do poder. É preciso reconhecer que, no seu projeto de longo prazo, os comunistas desejavam ultrapassar os marcos institucionais existentes em favor das classes populares, para que estas deixassem de ser meras coadjuvantes ou expectadoras do processo político legal (ALMEIDA, 2003: 88). A luta pela ampliação dos espaços democráticos na sociedade brasileira de fato fazia parte do programa político mais geral abraçado pelos comunistas, os quais, em diversos documentos propuseram a implementação de medidas concretas neste sentido, como a extensão do direito de voto a analfabetos, soldados e marinheiros, assim como a legalidade plena para o PCB, em função das quais seria necessário promover alterações na Constituição em vigor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;É evidente que os comunistas do PCB não haviam despertado para a importância da questão democrática no grau de radicalidade que ela adquire em Gramsci&lt;/b&gt;, o qual prevê a necessidade da conquista de amplos espaços de participação política, com o crescimento da sociedade civil perante a sociedade política nas formações sociais de capitalismo avançado, a fim de que o partido revolucionário promova, no processo de construção da hegemonia, a reforma intelectual e moral necessária à luta pelo socialismo. A passagem do momento meramente econômico (egoístico-passional) para o momento catártico (ético-político), ou seja, a passagem da necessidade à liberdade, ou ainda, do determinismo econômico à liberdade política, momento no qual a classe, graças à elaboração de uma vontade coletiva, não é mais um simples fenômeno econômico, mas se torna, ao contrário, um sujeito consciente da história (COUTINHO, 2003: 71), não se realizaria sem a ampliação efetiva dos espaços democráticos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Assim como as análises teóricas gramscianas, aprofundando dialeticamente inúmeras das determinações no campo do marxismo, somente puderam se desenvolver plenamente e adquirir sua forma madura nos tempos do cárcere, após a derrota do movimento operário e dos comunistas italianos para o fascismo, muitas das interpretações acerca da realidade brasileira, hoje hegemônicas no meio acadêmico, foram de fato produzidas após a grande crise sofrida pelos movimentos sociais no Brasil com a perpetração do golpe de 1964. As avaliações que definem o caráter das transformações econômicas no Brasil dos anos 1950 e 1960 como a significar a consolidação do capitalismo monopolista no país, processo no qual o papel reservado aos setores mais dinâmicos da classe dominante desmistificaria totalmente a noção de “burguesia nacional progressista”, sepultando até a expressão “burguesia nacional”, substituída por burguesia brasileira (GORENDER, 1989: 267), somente puderam ser desenvolvidas com profundidade após a conquista do Estado na ditadura, quando então ficaram transparentes as mudanças no sentido da monopolização do capital e as relações umbilicais entre capitais nacionais e internacionais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;N&lt;b&gt;ão cabe, pois, à historiografia julgar as atitudes dos sujeitos históricos, mas investigar de que modo e em função de quais condições elas foram produzidas, no contexto em que estavam inseridas.&lt;/b&gt; Cabe inferir que a derrota sofrida pela esquerda brasileira e, mais particularmente, pelos comunistas do PCB em todo esse processo, num período marcado por uma intensa agitação social na qual estes sujeitos políticos tiveram participação destacada, esteve intimamente vinculada à imagem de Brasil por eles elaborada. E, no essencial, faltou à esquerda brasileira a compreensão de que, antes mesmo da tomada do poder, a classe dominada precisa se tornar dirigente, para o que seria necessária uma análise criteriosa das condições de desenvolvimento capitalista no país e das relações de força na sociedade, sem o que a reforma intelectual e moral proposta por Gramsci, a ser promovida junto às amplas massas do povo no processo da luta revolucionária, jamais pode acontecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;ALMEIDA, Lúcio Flávio Rodrigues. Insistente desencontro: o PCB e a revolução burguesa no período 1945-64. In: MAZZEO, Antonio Carlos &amp;amp; LAGOA, Maria Izabel (orgs.). Corações Vermelhos: os comunistas brasileiros no século XX. São Paulo: Cortez, 2003. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento Econômico Brasileiro (1930-1964): o ciclo ideológico do desenvolvimentismo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, 4ª edição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;COUTINHO, Carlos Nelson. O conceito de política nos Cadernos do Cárcere. In: COUTINHO, C. N. &amp;amp; TEIXEIRA, Andréa de Paula (org.). Ler Gramsci, entender a realidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;GORENDER, Jacob. O V Congresso dos comunistas brasileiros. Revista Estudos Sociais, Rio de Janeiro, nº 9, outubro de 1960. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;_________________. Do pecado original ao desastre de 1964. In: D’INCAO, Maria Ângela (org.). História e Ideal: ensaios sobre Caio Prado Júnior. São Paulo: Ed. UNESP/Brasiliense, 1989. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;GRASMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere – Volume 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;GUIMARÃES, Alberto Passos. A concentração da produção e das rendas na economia brasileira. Revista Estudos Sociais, Rio de Janeiro, nº 19, fevereiro de 1964. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;MANTEGA, Guido. A Economia Política Brasileira. Petrópolis: Vozes, 1992, 7ª edição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;MARIGHELLA, Carlos. Alguns aspectos da renda da terra no Brasil. Revista Estudos Sociais, Rio de Janeiro, nº 1, maio/junho de 1958. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;NETTO, José Paulo. Ditadura e Serviço Social: uma análise do serviço social no Brasil pós-64. São Paulo: Cortez Editora, 1998, 4ª edição. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à Razão Dualista/O Ornitorrinco. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO. PCB: vinte anos de política. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1980. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;PRADO JÚNIOR, Caio. Nacionalismo e desenvolvimento. Revista Brasiliense, São Paulo, nº 24, julho/agosto de 1959. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;____________________. Contribuição para análise da questão agrária no Brasil. Revista Brasiliense, São Paulo, nº 28, março/abril de 1960a. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;____________________. As Teses e a Revolução Brasileira (III). Jornal Novos Rumos, Rio de Janeiro, edição de 24 a 30 de junho de 1960b. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;SEGATTO, José Antônio. Reforma e Revolução: as vicissitudes políticas do PCB (1954-1964). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;SODRÉ, Nelson Werneck. Introdução à Revolução Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967, 3ª edição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/index.php" target="_blank"&gt;http://pcb.org.br/portal/index.php &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;(grifo meu,PK)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-1105619856363596170?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/1105619856363596170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/descaminhos-da-revolucao-brasileira-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/1105619856363596170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/1105619856363596170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/descaminhos-da-revolucao-brasileira-o.html' title='Descaminhos da Revolução Brasileira: o PCB e a construção da estratégia nacional-libertadora (1958-1964)'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qykmtB2udNQ/TwdpHfc5uTI/AAAAAAAABEA/dOo1CUXWCIg/s72-c/RICO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-5949351133594017115</id><published>2012-01-03T19:37:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T19:37:52.936-02:00</updated><title type='text'>A nova façanha da Wikileaks: Identificar as empresas que vigiam o mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;por Ciper&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;A mais recente revelação da organização dirigida        por         &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/etiqueta/julian-assange/" target="_new"&gt; Julian Assange&lt;/a&gt;         põe a nu o negócio milionário das        empresas de segurança que converteram o seu negócio na nova        indústria de espionagem maciça que alimenta sistemas de        espionagem governamentais e privados. A última entrega de         &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/etiqueta/wikileaks/" target="_new"&gt; Wikileaks&lt;/a&gt;        fornece os nomes das empresas que, em diferentes países, interceptam        telefones, rastreiam mensagens de texto, reconstroem a navegação        na Internet e identificam inclusive, as vozes de indivíduos sob        vigilância. Tudo isso é feito de forma maciça com softwares        que são vendidos a governos democráticos e a ditaduras.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nxFCv5ibHLQ/TwNzvJeGH3I/AAAAAAAABD4/74gWMmCPgmw/s1600/vigilancia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://1.bp.blogspot.com/-nxFCv5ibHLQ/TwNzvJeGH3I/AAAAAAAABD4/74gWMmCPgmw/s400/vigilancia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Poderia dizer-se que se trata de um mau filme, mas os sistemas de        intercepção maciça fabricados por empresas ocidentais e        usados, entre outros objectivos, contra adversários políticos,        são mesmo uma realidade. A 1 de Dezembro,         &lt;/span&gt;&lt;a href="http://mirror.wikileaks.info/" style="font-family: Verdana,sans-serif;" target="_new"&gt; &lt;b&gt;Wikileaks&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         começou a        publicar um banco de dados de centenas de documentos provenientes de cerca de        160 empresas do sector de vigilância dos cidadãos.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        Em colaboração com         &lt;i&gt;         Budget Planet et Privacy International,        &lt;/i&gt;        bem como meios de comunicação de seis países –         &lt;i&gt;         L' ARD        &lt;/i&gt;         na Alemanha,         &lt;i&gt;         Le Bureau of Investigative Journalism        &lt;/i&gt;         na Grã-Bretanha,         &lt;i&gt;         The Hindu        &lt;/i&gt;         na Índia,         &lt;i&gt;         L'Espresso,        &lt;/i&gt;         em Itália,         &lt;i&gt;         OWMI        &lt;/i&gt;         em França e         &lt;i&gt;         Washington Post        &lt;/i&gt;         nos EUA, – Wikileaks expõe à luz do dia essa        indústria secreta cujo crescimento explodiu após o 11 de Setembro        de 2001, representando milhares de milhões de dólares em cada ano.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Desta vez Wikileaks publicou 287 trabalhos, mas o projecto         &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         "Um mundo sob vigilância"        &lt;/b&gt;         está lançado e novas informações serão        publicadas esta semana e no próximo ano.        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As empresas internacionais de vigilância estão localizadas nos        países que têm as mais refinadas tecnologias. Elas vendem a sua        tecnologia a todos os países do mundo. Esta indústria, na        prática, não está regulamentada. As agências de        espionagem, as forças militares e as autoridades policiais são        capazes de interceptar massivamente, sem serem detectadas e no maior segredo,        os telefonemas, tomar o controle de computadores, mesmo sem que os fornecedores        das redes acesso se apercebam ou façam algo para o impedir. A        localização de utentes pode ser seguida passo a passo, se usarem        um telefone celular, mesmo se este estiver desligado.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os dossiers de         &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         "Um Mundo Sob Vigilância"        &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         de Wikileasks estão acima do simplismo dos "bons países        ocidentais", exportando as suas tecnologias para os "pobres        países em vias de desenvolvimento". Empresas ocidentais        também vendem um vasto catálogo de equipamento de        vigilância para as agências de espionagem orientais.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nas histórias clássicas de espiões, as agências de        espionagem, tais como MI5, DGSE, colocam sob escuta o telefone de uma ou duas        pessoas que interessem. Durante os últimos 10 anos a vigilância em        massa tornou-se uma norma. Sociedades de espionagem, como a VASTech, têm        secretamente vendido equipamentos que gravam de forma permanente chamadas        telefónicas de países inteiros. Outros registam a        posição de todos os telemóveis de uma cidade, com uma        precisão de 50 metros. Sistemas capazes de afectar a integridade de        pessoas numa população civil que usa Facebook, ou que tem um        smartphone estão à venda neste mercado de espionagem.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         VENDA DE FERRAMENTAS DE VIGILÂNCIA A DITADORES        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Durante a primavera árabe, quando os cidadãos derrubaram        ditadores no Egipto e Líbia encontraram câmaras de escuta onde,        com equipes britânicas da Gamma, os franceses da Amesys, os sul-africanos        da  VASTech ou os chineses de ZTE, seguiam os seus mais pequenos movimentos        on-line e por telefone.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Empresas de espionagem, tais como SS 8 nos Estados Unidos, Hacking Team na        Itália e VUPEN na França, fabricam vírus (Troianos) que        invadem computadores e telefones (incluindo iPhones, Blackberry e Android),        assumindo o seu controle e gravação de todos os seus usos,        movimentos e até mesmo imagens e sons da sala onde os usuários        estão. Outras sociedades, como a  Phoenexia da República Checa,        colaboram com os militares para criar ferramentas para análise de voz.        Elas identificam os indivíduos e determinam o seu sexo, idade e        nível de stress e, assim, seguem-nos através de suas "faixas        vocais." Blue Coat nos EUA e Ipoque na Alemanha, vendem as suas        ferramentas aos governos de países como China e Irão para impedir        os seus dissidentes de se organizar pala Internet.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Trovicor uma subsidiária da Nokia Siemens Networks, forneceu  ao governo        do Bahrein tecnologia de escuta que lhe permitiu seguir a pista  do defensor        dos direitos humanos Abdul Ghani Al Khanjar. Foram mostrados detalhes de        conversas a partir do seu telefone pessoal, que datam de antes de ter sido        interrogado e espancado durante o inverno de 2010 e 2011.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         EMPRESAS DE VIGILANCIA PARTILHAM AS SUAS BASES COM ESTADOS        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em Junho de 2011, o NSA inaugurou um sítio no deserto de Utah para o        armazenamento para sempre de terabytes das bases de dados tanto americanas como        estrangeiras, a fim de poder analisá-las em anos futuros. Toda a        operação teve um custo de US$1,5 mil milhões.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As empresas de telecomunicações estão dispostas a revelar        as suas bases de dados dos seus clientes às autoridades de qualquer        país. Os principais noticiários mostraram como, durante os        confrontos em Agosto na Grã-Bretanha, a Research In Motion (RIM), que        comercializa as Blackberry, propôs ao governo identificar os seus        clientes. RIM tem estado envolvido em negociações semelhantes com        os governos da Índia, Líbano, Arábia Saudita e Emirados        Árabes Unidos, propondo-lhes  compartilhar as suas bases de dados        extraídas do sistema de mensagens do Blackberry.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         TRANSFORMAR AS BASES DE DADOS EM ARMAS PARA MATAR INOCENTES        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Existem muitas empresas que comercializam actualmente software de        análise de bases de dados, transformando-os em poderosas ferramentas        utilizadas por militares e agências de espionagem. Por exemplo, em bases        militares dos EUA, pilotos da Força Aérea usam um joystick e um        monitor de vídeo para pilotar os "Predator", aviões        não tripulados durante as missões de vigilância no        Médio Oriente e Ásia Central. Estas bases de dados estão        acessíveis aos membros da CIA que se servem delas para lançar        mísseis "Hellfire", sobre os seus alvos.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Os representantes da CIA têm adquirido software que lhes permite        instantaneamente correlacionar os sinais de telefone com faixas vocais para        determinar a identidade e a localização de um indivíduo. A        empresa Intelligence Integration Systems Inc. (IISI), sediada no Estado de        Massachusetts (EUA), vende software para esse fim – "análise        com base na posição",–  chamado "Geospatial        Toolkit". Outra empresa, a Netezza, também de Massachusetts, que        comprou este software com o objectivo de analisar o seu funcionamento, vendeu        uma versão modificada à CIA, destinada a equipar aviões        pilotados remotamente.         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A IISI, que diz ter o seu software uma margem de erro de 12 metros, processou a        Netezza para impedir a utilização deste software. O criador da        sociedade IISI, Rich Zimmerman, disse a um tribunal que ficou "chocado e        surpreso com o fato de que a CIA teria um plano para matar pessoas com o meu        software, que nem funciona."        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         UM MUNDO ORWELLIANO        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em todo o mundo fornecedores mundiais de instrumentos de vigilância em        massa ajudam as agências de espionagem a espiar os cidadãos e os        "grupos de interesse" em larga escala.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         COMO NAVEGAR PELOS DOCUMENTOS DE "UM MUNDO SOB VIGILÂNCIA?        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O projecto "        &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;         Um mundo sob Vigilância        &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;        " da Wikileaks revela, até ao pormenor, as empresas que        estão fazendo milhares de milhões na venda de sistemas refinados        de vigilância para os governos, ignorando as leis de        exportação e ignorando  de forma sobranceira que os regimes a        quem vendem são ditaduras que não respeitam os direitos humanos.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para pesquisar estes documentos, clique no local escolhido no mapa na esquerda        da página para obter a lista por tipo, empresa, data ou palavra-chave.        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;h1&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;         &lt;a href="http://ciperchile.cl/multimedia/un-mundo-bajo-vigilancia/" target="_new"&gt; Ver o mapa elaborado pelo Wikileaks: "Um mundo sob vigilância"&lt;/a&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/center&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;       &lt;b&gt;         O original encontra-se em         &lt;a href="http://ciperchile.cl/2011/12/02/el-ultimo-golpe-de-wikileaks-mapa-identifica-a-las-empresas-que-tienen-al-mundo-bajo-vigilancia/" target="_new"&gt; ciperchile.cl/...&lt;/a&gt;          e em          &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/12/27/mapa-de-wikileaks-identifica-a-empresas-que-tienen-al-mundo-bajo-vigilancia/" target="_new"&gt; www.cubadebate.cu/...&lt;/a&gt;         . Tradução de Guilherme Coelho.        &lt;/b&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;        &lt;b&gt;         Este artigo encontra-se em         &lt;a href="http://resistir.info/" target="_new"&gt; http://resistir.info/&lt;/a&gt;         .        &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;       &lt;/span&gt;                     &lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-5949351133594017115?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/5949351133594017115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/nova-facanha-da-wikileaks-identificar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/5949351133594017115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/5949351133594017115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/nova-facanha-da-wikileaks-identificar.html' title='A nova façanha da Wikileaks: Identificar as empresas que vigiam o mundo'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nxFCv5ibHLQ/TwNzvJeGH3I/AAAAAAAABD4/74gWMmCPgmw/s72-c/vigilancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-7817233252559314365</id><published>2012-01-03T13:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T13:33:11.876-02:00</updated><title type='text'>O urso alfineta a águia. O dragão sorri.</title><content type='html'>&lt;div class="firma_art" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a href=""&gt;M K Bhadrakumar&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="firma_art" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="firma_art"&gt;&lt;div class="entrytext" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de uma observação aparentemente  imotivada na 2ª-feira, os EUA elevaram as eleições parlamentares russas  de 5/12 passado ao status de questão central das relações EUA-Rússia. A  dramática escalada retórica põe abaixo as sempre repetidas sugestões do  governo de Barack Obama, de um “reset” nas relações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num movimento discreto, Pequim cuidou de manifestar sua compreensão  para com Moscou. As intersecções desses movimentos terão impacto em  vários aspectos da situação regional e internacional no próximo governo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para recapitular: quando a secretária de Estado dos EUA, Hillary  Clinton, comentou o resultado das eleições parlamentares russas, ainda  durante a Conferência Bonn II na Alemanha, na 2ª-feira, ela visava  diretamente o Kremlin; disse que estava “preocupada” com aquelas  eleições e que o “povo russo, como todos os povos, merece ter a voz  ouvida e os votos contados”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clinton falou antes, até, de serem divulgados os resultados  oficiais. Em vastas regiões da Rússia os resultados só chegaram na  4ª-feira. As urnas mostraram que o partido governante, Rússia Unida  sofrera duro revés, tendo perdido 77 assentos, nos 450 do Parlamento;  ficou limitado a uma maioria simples de 238 votos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Clinton falou como se o Kremlin tivesse orquestrado uma vitória  ao estilo dos soviéticos, de 98% dos votos –, quando a mídia ocidental  interpretava o resultado na direção exatamente oposta, como grande  “derrota” do primeiro-ministro Vladimir Putin (já candidato à  presidência nas eleições de 4 de março). Para Clinton, o Kremlin teria  calado a voz do povo, para perpetuar-se no poder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estranhamente, Clinton não só nada fez para fazer esquecer aqueles  comentários como, até, repetiu-os no dia seguinte, em mais uma acutilada  contra os líderes russos, bem ali à porta de entrada da Rússia – em  Vilnius, Lituânia –, na presença de toda a comunidade dos Estados  pós-soviéticos e das Velha e Nova Europa. Clinton ter escolhido como sua  plateia a Organização da Segurança e Cooperação da Europa (OSCE) foi um  movimento muito claramente simbólico, porque esse corpo regional é  herdeiro dos famosos Acordos de Helsinki de1975, legado da Guerra Fria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que teria provocado o ataque dos EUA? Explicação simples poderia  ser que Clinton aproveitou a chance para jogar lama contra Putin, para  tornar sua eleição à presidência da Rússia, dia 4 de março, o mais  difícil e controversa possível.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma primavera em pleno inverno&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que há várias indicações, nas últimas semanas, de que  Washington está incomodado com a alta probabilidade de Putin voltar à  presidência da Rússia, no atual período formativo da política mundial.  Putin significa uma Rússia assertiva – Rússia que negocia com firmeza  para influenciar eventos mundiais, Rússia que incrementará a cooperação  com a China, Rússia que fatalmente se oporá ao projeto, crucial para os  EUA, de um novo Oriente Médio sob renovada hegemonia dos EUA, em novas  condições de “democracia”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ministro das Relações Exteriores da Rússia ridicularizou, sem lhe  dar destaque, o comentário de Clinton. Até que, afinal, se ouviu a  reação de Moscou, quando Putin falou, na 4ª-feira, depois de dar tempo  para que a secretária de Estado dos EUA dissesse tudo que lhe ocorresse  dizer. Putin bombardeou Clinton. Disse ele:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observei a primeira reação de nossos colegas dos EUA. A secretária  de Estado pôs-se imediatamente a avaliar as eleições. Disse que foram  injustas e manipuladas, antes até de receber informações dos  observadores de instituições democráticas e de direitos humanos que  acompanharam as eleições em nosso país. A secretária falou diretamente a  alguns personagens que já estão na Rússia. Enviou-lhes um sinal. E  eles, aqui, com o apoio do Departamento de Estado dos EUA, puseram-se a  trabalhar ativamente.[1]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não parou aí. Putin disse também que “centenas de milhões” em  dinheiro estrangeiro foi usado para influenciar o resultado das eleições  na Rússia. E que, nessas circunstâncias, a Rússia tem de proteger sua  soberania:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto se vê dinheiro de fora usado para promover atividades  políticas em outro país… Todos nós temos um problema. Esse tipo de ação  agride a todos nós. Consideramos bem-vindos todos os observadores  estrangeiros que desejem acompanhar o processo eleitoral na Rússia. Mas,  se começam a tentar influenciar o resultado, aparelhando organizações  dentro da Rússia, que se apresentam como organizações locais, mas  recebem dinheiro de fora… Não se pode aceitar. Teremos de encontrar  meios para aprimorar nossas leis, de modo a fazer com que estados  estrangeiros que visem a influenciar nossa política doméstica possam ser  acusados e devidamente julgados pelos crimes que pratiquem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É resposta muito forte. E há aí quatro pontos a observar: (1) É uma  rara acusação direta, pessoal, contra a secretária de Estado (acusada de  incitar a opinião pública russa, interessada em desestabilizar o país).  (2) Putin circunscreveu o Departamento de Estado, como célula  específica, dentro do governo Barack Obama, e acusou-o de operar segundo  agenda específica. (3) Putin sugeriu, muito claramente, que os EUA não  escaparam à vigilância da inteligência russa, que sabe de seus passos no  país. E (4) afirmou bem claramente que haverá mudanças.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clinton não pode reclamar de Putin tê-la atacado pessoalmente. A  campanha que o Departamento de Estado moveu contra Putin assumiu tom  extremamente agressivo nos últimos dias, excepcional, mesmo nas sempre  tumultuadas relações EUA-Rússia. Há uma quinzena, a Radio Liberty/Radio  Free Europe (RFE/RL) exibiu matéria sobre a vida pessoal de Putin, com o  claro objetivo de detonar um tsunami anti-Putin nas redes sociais na  Rússia. Não há registro de a mídia oficial russa jamais ter descido a  tais abismos de mau gosto, nem no auge do escândalo que envolveu Bill  Clinton e Monica Lewinsky.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A melhor explicação para os movimentos agressivos da secretária de  Estado parece ser outra: os EUA já sabem que a inteligência russa reuniu  provas de que, sim, os EUA estão ativos dentro do território russo e da  política nacional. A matéria denuncista, baseada em intrigas pessoais  contra Putin, parece ter sido tentativa diversionista, esforço para  salvar a águia que se deixou prender, ela mesma, na arapuca que a águia  tentou armar para prender o urso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesma intenção transparece também nos esforços de Clinton para  fazer, das eleições na Rússia, questão crucial para o progresso da  democracia no século 21. Desse ponto de vista, o governo Obama fez papel  patético. Só lhe restou a ridícula alternativa de tentar encenar uma  neo-Praça-Tahrir em Moscou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo números do New York Times, na 5ª-feira pela manhã, mais de  32 mil pessoas haviam clicado numa página de Facebook, garantindo que  cercariam o Kremlin. O jornal argumenta, matematicamente: “Metade deles  lá compareceram, para protagonizar o maior movimento de protesto  político em Moscou, desde a queda da União Soviética”.1&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O advento de uma Primavera Árabe em Moscou, em pleno inverno russo,  teria consequências facilmente previsíveis. Pequim também observa esse  curioso fenômeno atmosférico, nada natural. O New York Times ‘informa’  que Putin “luta para não perder o pé, depois de seu partido, Rússia  Unida, ter sofrido grave derrota nas eleições do domingo”1. Mas  observadores sempre atentos, em Pequim, chegaram a conclusão  completamente diferente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É Putin, estúpido!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mesmo momento em que Clinton falava, em Bonn, na 2ª-feira, o  porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei,  chegava a conclusões diametralmente opostas. Disse ele:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós [China] entendemos que as eleições terão efeitos positivos para a  unidade da sociedade russa, para a estabilidade nacional e para seu  desenvolvimento econômico”.[2] Disse que a China respeitava a decisão do  povo russo e que trabalharia com os russos para construir e fazer  avançar uma “ampla parceria coordenada” entre os dois países.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A China decidiu tomar posição, sem subterfúgios, já no início da  2ª-feira, apesar de Pequim já saber do revés eleitoral que o partido  Rússia Unida sofrera nas urnas. A rede de notícias Xinhua publicou uma  nota de cautela:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora tudo leve a crer que vencerá as eleições parlamentares, o  Rússia Unida de Vladimir Putin enfrentará inúmeros desafios, no caso de  ter de conviver com maioria muito reduzida. Alguns analistas falam do  estado lamentável da economia russa, como justificativa pela queda no  apoio popular. Para muitos, o partido não teria conseguido reduzir a  corrupção e não cumpriu as promessas de melhorar a eficiência do  governo. Sobretudo na Internet, em salas de bate-papo e fóruns online  ouvem-se muitas críticas ao governo de Putin.2&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no dia seguinte a rede Xinhua publicou matéria extensa, em que  reage com firmeza aos ditos dos EUA e ao que Pequim descreve como  “caricatura forçada e conclusão errada, segundo a qual o partido  governante na Rússia liderado pelo primeiro-ministro Vladimir Putin,  teria sido derrotado nas eleições para a Duma”[3]. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comentário nuançado, deixa claramente sugerido que a questão que  incomoda os EUA não é alguma “democracia” na Rússia, mas o próprio  Putin:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para muitos, a visão de mundo de Putin seria ‘antiocidental’ (…)  Muitos políticos norte-americanos não têm qualquer interesse em ver, no  comando do poder russo, um “sujeito durão” (…) a Casa Branca não deu  sinais de entusiasmo ante a ideia de ter de negociar, outra vez, com o  ‘espinhento’ presidente Putin (…) As eleições na Rússia estão alinhadas  com os interesses dos russos e de modo algum incorporam qualquer dos  interesses dos países ocidentais. A reação da Sra. Clinton é  compreensível.” 3&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A rede Xinhua observou que as políticas da Rússia nem sempre  consideraram os interesses locais e que, várias vezes, Moscou optou por  ações alinhadas “à prática ocidental”; mas mesmo nesses momentos, a ação  dos russos só muito raramente manteve “adequação perfeita” às agendas  ocidentais. Assim sendo, as pressões ocidentais sobre a Rússia sempre  continuam. O comentário está atribuído a Li Hongmei, colunista do jornal  People’s Daily.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito obviamente, a China não perde de vista o grande quadro da  dinâmica do poder na cena mundial. Pequim jamais ocultou que tem Putin  em alta estima, considerado defensor consistente dos imperativos que  regem os laços estratégicos sino-russos. Mas o atual momento de  acrimônia nas relações entre EUA e Rússia acontece em momento também  crucial para a China. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em inúmeras frentes, é hoje vital para a política regional chinesa  manter coordenação coesa com a Rússia. Ao longo do mês de novembro,  altos funcionários das relações exteriores da China estiveram nada menos  que quatro vezes em Moscou para consultas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coordenação entre russos e chineses é sempre de alto nível. O veto  “conjunto” no Conselho de Segurança da ONU, na Resolução sobre a Síria,  é evento sem paralelos. E os dois países continuam a bloquear uma  Resolução adotada na Comissão de Direitos Humanos da ONU, que transfere a  Comissão, de Genebra, para o Conselho de Segurança em New York. Pequim  ajudou Moscou a conseguir que os BRICS adotassem, como posição comum, a  posição russa sobre a Síria.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o Irã, também, os dois países têm conseguido conter os  movimentos dos EUA para impor sanções adicionais. (O enviado russo à ONU  Vitaly Churkin sugeriu recentemente que é hora de o Conselho de  Segurança da ONU suspender até as sanções hoje vigentes.) Na questão  Ásia-Pacífico, a Rússia mantém-se ao lado da China, conforme a  declaração conjunta dos dois países, adotada em setembro do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rússia e China opõem-se, ambas, ao estabelecimento de bases  militares dos EUA-OTAN no Afeganistão. Os dois países têm interesse em  garantir a autonomia estratégica do Paquistão. Trabalharam juntos na  recente Conferência de Istambul (2/11), para bloquear os progressos do  projeto “Nova Rota da Seda”, menina dos olhos de Clinton. A água  alcançará o ponto máximo, provavelmente, quando o enviado da Rússia à  OTAN, Dmitry Rogozin, viajar a Pequim (e a Teerã) para discutir o  programa de mísseis antibalísticos de defesa (ABM), que pressiona  significativamente as relações EUA-Rússia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pequim acompanha, atenta e silenciosamente, uma sombra EUA-Rússia  que dança sobre o programa ABM; e as consultas que Rogozin conduzirá  serão feitas a partir dos sinais silenciosos de que Pequim quer  conversar. Rússia e China têm interesses específicos nessa questão dos  mísseis antibalísticos, mas qualquer grau de coordenação, por inicial e  tateante que seja, ainda assim delineará novo paradigma na segurança  internacional.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobretudo, Pequim conta com que Putin, de algum modo, contribuirá  para levar a bom termo, o mais rapidamente possível, as negociações,  ainda inconclusas, num negócio de gás de um trilhão de dólares. Com o  estabelecimento de uma base militar dos EUA na Austrália; com a presença  dos norte-americanos reforçada em Cingapura; e com os EUA trabalhando  para conquistar países asiáticos, para que se realinhem e revitalizem a  velha liderança estadunidense, as preocupações dos chineses com a  própria segurança energética estão-se tornado agudas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em resumo, a trajetória da atual azedume entre EUA e Rússia; e o  sucesso que Putin obteve, na reação forte contra a furiosa campanha que  os EUA moveram contra sua eleição na Rússia, são temas da mais alta  importância para os chineses.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a águia for realmente apanhada na arapuca que imaginou que  estivesse preparando para o urso… o dragão verá aí motivo para muito  júbilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Notas:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;[1][1] No New York Times, 9/12/2011, em &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/12/09/world/europe/putin-accuses-clinton-of-instigating-russian-protests.html?_r=1&amp;amp;hp" target="_blank"&gt;http://www.nytimes.com/2011/12/09/world/europe/putin-accuses-clinton-of-instigating-russian-protests.html?_r=1&amp;amp;hp&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;br /&gt;[2] 5/12/2011, Xinhuanet, Pequim, em &lt;a href="http://news.xinhuanet.com/english2010/china/2011-12/05/c_131289125.htm" target="_blank"&gt;http://news.xinhuanet.com/english2010/china/2011-12/05/c_131289125.htm&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;br /&gt;[3] 7/12/2011, Xinhuanet, Pequim, em &lt;a href="http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2011-12/07/c_131293601.htm" target="_blank"&gt;http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2011-12/07/c_131293601.htm&lt;/a&gt; (em inglês).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Publicado em: &lt;a href="http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/ML10Ag01.html" target="_blank"&gt;http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/ML10Ag01.html&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;FONTE:http://www.odiario.info/?p=2330&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;  &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-7817233252559314365?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/7817233252559314365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/o-urso-alfineta-aguia-o-dragao-sorri.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/7817233252559314365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/7817233252559314365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/o-urso-alfineta-aguia-o-dragao-sorri.html' title='O urso alfineta a águia. O dragão sorri.'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-2778609378561962878</id><published>2012-01-02T14:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T14:06:35.862-02:00</updated><title type='text'>2012, o ano do Juízo Final</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" href="http://petras.lahaine.org/" target="_blank"&gt;The James Petras website&lt;/a&gt;  - [James Petras, tradução do Diário Liberdade] Em 2012 a crise será  verdadeiramente global. Como resposta surgirão movimentos de massas  cujos protestos e rebeliões, esperemos, se transformarão em revoluções  sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jHyVi5OdtKQ/TwHVjNCHoxI/AAAAAAAABDg/pY4v42wuZ98/s1600/010112_imperialismo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-jHyVi5OdtKQ/TwHVjNCHoxI/AAAAAAAABDg/pY4v42wuZ98/s320/010112_imperialismo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A perspetiva social, política e econômica para 2012 é extremamente  negativa. O consenso quase universal, inclusive entre os economistas  ortodoxos convencionais, é pessimista relativamente à economia mundial.  Embora inclusive aqui suas predições subestimem o alcance e a  profundidade da crise, há poderosas razões para pensar que 2012 será o  princípio de um declínio maior que o experimentado durante a Grande  Recessão de 2008 a 2009. Com menos recursos, maior dívida e uma  crescente resistência popular a salvar o sistema capitalista, os  governos não podem resgatar o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das grandes instituições e meios econômicos responsáveis pela  expansão capitalista regional e mundial durante as últimas três décadas  estão em processo de desintegração e desordem. Os anteriores motores  econômicos da expansão global, Estados Unidos e a União Europeia ,  esgotaram suas potencialidades e estão em claro declínio. Os novos  centros de crescimento -China, Índia, Brasil e Rússia- que durante uma  "curta década" proporcionaram um novo impulso ao crescimento mundial,  percorreram todo o trajeto possível e agora se encontram em rápida  desaceleração, o que continuará durante o ano novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O colapso da União Europeia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concretamente, a destruição causada pela crise na União Europeia virá  a quebrar e sua estrutura de fato de complexos níveis se converterá em  uma série de acordos bilaterais/multilaterais de comércio e  investimento. Alemanha, França, os Países Baixos e Escandinavos tentarão  aguentar a depressão. Inglaterra, em concreto a City, esplendidamente  isolada, se afundará em um crescimento negativo e seus financeiros  lutarão por encontrar novas oportunidades de especulação entre os  Estados petroleiros do Golfo e outros "nichos". A Europa central e do  este, designadamente a Polônia e a República Checa, fortalecerão seus  vínculos com a Alemanha, mas padecerão as consequências do declínio  geral dos mercados mundiais. A Europa do sul (Grécia, Estado espanhol,  Portugal e Itália) entrará em depressão à medida que os pagamentos em  massa da dívida que se enfrentam mediante as agressões selvagens aos  salários e as prestações sociais reduzem a procura dos consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desemprego, que se encontra em níveis de depressão, e o subempleo  que afeta a um terço da força de trabalho detonarão conflitos sociais  que durarão boa parte do ano e se converterão em levantamentos  populares. Com o tempo, a desintegração da União Europeia é inevitável.  Vão ser restituídas as moedas nacionais em lugar do euro, o que  permitiria a desvalorização e o protecionismo. O nacionalismo estará à  ordem do dia. Os empréstimos concedidos aos países do sul pelos bancos  na Alemanha, França e Suíça serão objeto de grandes perdas. Se  precisarão importantes resgates, o que polarizará as maiorias que pagam  impostos e os banqueiros na Alemanha e França. A militancia sindical e o  pseudo "populismo" direitista (neofascismo) intensificarão as lutas  nacionais e de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É menos provável que uma Europa polarizada, fragmentada e deprimida  se una a uma aventura militar estadunidense inspirada pelos sionistas  contra o Irã (ou inclusive a Síria). Uma Europa assediada pela crise se  oporá à atitude de confrontação de Washington contra a Rússia e a China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estados Unidos: a recessão volta com vingança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia estadunidense sofrerá as consequências de seu grande  déficit fiscal e não poderá sair da recessão mundial de 2012 mediante a  despesa. Também não poderá superar o crescimento negativo mediante a  exportação para a Ásia anteriormente dinâmica, porque a China, Índia e o  resto da Ásia estão perdendo impulso econômico. A China crescerá muito  menos que sua média de 9%. A Índia decrescerá de 8% a 5% ou mais. Por  outra parte, a política militar de afastamento do regime de Obama, sua  política de exclusão e protecionismo excluirá qualquer estímulo novo que  proceda da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O militarismo agrava a depressão econômica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estados Unidos e o Reino Unido serão os maiores perdedores na  reconstrução econômica da pós-guerra iraquiana. Dos projetos de  infraestrutura por valor de 186 biliões de dólares, Estados Unidos e o  Reino Unido ganharão menos de 5% (Financial Times 16 de dezembro de  2011). O resultado será parecido na Líbia e outros lugares. O  militarismo imperial dos Estados Unidos destrói a seu adversário,  enche-se de dívidas para fazê-lo e as entidades civis cosechan os  lucrativos contratos econômicos de reconstrução da pós-guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia estadunidense se contrairá em 2012 e um pronunciado  incremento do desemprego substituirá a "recuperação sem criação de  emprego de 2011" . Além disso, toda a força de trabalho se encolherá à  medida que a gente que já não recebe prestações por desemprego deixa de  se inscrever [como desempregados].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração da mão de obra ("produtividade") se intensificará à  medida que os capitalistas obrigam os trabalhadores a produzirem mais  por menos dinheiro e desta maneira se alarga a distância salarial entre  rendimentos e lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortes selvagens nos programas sociais acompanharão a depressão  econômica e o aumento do desemprego, com o objetivo de subvencionar os  bancos e as indústrias com problemas financeiros. Os debates entre os  partidos terão como tema a dimensão dos cortes para os trabalhadores e  pensionistas com o fim de tentar a "confiança" dos titulares de búnus.  Confrontado com opções igualmente limitadas, as eleitoras e eleitores  reagirão mediante a rejeição dos cargos atuais, a abstenção ou a  mobilização em massa organizada e espontânea, como o protesto Occupy  Wall Street. O descontentamento, a hostilidade e a frustração  impregnarão a sociedade. Os demagogos do Partido Democrata vitimizarão a  China; os demagogos do Partido Republicano culparão aos imigrantes. Os  dois fulminarão os "fascistas islâmicos", especialmente o Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novas guerras no meio da crise: os sionistas apertam o gatilho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "52 presidentes das principais organizações judias  estadounidenses" e seus seguidores "Israel é o primeiro" no Congresso, o  Departamento de Estado, o Departamento do Tesouro e o Pentágono  fomentarão a guerra com Irã. Se tiverem sucesso, a consequência será uma  conflagração regional e a depressão mundial. Dado o sucesso do regime  extremista israelense para conseguir a obediência cega do Congresso  estadunidense e a Casa Branca a respeito de suas políticas bélicas, há  que descartar qualquer dúvida.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;China: mecanismos compensatórios em 2012&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China vai enfrentar a recessão global de 2012 com várias  possibilidades de aminorar suas consequências. Pequim poderia produzir  bens e serviços para os 700 milhões de consumidores internos que  atualmente estão fora do circuito econômico. Ao aumentar os salários, os  serviços sociais e a segurança do meio ambiente, a China poderia  compensar a perda de mercados exteriores. O crescimento econômico da  China, que depende fortemente da especulação imobiliária, vai se ver  afetado adversamente quando essa bolha rebentar. Vai se produzir uma  forte depressão, falências nas prefeituras e mais conflito social e de  classes. Isto poderia trazer mais repressão ou uma gradual  democratização, o que afetará profundamente aos relacionamentos entre o  mercado e o Estado. O mais provável é que a crise econômica fortalecerá o  controle estatal do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rússia enfrenta a crise&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Rússia a eleição do Presidente Putin conduzirá a menos apoio dos  levantamentos e sanções promovidas pelos Estados Unidos contra os  aliados e sócios comerciais russos. Putin reforçará seus vínculos com a  China e se beneficiará da desintegração da UE e o debilitamiento da  OTAN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição apoiada pelos meios ocidentais utilizará sua influência  financeira para erodir a imagem de Putin e alentar os boicotes ao  investimento, embora vá perder as eleições presidenciais por uma margem  grande. A recessão mundial debilitará a economia russa e a forçará a  escolher entre uma maior propriedade pública ou uma maior dependência de  fundos estatais para resgatar a destacados oligarcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A transição entre 2011 e 2012: do estancamento e a recessão regionais à crise mundial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano 2011 preparou a infraestrutura para a desintegração da União  Europeia. A crise começou com a morte do euro, o estancamento nos  Estados Unidos e o rebentamento de protestos em massa contra as  desigualdades obscenas a nível mundial. Os acontecimentos de 2011  constituíram um ensaio geral do novo ano de guerras comerciais em larga  escala entre as grandes potências, o que agudizará as lutas  imperialistas e a probabilidade de que as rebeliões populares se  convertam em revoluções. Além disso, o aumento da febre bélica  orquestrada pelos sionistas contra o Irã em 2011 promete converter-se na  maior guerra regional desde o conflito entre os Estados Unidos, Índia e  China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, o regime de Obama anunciou uma política de confrontação  militar com a Rússia e a China e outras políticas destinadas a desgastar  e degradar o auge da China como poder econômico mundial. Frente à  crescente recessão econômica e ao declínio dos mercados exteriores,  sobretudo na Europa, se desenvolverá uma importante guerra comercial.  Washington perseguirá com agressividade políticas que limitem as  exportações e investimentos chineses. A Casa Branca incrementará seus  esforços para desestabilizar o comércio e investimentos da China na  Ásia, África e outros locais. Podemos esperar maiores esforços por parte  dos Estados Unidos para explorar os conflitos internos étnicos e  populares e para incrementar sua presença militar frente à costa  chinesa. Também não deve ser descartado uma grande provocação ou  incidente fabricado dentro deste contexto. Em 2012 isto poderia originar  raivosos apelos chauvinistas a uma nova e cara "Guerra Fria". Obama  proporcionou o enquadramento e a justificativa para uma confrontação em  larga escala e longo prazo com a China, o que se interpretará como um  esforço desesperado de sustentar a influência estadounidense e as  posições estratégicas na Ásia. O "quadrilátero de poder" militar  estadunidense -Estados Unidos, Japão, Austrália e Coreia do Sul- com o  apoio satélite das Filipinas, enfrentará os vínculos de mercado da China  com a propaganda militar de Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Europa: mais austeridade e luta de classes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas de austeridade impostos na Europa, desde o Reino Unido a  Latvia e Europa do sul vão se consolidar em 2012. Demissões em massa no  setor público e menos salários e empregos no setor privado conduzirão a  um ano de luta de classes e contínuos desafios aos governos. As  suspensões de pagamento acompanharão as "políticas de austeridade" no  sul, o que dará como resultado falências de bancos na França e Alemanha.  A classe financeira dirigente do Reino Unido, isolada da Europa mas  predominante ali, encorajará os conservadores a "reprimirem" os  distúrbios populares e trabalhistas. Emergirá um novo estilo de governo  autocrático "neoThatcher"; a oposição sindical emitirá protestos vazias e  tensará a correia do povão rebelde. Em resumo, as regressivas políticas  socioeconómicas introduzidas em 2011 estabeleceram o palco para novos  regimes de estados policiais e possíveis confrontações sangrentas mais  intensas com os trabalhadores e jovens desempregados sem futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As guerras futuras que porão fim aos Estados Unidos como o conhecemos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dos Estados Unidos, Obama pôs os alicerces para uma nova e  grande guerra no Oriente Próximo, concentrando os soldados que operavam  no Iraq e Afeganistão contra o Irã. Com o fim de prejudicar o Irã,  Washington está desenvolvendo operações militares e civis clandestinas  contra os aliados iranianos na Síria, Paquistão, Venezuela e China. A  chave da estratégia bélica dos Estados Unidos e Israel contra o Irã é  uma série de guerras em estados próximos, sanções econômicas em escala  mundial, ataques cibernéticos destinados a neutralizar indústrias vitais  e assassinatos terroristas clandestinos de cientistas e militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impulso, o planejamento e a execução das políticas estadounidenses  que conduzirão à guerra com Irã podem ser atribuído empiricamente e sem  nenhuma dúvida à configuração sionista de poder (CSP) que ocupa posições  estratégicas no governo estadunidense, os meios de comunicação de  massas e a "sociedade civil". Uma análise sistemática dos desenhadores  das políticas estadunidenses que implementam as sanções econômicas no  Congresso descobrirá os papéis fundamentais que exercem os  "megasionistas" ("Israel é o primeiro") Ileana Ros-Lehtinen e Howard  Berman; Dennis Ross na Casa Branca , Jeffrey Feltman no Departamento de  Estado e Stuart Levy e seu substituto David Cohen no Departamento do  Tesouro. A Casa Branca está totalmente em dívida com os recaudadores de  fundos sionistas e recebe ordens dos "52 presidentes das principais  organizações judaicas estadunidenses". A estratégia israelense-sionista é  abafar o Irã, debilitá-lo economicamente e atacá-lo militarmente. A  invasão do Iraq foi a primeira guerra dos Estados Unidos realizada para  Israel; a guerra de Líbia a segunda; a atual guerra por poderes contra  Síria é a terça. Estas guerras destruíram ou estão destruindo os  adversários de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011 as sanções econômicas desenhadas para criar descontentamento  no Irã foram as principais armas escolhidas. A campanha de sanções  globais ocupou todas as energias dos principais grupos de pressão  judeu-sionistas. Não encontraram nenhuma oposição nos meios de  comunicação de massas, o Congresso ou a Casa Branca. A CSP não recebeu  praticamente nenhuma crítica por parte das revistas, movimentos ou  grupos socialistas, de esquerdas ou progressistas, salvo poucas insignes  exceções. A transferência de tropas estadunidenses de Iraq às  fronteiras do Irã realizado no ano passado, as sanções e o impulso da  Quinta Coluna de Israel dentro dos Estados Unidos estenderam a guerra em  Oriente Próximo. Isto seguramente significará uma agressão "surpresa"  aérea e marítima por parte das forças estadounidenses, baseada no  pretexto de "iminente ataque nuclear" tecido pelo Mossad israelense e  fielmente transmitido pela CSP a seus lacaios do Congresso estadunidense  e a Casa Branca para o consumo mundial. Será uma guerra longa,  sangrenta e destrutiva para Israel; Estados Unidos assumirá as despesas  militares diretas e o resto do mundo pagará o caríssimo preço econômico.  A guerra dos Estados Unidos promovida pelos sionistas converterá a  recessão de princípios de 2012 em uma importante depressão para finais  do ano e provavelmente provocará levantamentos em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hPkn8dgQBFc/TwHV_KW3XLI/AAAAAAAABDs/myz-uQTuT_M/s1600/ValentinSerovTrabalhadoresdespertai.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="142" src="http://3.bp.blogspot.com/-hPkn8dgQBFc/TwHV_KW3XLI/AAAAAAAABDs/myz-uQTuT_M/s200/ValentinSerovTrabalhadoresdespertai.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tudo indica que 2012 será um ano decisivo de crise econômica  implacável que se estenderá desde a Europa e os Estados Unidos à Ásia e  suas dependências na África e América Latina. A crise será  verdadeiramente global. As confrontações imperiais e as guerras  coloniais minarão qualquer esforço de abrandar esta crise. Como  resposta, surgirão movimentos de massas cujos protestos e rebeliões,  esperemos, se transformarão em revoluções sociais e na tomada do poder  político.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-2778609378561962878?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/2778609378561962878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/2012-o-ano-do-juizo-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/2778609378561962878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/2778609378561962878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2012/01/2012-o-ano-do-juizo-final.html' title='2012, o ano do Juízo Final'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jHyVi5OdtKQ/TwHVjNCHoxI/AAAAAAAABDg/pY4v42wuZ98/s72-c/010112_imperialismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-4043900596133982592</id><published>2011-12-26T22:34:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T22:34:03.824-02:00</updated><title type='text'>Kim Jong-Il - A agressividade cínica do imperialismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Kmp3-avJN7M/TvkSbmZJRcI/AAAAAAAABDU/7CO_K09YeIM/s1600/COREIA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Kmp3-avJN7M/TvkSbmZJRcI/AAAAAAAABDU/7CO_K09YeIM/s1600/COREIA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;A morte do líder norte-coreano suscitou uma série de debates referentes o  caráter do sistema político existente na parte norte da península  coreana. Para alguns analistas burgueses, o modo como se deu a transição  da liderança após a morte de Kim Jong Il seria a prova concreta de que o  regime político do país é uma ditadura brutal, com traços dinásticos.  Logo após a morte do "Dirigente Kim Jong Il" (uma das várias maneiras  como os norte-coreanos se referem ao falecido líder) a agência KCNA  publicou uma nota exortando o povo norte-coreano a apoiar a nova  liderança encabeçada por Kim Jong-Un, filho de Kim Jong Il, que até  então era vice-presidente da Comissão Nacional de Defesa. É importante  ressaltarmos que durante a década de 90, época em que a RPDC passou por  um período que ficou conhecido como "Árdua Marcha" e a Comissão Nacional  de Defesa se tornou o organismo político mais importante do estado  norte-coreano, depois que o cargo de Presidente é extinto.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Kim Jong-Il se tornou o principal líder do país ocupando um cargo  distinto do que ocupava o seu pai, Kim Il Sung. Agora, após a morte de  Kim Jong Il, finalmente se confirma que Kim Jong-Un se converterá no  novo líder do país. A transição aparentemente hereditária da liderança  na Coréia Popular recebe os mais odiosos ataques da imprensa burguesa  mundial, que fala em "ditadura monárquica comunista" norte-coreana.  Poderíamos concordar com tal linha de argumentação se adotássemos um  método de analise raso e superficial, como a maioria dos jornalistas e  "analistas" propagandistas da ordem capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O que acontece na Coréia não pode ser compreendido sem antes de tudo não  levarmos em consideração o seu contexto histórico. A revolução coreana e  a construção socialista no norte da península desde sempre teve que  fazer frente aos mais variados tipos de maquinações imperialistas. A  Guerra da Coréia, iniciada já depois da fundação da República Popular  Democrática, foi uma demonstração clara de que os coreanos jamais  poderiam confiar nas boas intenções do imperialismo norte-americano e  seus aliados. Kim Il Sung foi o principal líder do povo norte-coreano  nesse período, convertendo-se em uma figura amada pela gigantesca  maioria do povo coreano. Durante a Guerra da Coréia, Kim Jong Il era  muito novo, mas existem relatos que afirmam que os seus interesses por  questões políticas já se manifestavam nessa época. Depois da libertação,  se engajou na construção socialista do país como ativo militante do  Partido do Trabalho da Coréia, participando de trabalhos voluntários no  campo e na construção civil; também participou de intensos debates  acadêmicos na Universidade Kim Il Sung.  Esses fizeram com que Kim Jong  Il se tornasse cada vez mais uma liderança popular na Coréia Socialista.  As Obras Escolhidas de Kim Jong Il que abordam tais períodos são  compostas por vários volumes e abordam uma ampla gama de assuntos:  filosofia, política, economia, defesa nacional.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Muitos quadros do Partido do Trabalho da Coréia começaram a apoiar a  ideia de que Kim Jong Il se convertesse em líder sucessor na RPDC e  assim foi depois que o Presidente Kim Il Sung faleceu. A questão da  transição da liderança é vista com grande preocupação pelo Partido do  Trabalho da Coréia. Para eles, trata-se de continuar a construção  revolucionária levando em consideração aquilo que foi feito pela geração  anterior, sem golpes de estado e difamação da liderança predecessora,  caminho que poderia dar origem a um "Kruschev coreano". Quando Kim Il  Sung morreu, uma das promessas feitas por Kim Jong Il seria a de "não  mudar um milímetro" daquilo que foi feito por Kim Il Sung, ou seja,  persistiria no caminho socialista dando em uma situação desfavorável  criada pela queda da URSS. Cumpriu o que prometeu e foi além,  conseguindo estabilizar o país economicamente superando a grave crise  econômica que assolou o país nos anos 90. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Qualquer notícia que fale em "crise econômica" e "fome" na Coréia  Popular nos dias de hoje é mera propaganda capitalista, não merecendo  sequer ser levada em consideração. Obviamente, não se trata aqui de  apontar que tudo no país vai bem, pois sabemos que o país enfrenta  diversos problemas, como na dificuldade de obtenção de divisas,  decorrente em grande parte pelo bloqueio econômico dos Estados Unidos e  aliados, que possui proporções mais devastadoras que o bloqueio cubano,  por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Diante de uma situação tão adversa criada pelo cerco imperialista, que  ameaça o país todos os dias, qual a forma encontrada pelo Partido do  Trabalho da Coréia em garantir o apoio e a unidade do povo entorno de  suas propostas? Fortalecer o papel da liderança, sendo o novo líder Kim  Jong Un quase que uma "criação científica" de líder político, que mesmo  que não possua o mesmo acumulo ideológico e prático de seus  antecessores, contará com ajuda de inúmeros quadros do Partido do  Trabalho da Coréia para exercer de modo exitoso suas funções. Porém, o  principal não é deixado de lado, e aí reside a diferença fundamental  entre a RPD da Coréia e os países burgueses que a difamam: na Coréia  Popular as massas populares são o "centro de tudo" (como eles gostam de  dizer). O que isso quer dizer? Quer dizer que a posição ocupada pelas  massas populares em seu conjunto (classe trabalhadora, camponeses,  intelectuais) é radicalmente diferente da posição ocupada pelas massas  populares nos países capitalistas. Não se trata de mera propaganda. Na  RPD da Coréia o povo participa e constrói sua vida política no dia a  dia, nas escolas, nas fábricas, fazendas coletivas e universidades. Para  tudo existem debates e discussões.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Para os ideólogos da ordem capitalista, democracia é sinônimo de  subserviência ao capital e eleições de fachada, onde nunca a ordem  estabelecida é questionada. Quantos dólares um cidadão norte-americano  precisa para ser eleito Presidente da República? Quantos reais um  político brasileiro precisa levantar para se tornar Deputado Federal? O  que é política para a maioria das pessoas que vivem em países  capitalistas? São questões que servem para refletir o verdadeiro caráter  da sociedade em que vivemos. Alguns poderão questionar: "Mas aqui eu  posso dizer o que eu quiser, não vou ser preso". Sim, talvez você  realmente não seja preso, mas também suas ideias nunca serão colocadas  em prática; e se você não é preso é justamente porque se criou uma  situação onde suas ideias dificilmente poderão ser colocadas em prática.  Caso as coisas se invertam, não tenha dúvidas que as classes dominantes  recorrerão à violência e ao arbítrio para preservar os seus interesses  fundamentais. Felizmente os norte-coreanos não precisam e não desejam  esse tipo de democracia.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Gabriel Martinez - Editor do Blog de &lt;a href="http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Solidariedade a Coréia Popular&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-4043900596133982592?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/4043900596133982592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/kim-jong-il-agressividade-cinica-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4043900596133982592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4043900596133982592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/kim-jong-il-agressividade-cinica-do.html' title='Kim Jong-Il - A agressividade cínica do imperialismo'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Kmp3-avJN7M/TvkSbmZJRcI/AAAAAAAABDU/7CO_K09YeIM/s72-c/COREIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-4833484415899564958</id><published>2011-12-26T12:39:00.001-02:00</published><updated>2011-12-26T13:11:29.265-02:00</updated><title type='text'>O perfeito imbecil politicamente incorreto</title><content type='html'>&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-6483223878996540929" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CY&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;NARA MENEZES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Jornalista&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; font-family: Verdana,sans-serif; margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/nelson-300x200.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/10/nelson-300x200.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir&lt;br /&gt;contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis&lt;br /&gt;em nome de uma pretensa independência de opinião.&lt;br /&gt;Saiba como reconhecê-lo.&lt;br /&gt;Figura: Reprodução&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Em 1996, três jornalistas – entre eles o filho do Nobel  de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro – lançaram com estardalhaço o  “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às  idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do  pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a  obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo  econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze  anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o  perfeito idiota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua  sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo  latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se  sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas  possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no  fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de  fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem  vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se  dividem em três grupos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; 1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs  (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o  pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de  cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil.  Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com  uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as  posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as  denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de  “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de  “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um  torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de  idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários  com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os  corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para  ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros  elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os  ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é  confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; 2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a  do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou  Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor  possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros,  feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da  “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é  uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é  admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode  processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou  no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do  patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito  pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se  defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente  saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; 3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa  ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais  tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase  “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele  esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um  incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o  negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer.  Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera  normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros,  e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo  brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma  “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino)  possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de  ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não  é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não  possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes  imbecis politicamente incorretos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;O texto "&lt;b&gt;O perfeito imbecil politicamente incorreto&lt;/b&gt;" foi originalmente publicado no site da revista &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/"&gt;&lt;i&gt;Carta Capital&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/o-perfeito-imbecil-politicamente-incorreto/"&gt;http://www.cartacapital.com.br/politica/o-perfeito-imbecil-politicamente-incorreto/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span class="post-author vcard" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;UJC Porto Alegre&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://ujcportoalegre.blogspot.com/2011/12/o-perfeito-imbecil-politicamente.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2011-12-25T23:05:00-02:00"&gt;23:05&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="post-timestamp" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-4833484415899564958?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/4833484415899564958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/o-perfeito-imbecil-politicamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4833484415899564958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4833484415899564958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/o-perfeito-imbecil-politicamente.html' title='O perfeito imbecil politicamente incorreto'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-736864142108446806</id><published>2011-12-26T10:37:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T10:37:08.443-02:00</updated><title type='text'>Uri Avnery: como a “esquerda pós-sionista” apoia a intervenção imperialista na Líbia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="entr_single" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uri Avnery  define-se como um «pós-sionista».  Fundou o Bloco da Paz (Gush Shalom) e milita a favor da “solução dos  dois Estados (Israel e Palestina)”. Confirma-se como partidário do  dispositivo militar estado-unidense/israelita no Médio Oriente.  Apresentado como um ícone da esquerda radical israelita, Uri Avnery  quereria ao mesmo tempo salvar o projecto sionista e reduzir o  sofrimento dos palestinos. E, por outro lado, apoia a colonização da  Líbia, desde que inclua um alibi humanitário.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="entr_single" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="entr_single" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="entrytext" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d8ngAKieIiQ/TvhqYMohTaI/AAAAAAAABDI/b8APTw-xavs/s1600/petroleo-obama.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://1.bp.blogspot.com/-d8ngAKieIiQ/TvhqYMohTaI/AAAAAAAABDI/b8APTw-xavs/s320/petroleo-obama.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Distanciando-se embora ligeiramente do seu  conteúdo, o diário italiano Il Manifesto dedica integralmente a página 9  da sua edição de 2 de Novembro a uma artigo de Uri Avnery. O título  sintetiza bem o conteúdo desse texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Não” à intervenção dos Estados Unidos no Vietnam, no  Afeganistão e no Iraque, mas “sim” à intervenção da aliança atlântica no  Kosovo e na Líbia. Eu digo: “Bendita OTAN”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me quero referir a argumentos que já abordei em múltiplas  ocasiões anteriormente. Não vale a pena polemizar com um “democrata”  que, ao legitimar até a guerra contra a Iugoslávia (desencadeada à  margem de qualquer mandato da ONU), se posiciona de facto a favor da  ditadura internacional dos Estados Unidos e da OTAN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valerá a pena sublinhar que este autor, entre as intervenções  humanitárias consideradas legítimas, não inclui aquela que, seguindo a  mesma lógica humanitária, poderia exigir-se contra Israel, responsável  pelo interminável martírio imposto ao povo palestino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o que é de facto impossível deixar de mencionar é esta pérola  de Uri Avnery. Escreve ele: &lt;i&gt;“Oponho-me à pena de morte sob qualquer das  suas formas. Repugnam-me as execuções, seja no Texas ou na China”. É uma  pena que não mencione as execuções extra-judiciais que os EUA e Israel  cometem diariamente e que têm desde há anos como alvo, em especial,  qualquer palestino sobre o qual recaia a mais mínima suspeita de ser  “terrorista” ou de ter pelo menos a intenção de opor algum tipo de  resistência à ocupação. “A pena de morte sob qualquer das suas formas”  parece-lhe “repugnante”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as formas excepto a mais odiosa, a que se decreta fora de  qualquer tribunal e fora de qualquer julgamento legal, e que  frequentemente vem acompanhada por “danos colaterais”, ao custar também  as vidas a parentes e amigos, mulheres e crianças incluídas, daqueles  que são assim condenados à morte sem serem alvo de processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Domenico Losurdo é professor de História da Filosofia na  Universidade de Urbino (Itália). Dirige desde 1988 a Internationale  Gesellschaft Hegel-Marx für Dialektisches Denken e é membro fundador da  Associazione Marx XXIesimo secolo. O seu mais recente livro publicado é  “La non-violenza, Una storia fuori dal mito” (Laterza, 2010).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Este artigo foi publicado por lahaine_org.htm&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2320"&gt;http://www.odiario.info/?p=2320&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-736864142108446806?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/736864142108446806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/uri-avnery-como-esquerda-pos-sionista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/736864142108446806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/736864142108446806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/uri-avnery-como-esquerda-pos-sionista.html' title='Uri Avnery: como a “esquerda pós-sionista” apoia a intervenção imperialista na Líbia'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-d8ngAKieIiQ/TvhqYMohTaI/AAAAAAAABDI/b8APTw-xavs/s72-c/petroleo-obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-4554502497370782585</id><published>2011-12-10T21:25:00.005-02:00</published><updated>2011-12-10T21:25:00.470-02:00</updated><title type='text'>Marxismo e direitos humanos</title><content type='html'>&lt;b&gt;Marco Mondaini&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; word-spacing: 1px;"&gt;1. Publicado em fevereiro de 1844 no primeiro e único número dos &lt;i&gt;Anais Franco-Alemães&lt;/i&gt;, junto à &lt;i&gt;Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Questão Judaica&lt;/i&gt;  representa o ato de fundação da crítica marxista aos direitos humanos.  Escrito por Karl Marx no ano de 1843 quando tinha apenas 25 anos de  idade, o ensaio é um texto de polêmica contra o jovem hegeliano Bruno  Bauer em sua análise da religião judaica [1].&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; word-spacing: 1px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify; word-spacing: 1px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nf6aTw-ny5Y/TuPCkx4DkdI/AAAAAAAABCs/JGCsCRYdVxk/s1600/DEMOCRACIA+BURGUESA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-nf6aTw-ny5Y/TuPCkx4DkdI/AAAAAAAABCs/JGCsCRYdVxk/s400/DEMOCRACIA+BURGUESA.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Então, o jovem  Marx realiza duas distinções que acabariam se tornando recorrentes  dentro da tradição teórico-política por ele fundada no decorrer do  século XIX: 1) emancipação política e emancipação humana; 2) direitos do  homem e direitos do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio da primeira distinção,  busca-se mostrar que a separação entre Estado e religião, isto é, a  ultrapassagem da religião de Estado por meio da edificação de um Estado  laico (a emancipação política da religião), não acarreta a libertação do  ser humano em relação ao sentimento religioso (a emancipação humana da  religião), da mesma forma que a diminuição do peso da propriedade  privada na formação do corpo eleitoral, o amolecimento do sufrágio  censitário, não torna o homem livre da propriedade privada. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O  limite da emancipação política manifesta-se imediatamente no fato de  que o Estado pode livrar-se de um limite sem que o homem dele se liberte  realmente, no fato de que o Estado pode ser um Estado livre sem que o  homem seja um &lt;i&gt;homem livre&lt;/i&gt; [...] Portanto, o Estado pode ter se emancipado da religião, ainda que e inclusive, a grande maioria continue religiosa. E a &lt;i&gt;grande maioria&lt;/i&gt; não deixará de ser religiosa pelo fato da sua religiosidade ser algo puramente &lt;i&gt;privado&lt;/i&gt; (MARX, 2005: 19). &lt;/blockquote&gt;Assim,  o problema da democracia conquistada por meio da emancipação política  estaria localizado exatamente no fato de manter o homem como um ser  alienado já que a emancipação do Estado político em relação à religião  ou à propriedade não acarreta a emancipação do homem real em relação a  estas duas, que são devidamente mantidas em pé no interior da sociedade  civil burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desse contexto, devido à falta de  radicalidade que a move, a emancipação política sempre estaria envolta  por contradições não resolvidas, diferentemente da emancipação humana,  única realmente capaz de transformar o homem num ser livre, já que não  recorreria ao subterfúgio da transferência do problema da religião ou da  propriedade do mundo público para o mundo privado, pois que, libertando  o homem no campo público e mantendo-o preso privadamente, mesmo sendo  eliminadas politicamente, religião e propriedade continuariam sendo  pressupostos da vida social burguesa real, não sendo suprimidas dessa  esfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cisão do homem entre a vida pública e a vida privada,  levada a cabo através da emancipação política, encontra-se na base da  segunda distinção estabelecida pelo jovem Marx – aquela realizada entre  os direitos do homem (&lt;i&gt;droits de l’homme&lt;/i&gt;) e os direitos do cidadão (&lt;i&gt;droits du citoyen&lt;/i&gt;),  ou seja, por um lado, os direitos do homem burguês que não passa de uma  mônada isolada dobrada sobre si mesma, os direitos do homem egoísta, os  direitos do interesse pessoal, os direitos do homem separado do homem e  da comunidade, enfim, os direitos do membro da sociedade civil  burguesa, e, por outro lado, os direitos do membro da comunidade  política, a aparência política da sociedade civil burguesa, que, como  tal, se submete à essência social burguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, para Marx, os direitos do homem acabam submetendo os direitos do cidadão à medida que o &lt;i&gt;citoyen&lt;/i&gt; é declarado servo do &lt;i&gt;homme&lt;/i&gt; egoísta, do &lt;i&gt;bourgeois&lt;/i&gt;.  Com isso, a revolução política levada a cabo pelos direitos humanos  realiza a dissolução da vida burguesa sem criticá-la radicalmente, isto  é, sem questionar o fato de que o cidadão na democracia política é  apenas uma abstração submissa ao burguês, um ser alienado, não um ser  genérico real, que não consegue ter consciência do fato de que o cidadão  abstrato é a forma que mantém velado o homem egoísta. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Finalmente, o homem enquanto membro da sociedade burguesa é considerado como o &lt;i&gt;verdadeiro&lt;/i&gt; homem, como &lt;i&gt;homme&lt;/i&gt;, distinto do &lt;i&gt;citoyen&lt;/i&gt; por se tratar do homem em sua existência sensível e individual &lt;i&gt;imediata&lt;/i&gt;, ao passo que o homem &lt;i&gt;político&lt;/i&gt; é apenas o homem abstrato, artificial, &lt;i&gt;alegórico&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;moral&lt;/i&gt;. O homem real só é reconhecido sob a forma de indivíduo &lt;i&gt;egoísta&lt;/i&gt;; e o homem verdadeiro, sob a forma do &lt;i&gt;citoyen abstrato&lt;/i&gt;” (MARX, 2005: 41).&lt;/blockquote&gt;Daí  a conclusão de Marx de que, por meio da emancipação política, o homem é  apenas e tão somente reduzido, de um lado, a membro da sociedade  burguesa, a indivíduo &lt;i&gt;egoísta independente&lt;/i&gt; e, de outro lado, a &lt;i&gt;cidadão do Estado&lt;/i&gt;,  a pessoa moral, cabendo à emancipação humana a tarefa histórica  desalienante de fazer com que o homem individual real recupere em si o  cidadão abstrato, convertendo-se assim, como homem individual, em ser  humano genérico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx retomaria a polêmica contra Bruno Bauer e a  análise crítica dos direitos humanos no primeiro livro escrito junto a  Friedrich Engels, no ano de 1845: &lt;i&gt;A Sagrada Família&lt;/i&gt;. Nessa ocasião, em conformidade com o que havia sido argumentado dois anos antes em &lt;i&gt;A Questão Judaica&lt;/i&gt;,  indica-se que o reconhecimento da livre personalidade humana, já  contida nos direitos gerais do homem, nada mais seria que o  reconhecimento do indivíduo egoísta burguês, o que significa, por  conseguinte, que: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] os &lt;i&gt;direitos humanos&lt;/i&gt; não emancipam o homem da religião, senão que lhe outorgam &lt;i&gt;liberdade religiosa&lt;/i&gt;; não o emancipam da propriedade, senão que lhe conferem a &lt;i&gt;liberdade de propriedade&lt;/i&gt;; não o emancipam das redes de lucro, senão que lhe outorgam a &lt;i&gt;liberdade industrial&lt;/i&gt; (MARX, 2005: 78-9) [2]. &lt;/blockquote&gt;Em  suma, para Marx, os direitos humanos seriam o instrumento da conquista  da emancipação política, mas, enquanto tais, não passariam de um produto  da sociedade burguesa, na qual a conquista da liberdade do indivíduo  implica sempre a limitação da liberdade dos outros indivíduos e não a  sua realização junto a esta última. Os direitos humanos, dentro desse  contexto, desempenhariam a função de instrumento de delimitação da  individualidade dos homens livres, que, na vida real, estariam envoltos  na clássica “guerra de uns contra os outros” hobbesiana. Com isso, a  escravidão da sociedade burguesa ganharia a aparência da sua maior  liberdade — isso, através da substituição do que antes era privilégio  pelo direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Mesmo sem tratar diretamente da questão dos direitos humanos e apesar de não ser um texto de natureza filosófica, &lt;i&gt;A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky&lt;/i&gt; de Lenin ocupa um lugar certo na construção da crítica marxista sobre a temática em questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito  no ano de 1918, com o escopo de defender a dissolução da Assembleia  Nacional Constituinte pelos bolcheviques e rebater as teses enunciadas  pelo líder da social democracia alemã, Karl Kautsky, em &lt;i&gt;A Ditadura do Proletariado&lt;/i&gt;,  o livro de Lenin foi um dos maiores responsáveis pela afirmação da  dicotomia entre democracia burguesa e democracia proletária no interior  do pensamento marxista e dos partidos comunistas mundo afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  Lenin, não haveria sentido algum em falar de democracia em geral, de  democracia pura, em uma sociedade dividida em classes, podendo-se falar  apenas de democracia de classe enquanto existirem classes diferentes.  Por conseguinte, seria inevitável a pergunta: democracia, para que  classe? Somente assim seria possível a percepção de que a democracia  pura não passa de um meio para se esconder o caráter de classe da  democracia burguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outra maneira, à medida que é  compreendida como um conceito jurídico e formal, a democracia se reduz a  uma aparência responsável pelo encobrimento da dominação das massas  pela burguesia, uma expressão ideológica da ditadura de classe burguesa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio desenvolvido pelo líder da Revolução Russa não  deixa margem a qualquer espécie de dúvida. Em função da sua essência  burguesa, a democracia contemporânea, isto é, capitalista, seria uma  democracia para os ricos, sendo a igualdade formal apenas o tipo de  igualdade desejado pelos capitalistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a  conclusão a que chega Lenin sobre as instituições representativas parece  óbvia. O parlamento é uma instituição burguesa, comandada por uma  classe hostil, uma minoria exploradora, sendo um instrumento de opressão  dos proletários, inteiramente alheio aos interesses destes últimos,  diversamente do instituto revolucionário de participação criado no  decorrer do processo revolucionário russo – os sovietes. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A democracia proletária é &lt;i&gt;um milhão de vezes&lt;/i&gt;  mais democrática que qualquer democracia burguesa. O Poder Soviético é  um milhão de vezes mais democrático que a mais democrática república  burguesa (LENIN, 1980: 19) [3]. &lt;/blockquote&gt;3. Antes mesmo de alguns  marxismos terem sido arejados pelos ventos que passaram a soprar no  pós-Segunda Guerra Mundial, as reflexões levadas a cabo por Antonio  Gramsci assinalam a vitalidade de uma cabeça sempre aberta à  incorporação dos novos traços presentes numa realidade social em  contínuo (e acelerado) movimento, a exemplo da realidade europeia dos  anos 1920 e 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensador italiano que fundou o Partido  Comunista Italiano, em 1921, deu-se conta de que o Estado capitalista  não era mais o mesmo que aquele existente nas análises implementadas por  Marx durante o século XIX, em particular, aquelas realizadas em torno  de 1848. O Estado não se reduzia mais a um aparelho estritamente  coercitivo, que se mantinha única e exclusivamente por intermédio do uso  da força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado sofrera um processo de “ampliação”, não sendo mais aquela estrutura “restrita” dos anos mil e oitocentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  novo Estado capitalista tornara-se progressivamente um complexo formado  por dois planos: a) a “sociedade civil” — plano constituído por  instituições responsáveis pela construção da “hegemonia”, do “consenso”;  b) a “sociedade política” — plano constituído por instituições  responsáveis pela imposição da “dominação”, da “coerção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o Estado havia se tornado “hegemonia revestida de coerção” (GRAMSCI, 2001: 20-1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa  distinção inicial, Gramsci estabelece, como corolário, uma  diferenciação entre duas formas possíveis de Estado na  contemporaneidade: aquele típico dos países do “Ocidente”, onde há uma  relação equilibrada entre “sociedade civil” e “sociedade política”, e  aquele próprio das nações do “Oriente”, onde a “sociedade política” é  tudo e a “sociedade civil” é gelatinosa (GRAMSCI, 2000: 262). &lt;br /&gt;Enquanto  no “Oriente”, a luta pela transformação social ainda deveria passar por  uma “via insurrecional” (“guerra de movimento”), no “Ocidente”, já  haveria a possibilidade de uma batalha no campo das ideias, de uma  disputa por “hegemonia”, pela “direção intelectual e moral” nas  “trincheiras da sociedade civil” (“guerra de posição”) (GRAMSCI, 2000:  24). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a existência de uma nova forma estatal  trazia consigo a exigência de uma nova maneira de revolucioná-la. A luta  pela mudança já poderia ser implementada no âmbito de instituições como  a escola, o sindicato, a imprensa etc, tornadas campos de disputa  ideológica, de confrontação entre projetos de organização social  divergentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desse contexto, nas análises gramscianas, o  direito estaria situado ainda no plano da “sociedade política”. Isso  fica claro quando Gramsci afirma que o “aparelho da coerção estatal  [...] assegura ‘legalmente’ a disciplina dos grupos que não  ‘consentem’”, que o “‘domínio direto’ [...] se expressa no Estado e no  governo ‘jurídico’” (GRAMSCI, 2001: 20-1). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está, pois, que  o direito não seria espaço de luta por “hegemonia”, de uma “batalha de  ideias”, já que seu caráter seria de pura legitimação, no nível da  construção da legalidade, das estruturas dominantes do poder  capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, aí, o progresso e o limite contidos nas  conclusões presentes na obra do pensador sardo. De uma parte, ele  avançou na percepção das estruturas políticas do novo Estado  capitalista, das novas relações estabelecidas entre governantes e  governados, e das maneiras de transformá-las. De outra parte, ele não  conseguiu superar a visão tradicional do direito como instrumento  auxiliar de dominação de classe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se Gramsci não superou  tais barreiras, é inquestionável o fato de que conseguiu lançar as  sementes para uma nova visualização do direito com a sua renovada teoria  política, deixando a colheita dessa nova visão para futuras gerações do  pensamento marxista, como veremos mais è frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condicionar a  potencialidade valorativa dos direitos humanos contida no pensamento de  Gramsci (o ato de lançamento das sementes), não deve ser ignorado o seu  reconhecimento, por meio da leitura da obra do historiador italiano  Gaetano Salvemini, durante os anos de cárcere, da dimensão popular da  Revolução Francesa, reconhecimento este que se encontra na base da  possibilidade futura de “adoção de uma perspectiva dos direitos humanos à  maneira do ‘olho do pardal’, em vez de os direitos humanos como governo  das leis, à maneira do olho olímpico da águia” (DAVIDSON e WEEKLEY,  2003: 84-5). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, parece-me pertinente afirmar que a obra de  Gramsci, como potência, é capaz de impulsionar uma “concepção teórica  dos direitos humanos a partir de baixo” – isso, não obstante o fato de  Gramsci, no período pré-carcerário, ter compartilhado integralmente a  crítica feita pelo jovem Marx aos direitos humanos, na &lt;i&gt;Questão Judaica&lt;/i&gt;: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Gramsci  reitera a crítica marxiana à proteção dos direitos do “indivíduo  burguês egoísta” — a figura real subjacente ao indivíduo abstrato —, de  forma ainda mais incisiva, num famoso ensaio dos primeiros tempos, “A  soberania da lei”, de 1916. Ele insiste que o Estado baseado na  “soberania popular” de um corpo de cidadãos estruturado em direitos era  apenas uma ditadura disfarçada de “poder legal”; seu objetivo era a  proteção da propriedade privada [...] Assim, Gramsci argumentava que a  luta da classe trabalhadora para estabelecer laços verdadeiramente  humanos numa nova ordem devia substituir o “cidadão-indivíduo” pelo  companheiro e as liberdades do primeiro, pela solidariedade do segundo  (DAVIDSON e WEEKLEY, 2003: 86-7).&lt;/blockquote&gt;4. O filósofo francês  Claude Lefort assinalou com precisão o ponto central do equívoco  cometido por Marx em relação aos direitos humanos, numa análise que, de  certa forma, pode ser estendida ao entendimento da questão democrática  por Lenin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lefort, tal equívoco estaria situado na não  percepção de que a descoberta dos direitos humanos e da democracia nasce  da luta de classes, dos movimentos populares e operários, não sendo uma  pura invenção da burguesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz de Marx, os direitos humanos  não seriam mais que uma ilusão política — necessária, mas transitória —  existente enquanto a emancipação política não se transformasse em  emancipação humana. Com isso, a liberdade de consciência, por exemplo,  deixa de ser vista como uma conquista de caráter universal nascida do  combate ao Antigo Regime para se transformar em uma simples ficção  democrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Marx não se inquieta em demonstrar que os  principais enunciados contidos na Declaração dos Direitos do Homem e do  Cidadão são transgredidos na prática, através de uma interpretação  burguesa da lei — pelo contrário, ele rejeita a própria função da lei  escrita, apagando a dimensão da lei enquanto tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marx não  consegue ver a dimensão exata da mutação histórica acontecida com o  advento do Estado de Direito, no qual o político se transforma à medida  que o poder passa a ter de conviver com limites, isto é, o poder começa a  ter de se relacionar com uma força exterior a ele — a força do direito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda. A partir do momento em que passou a reproduzir a  ideia de que forma e conteúdo estabelecem entre si uma relação de  oposição, sendo o direito nada mais que uma máscara das relações  burguesas, Marx pôs o primeiro tijolo na parede que seria erguida entre  uma boa parte dos marxistas e a compreensão da luta e conquista de novos  direitos, a compreensão de que é na luta por novos direitos que  indivíduos e grupos sociais tendem a modificar a trama da sociedade  política, sem esperar por uma solução global dos conflitos ou a hora H  da conquista do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, de acordo com Lefort, as lutas  sociais dos trabalhadores deitam raízes exatamente na consciência do  direito e não no objetivo da tomada do poder do Estado, são lutas de  minorias políticas diferentes que se percebem unidas em torno da luta  por seus direitos, o que atesta a eficácia simbólica da noção de  direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outra maneira, o que une indivíduos e grupos  sociais diversos entre si, sem fundi-los num corpo só, é a luta por  novos direitos e não a luta pela construção de um poder Uno, a luta pela  indeterminação do social, isto é, pela democracia e pelos direitos  humanos. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Política dos direitos do homem, política  democrática, duas maneiras, pois, de responder à mesma exigência:  explorar os recursos de liberdade e criatividade nos quais se abebera  uma experiência que acolhe os efeitos da divisão; resistir à tentação de  trocar o presente pelo futuro; fazer o esforço ao contrário para ler no  presente as linhas de sorte indicadas com a defesa dos direitos  adquiridos e a reivindicação dos direitos novos, aprendendo a  distingui-los do que é apenas a satisfação do interesse. E quem disser  que a tal política falta audácia, que volte os olhos para os soviéticos,  para os poloneses, os húngaros, os tchecos ou os chineses em revolta  contra o totalitarismo: são eles que nos ensinam a decifrar o sentido da  prática política (LEFORT, 1983: 69). &lt;/blockquote&gt;5. O filósofo do  direito espanhol Gregorio Peces-Barba também localizou o núcleo do  equívoco da recusa dos direitos humanos pelo pensamento marxista no  interior da própria obra de Marx, tendo sido Lenin aquele que realizou  concretamente tal recusa por meio da sua crítica ferrenha ao sistema  político liberal do Estado parlamentar representativo, em nome da  ditadura do proletariado, que, na prática, representou a ditadura do  partido-vanguarda do proletariado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o equívoco original de Marx teria raízes históricas à medida que, quando da redação de &lt;i&gt;A Questão Judaica&lt;/i&gt;,  o processo de generalização dos direitos humanos encontrava-se apenas  nos seus inícios, estando a nascente classe operária desprovida de  direitos políticos essenciais para a construção da luta posterior pelos  direitos sociais, a exemplo do sufrágio universal e da liberdade de  associação, o que obviamente acarretava a sua marginalização dentro do  sistema parlamentar representativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...]  O núcleo do erro de Marx é a sua ligação com o modelo histórico dos  direitos do homem, que considera como o único possível, a sua  incapacidade de compreender o sentido capaz de transformar o conceito e o  seu dinamismo, através do qual os direitos escaparam da dependência da  classe burguesa que os criou (PECES-BARBA, 1993: 76). &lt;/blockquote&gt;Dentro  desse contexto, estando a gênese do equívoco marxista em relação aos  direitos humanos situada no próprio Marx, devido a razões históricas,  resta indagar como um tal ponto de vista continua a pairar sobre a  cabeça de certos marxistas (ou de pensadores situados no campo da  esquerda radical, de maneira geral), ao invés de estar definitivamente  depositada no museu do passado como uma relíquia a ser contemplada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.  Neste início de século XXI, o filósofo esloveno Slavoj Zizek já pode  ser considerado um dos grandes responsáveis pela tentativa de manter  atual a extemporânea forma de pensar os direitos humanos construída pelo  jovem Marx na primeira metade do século XIX, através de uma operação  intelectual que confunde os direitos humanos e a democracia com o uso  instrumental que as grandes potências do planeta — tendo à frente os  Estados Unidos da América — fazem dos direitos humanos e da democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim,  para Zizek, a política dos direitos humanos na contemporaneidade não  passaria de uma ideologia do intervencionismo militar a serviço de  objetivos econômicos e políticos muito precisos. Em termos  marxistas-leninistas, os direitos humanos dos povos sofridos do Terceiro  Mundo representariam, efetivamente, nada mais que o direito dos poderes  ocidentais de intervir política, econômica, cultural e militarmente nos  países do Terceiro Mundo. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] os “direitos humanos”  são, enquanto tais, uma falsa universalidade ideológica, que esconde e  legitima a real política do imperialismo ocidental, as intervenções  militares e o neocolonialismo [...] (ZIZEK, 2005: 63) [4]. &lt;/blockquote&gt;Na verdade, como o próprio Zizek faz questão de tornar explícito, para ele, tal qual no Marx de &lt;i&gt;A Questão Judaica&lt;/i&gt;,  os direitos humanos continuam tendo uma específica orientação  ideológica burguesa, onde a existência concreta da universalidade é o  indivíduo sem um lugar preciso no edifício social: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...]  os direitos humanos universais são na realidade os direitos dos  brancos, masculinos e ricos, de realizar trocas livres no mercado, de  explorar os operários e as mulheres e de exercitar o predomínio político  [...] (ZIZEK, 2005: 67). &lt;/blockquote&gt;7. Recentemente, o filósofo  brasileiro Ruy Fausto teceu considerações importantes acerca de um  determinado discurso de esquerda que, a partir da última década do  século XX, começou a realizar a crítica da democracia e dos direitos  humanos, reivindicando para si o anti-humanismo, o que acabou dando  forma a um discurso regressivo similar ao anti-humanismo de inspiração  althusseriana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ruy Fausto, Slavoy Zizek (e também Alain  Badiou) seria um exemplo paradigmático dessa tendência surgida há pouco  no interior da tradição filosófica e política de esquerda, que busca  indicar a presença incontestável de um inumano no homem, sem definir a  modalidade de tal presença. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Se se quiser, a  dificuldade está em interpretar a expressão — que é de Zizek — “o núcleo  inumano do ser humano”. Ninguém duvida de que o homem, individual ou  coletivamente, é capaz dos piores horrores nem de que, no interior de  cada um de nós haja (ou possa haver) algum impulso desta ordem. Mas  esses impulsos constituem o “núcleo” do ser humano? O que me autorizaria  a fazer essa afirmação? [...]” (FAUSTO, 2009: 59). &lt;/blockquote&gt;Assim,  um dos principais problemas da crítica anti-humanista deste filósofo do  excesso que é Zizek estaria situado no fato de não perceber a distinção  existente entre potencialidade, que é universal, e efetivação da  potencialidade, que é histórica, isto é, o ser humano pode até mesmo ser  potencialmente violento, mas isso não implica afirmar que ele seja  sempre violento no decorrer da história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Neste ponto da  discussão, creio que seja oportuna a lembrança de um dos grandes nomes  da historiografia marxista e, também, do pensamento de esquerda  contemporâneo. Alguém que, nas décadas de 1970 e 1980, polemizou com o  estruturalismo anti-humanista althusseriano em nome do princípio da  historicidade, da mesma forma que criticou o reducionismo de classe a  fim de defender uma das grandes bandeiras dos direitos humanos — o  pacifismo. Falo aqui do historiador britânico Edward Thompson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  1975, Thompson daria uma contribuição decisiva para a formação de um  novo ponto de vista sobre o direito dentro da tradição marxista —  conflitante com a linhagem marxista-leninista —, ao publicar o livro  intitulado &lt;i&gt;Senhores e Caçadores&lt;/i&gt; [5]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, seu objeto de  estudo foi a lei criada na Inglaterra, em 1723, que passava a punir com  a pena capital cinquenta novos delitos. Conhecida como “Lei Negra”, a  nova lei punia com a pena de morte as pessoas armadas, com o rosto  pintado de preto, que fossem flagradas nas florestas, reservas de caça,  parques ou cercamentos do território inglês, dando forma a uma clara  tentativa do Estado britânico de radicalizar a punição em relação a  todos aqueles indivíduos que tentassem afrontar o caráter privado da  propriedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas conclusões desse estudo, Thompson elabora uma  concepção do direito divergente em relação às visões liberal e  marxista-leninista. Por um lado, questiona-se a ideia liberal de lei  como algo imparcial, que paira acima de todos os interesses sociais,  reinante dentro de uma sociedade marcada pelo consenso generalizado. Por  outro lado, critica-se a percepção marxista-leninista de lei como um  simples instrumento de dominação de classe, uma parcela da  superestrutura determinada pelas necessidades da infraestrutura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim,  o equívoco central desse marxismo estaria localizado na redução da lei a  um fenômeno estrutural responsável apenas e tão somente pela realização  da dominação de classe da burguesia. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Se a lei é  manifestamente parcial e injusta, não vai mascarar nada, legitimar nada,  contribuir em nada para a hegemonia de classe alguma. A condição prévia  essencial para a eficácia da lei, em sua função ideológica, é a de que  mostre uma independência frente a manipulações flagrantes e pareça ser  justa. Não conseguirá parecê-lo sem preservar sua lógica e critérios  próprios de igualdade; na verdade, às vezes sendo realmente justa [...]  (THOMPSON, 1987: 354). &lt;/blockquote&gt;A alternativa apresentada por  Thompson em relação ao liberalismo e ao marxismo-leninismo encontra a  sua síntese na ideia de que o direito é um campo de conflito, no qual,  na mesma medida em que os dominantes necessitam da lei para oprimir os  dominados, estes últimos dela necessitam para se defender da fúria  opressora dos primeiros, constituindo assim uma autêntica luta em torno  da lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruto direto da investigação das lutas travadas contra o  poder absolutista desde os séculos XVII e XVIII, o ponto de vista  construído por Thompson sobre o direito desdobra-se em duas conclusões  ao mesmo tempo complexas e contraditórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, à  medida que a lei mediava as relações de classe existentes para proveito  dos dominantes, ela também mediava essas mesmas relações de classe  impondo restrições às ações dos dominantes, ou seja, se as leis podem  disfarçar as realidades do poder, elas também podem refrear esse poder e  conter os seus excessos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, existe uma abissal  diferença entre o exercício de um poder extralegal arbitrário e a  existência do domínio da lei. A regulação e reconciliação dos conflitos  por intermédio do domínio da lei representam, por conseguinte, uma  conquista cultural de significado universal, pois que não há comparação,  para aqueles que se encontram situados nos setores mais subalternos da  sociedade, entre o exercício da força pelos opressores sem mediações  legais, por um lado, e o uso da mediação através das formas da lei, por  outro lado, ainda que tal mediação possa legitimar as relações de classe  existentes, cristalizando-as e mascarando-as [6]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Integrante  da mesma tradição historiográfica a que pertenceu Edward Thompson, Eric  Hobsbawm afirmou certa feita que os direitos implicam sempre o seu  reconhecimento por outras pessoas, sendo que os mesmos nunca podem  deixar de ter a possibilidade de serem assegurados pela ação do homem.  Ao contrário de serem abstratos, universais e imutáveis, os direitos  estão situados sempre dentro de uma determinada sociedade, que, como  todas as sociedades realmente existentes, os reconhece apenas para  alguns dos seus integrantes, rejeitando as reivindicações dos outros.  Assim, para a visão do historiador, os direitos não existem pairados  abstratamente, mas somente onde as pessoas os exigem, ou elas estão  conscientes de sua falta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, ao serem constituídos  por pessoas desfavorecidas dentro da ordem capitalista, os movimentos  operários sempre tiveram de se preocupar com a exigência de proteção  individual e social dos seus integrantes, desempenhando, com isso, um  importante papel no desenvolvimento dos direitos humanos — isso,  acrescentando ao conteúdo individual originário dos direitos do homem  elementos de natureza coletiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma, claro está para o  historiador britânico que nem mesmo o núcleo originário individual dos  direitos do homem, construído no curso do século XVIII, pode ser  denominado de exclusivamente burguês. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Não os  tratarei somente como direitos “burgueses”, tanto porque eles tiveram  nítida influência que ultrapassou os limites de apoio ao liberalismo  burguês – um bom exemplo é o &lt;i&gt;Rights of Man&lt;/i&gt;, de Tom Paine – quanto  também porque muito dos direitos formulados no contexto final do século  XVIII ainda corresponde ao que a maioria das pessoas nas sociedades  modernas desejam e precisam (HOBSBAWM,1987:415). &lt;/blockquote&gt;A  abolição dos direitos dos trabalhadores pré-revolução industrial durante  o século XIX, direitos estes que faziam parte daquilo que Thompson  denominou de “economia moral”, no bojo da ofensiva do modo de produção  capitalista, explica em parte o fato de os teóricos do movimento  operário do período — incluso aí com destaque Marx — não apenas não  terem falado a linguagem dos direitos humanos, mas terem sido  abertamente hostis em relação a estes. No entanto, permanece  inexplicável o posicionamento daqueles socialistas, marxistas em  particular, que, após tudo aquilo que aconteceu de positivo (a  edificação do Estado democrático de direito e do Estado social em  inúmeras partes do mundo) e de trágico (as experiências nazista,  fascista e comunista) no decorrer do século XX, continuam a ignorar ou  questionar asperamente os direitos humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duplamente  inexplicável se levarmos em consideração o fato de que, ainda no século  XIX, a maioria dos movimentos operários “ainda funcionava dentro da  estrutura das Revoluções francesa e norte-americana”, isto é, “lutavam  pelos direitos dos trabalhadores à plena cidadania, mesmo que esperassem  continuar a lutar por algo mais”. Ademais: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Eles  deram força especial a esta luta pelos direitos do cidadão porque sua  maioria era composta de pessoas que não usufruíam desses direitos, e  porque mesmo aqueles direitos legais e liberdades civis, que eram  aceitos na teoria, eram contestados na prática pelos adversários dos  trabalhadores [...] Entretanto, como sabemos, o verdadeiro direito de  expressão e reunião [...] teve de ser obtido através de uma série de  “lutas pela liberdade de expressão” ou manifestações de massa. Foram  semelhantes as lutas pelo efetivo direito a uma livre imprensa popular,  ou radical. A contribuição mais importante dos movimentos operários do  século XIX aos direitos humanos foi demonstrar que eles exigiam uma  grande amplitude e que tinham de ser efetivos na prática tanto quanto no  papel. Esta foi, naturalmente, uma contribuição importante e crucial  (HOBSBAWM, 1987: 419). &lt;/blockquote&gt;Concomitantemente, o movimento  operário conseguiu levar os direitos humanos para além dos seus limites  iniciais, fazendo com que fosse rompida a camisa-de-força individualista  de natureza político-jurídica que os mantinha confinados desde o século  XVIII. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que o movimento operário acabou por realizar  uma luta tanto no sentido individual como no social, tornando-se o  verdadeiro herdeiro do iluminismo racionalista do século XVIII, pois que  passaram a levantar, mais do que qualquer outra força social, a  bandeira revolucionária da liberdade, igualdade e fraternidade, junto a  da emancipação dos homens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o movimento operário acabou  forçando, na teoria e na prática, o repensar dos direitos humanos  dentro da nova sociedade capitalista, já que os modernos sistemas de  bem-estar social surgiram em função da existência e exigências das  classes trabalhadoras [7]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. O historiador estadunidense Geoff  Eley compartilhou e levou adiante a análise de Hobsbawm sobre as  relações existentes entre o operariado e os direitos humanos ao defender  a tese de que os mais importantes ganhos das sociedades em termos  democráticos, durante a moderna história europeia, deram-se por meio de  processos revolucionários liderados pelas forças de esquerda. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...]  A história da esquerda sempre foi a luta pela democracia contra  sistemas de desigualdade que limitam e distorcem, atacam e reprimem, e  por vezes chegam mesmo a tentar liquidar completamente o potencial  humano (ELLEY, 2005: 17). &lt;/blockquote&gt;Não sendo uma dádiva, nem algo  assegurado para sempre, a democracia traz em si a exigência de  conflito. No último quartel do século XIX, no continente europeu, tal  conflito pela democracia foi forjado e impulsionado pelos partidos  populares democráticos, em particular os partidos socialistas de massas,  que desafiaram a ordem político-social capitalista reinante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  obstante as insuficiências das bandeiras socialistas — como, por  exemplo, em relação às questões ambientais e de gênero —, os alicerces  da democracia europeia foram implantados por esta esquerda histórica que  construiu as suas lutas ao redor da defesa dos interesses classistas  dos trabalhadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, por estarem sempre em movimento as  fronteiras da democracia, a esquerda socialista acabou vendo a sua  política de classe ser ultrapassada pela imaginação da esquerda  pós-1968. Dito de outra maneira, para além da crítica socialista ao  capitalismo, as esquerdas expandiram as fronteiras da política,  inventaram novos territórios da prática democrática, após a entrada em  cena dos movimentos pós-1968: feministas, ambientalistas, militantes  gays, etc. Por meio da democracia participativa e das ações diretas  extraparlamentares, as energias liberadas em 1968 tanto empurraram a  democracia para novos territórios de luta como jogaram as esquerdas  socialistas para o berço do tradicionalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, para Elley, nas conclusões do livro significativamente intitulado &lt;i&gt;Forjando a Democracia&lt;/i&gt;,  neste início de século XXI, mais do que se identificar com o  socialismo, a esquerda se identificaria com as exigências mais amplas de  democracia, o que não implica a desconsideração dos argumentos  socialistas para a construção de uma democracia radical. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] o livro tenta situar essa tradição — o &lt;i&gt;socialismo&lt;/i&gt;  em suas várias formas entre os anos 1860 e o presente — no contexto  maior das lutas pela democracia, porque esse contexto mostra melhor as  grandes conquistas e as angustiantes limitações da tradição socialista.  Ademais, ao identificar “a esquerda” não com o socialismo, mas com a  estrutura maior e mais exigente da democracia, em todas as suas  peculiares dimensões sociais, econômicas, culturais e pessoais, talvez  seja possível controlar as implicações restritivas das crises do  socialismo durante o último terço do século XX. Se o socialismo foi  essencial para as melhores conquistas da democracia, insisto, o fato é  que as possibilidades da democracia sempre superaram o alcance do  socialismo. Isso se torna especialmente claro no período que se inicia  em 1968 (ELLEY, 2005: 571-2). &lt;/blockquote&gt;11. À guisa de conclusão,  talvez seja oportuno retornar às análises empreendidas por Marx acerca  dos direitos humanos, por meio da competente interpretação levada a cabo  pelo filósofo húngaro István Mészáros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num texto escrito no final dos anos 1970 sobre a relação existente entre marxismo e diretos humanos — texto este no qual a &lt;i&gt;Questão Judaica&lt;/i&gt;  não é citada uma única vez! —, o discípulo de Lukács afirma que o  núcleo central da crítica marxiana aos direitos humanos residiria na  “contradição fundamental entre os ‘direitos do homem’ e a realidade da  sociedade capitalista, onde se crê que esses direitos estejam  implementados” — contradição esta inscrita na própria estrutura social  capitalista, sendo, pois, insolúvel nos marcos da ordem do capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim,  o alvo principal da polêmica de Marx seria a “ilusão jurídica liberal”,  responsável pela construção de um “postulado legalista-formal”,  reconhecedor do direito de acesso igualitário à propriedade, mas que, em  última instância, estaria assentado no vazio. De fato, ao invés de  direcionados aos direitos humanos em si, os canhões de Marx estariam  voltados contra a noção de que, na base de todos os direitos humanos,  encontrar-se-ia o direito à propriedade privada: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;[...] Não há, portanto, uma oposição &lt;i&gt;apriorística&lt;/i&gt;  entre o marxismo e os direitos humanos: pelo contrário, Marx na verdade  nunca deixou de defender “o desenvolvimento livre das  individualidades”, em uma sociedade de indivíduos &lt;i&gt;associados&lt;/i&gt; e  não antagonicamente opostos (condição necessária para a existência tanto  da “liberdade” quanto da “fraternidade”), antecipando simultaneamente  “o desenvolvimento artístico, científico, etc., de indivíduos  emancipados e com meios criados para todos eles (condição necessária  para a igualdade verdadeira) [...] (MÉSZÁROS, 2008: 161). &lt;/blockquote&gt;Nesse  sentido, para Mészáros, Marx não é um “inimigo dos direitos humanos”,  da mesma forma que está longe de ser um “determinista grosseiro”, tendo  sido capaz de reconhecer a possibilidade dos direitos humanos  voltarem-se contra o próprio metabolismo social capitalista. Posto isso,  não há como não se chegar à conclusão de que “a legitimação de uma  alternativa socialista para a forma capitalista de intercâmbio social  não pode ignorar a questão dos direitos humanos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizadas  quando o mundo ainda vivia sob a Guerra Fria, o neoliberalismo iniciava a  sua ofensiva e ninguém imaginava o fim do socialismo soviético, as  reflexões de Mészáros contidas no artigo aqui citado (ainda que  concluídas com o preocupante senão de que, na “fase mais adiantada da  sociedade comunista”, “a questão da efetivação de direitos, mesmo que  sejam direitos humanos, não pode nem precisa emergir”) servem de  incentivo a todos aqueles que conseguem perceber na luta pela afirmação  dos direitos humanos (e pela radicalização da democracia) um espaço de  resistência anticapitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:marcomondaini@ig.com.br"&gt;Marco Mondaini&lt;/a&gt; é professor da Universidade Federal de Pernambuco. É autor dos livros &lt;i&gt;Direitos Humanos&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Direitos Humanos no Brasil&lt;/i&gt; (Ed. Contexto &amp;amp; Unesco); e &lt;i&gt;Enrico Berlinguer. Democracia, valor universal&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Do stalinismo à democracia. Palmiro Togliatti e a construção da via italiana ao socialismo&lt;/i&gt; (Fundação Astrojildo Pereira &amp;amp; Ed. Contraponto).&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Notas&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1]  O núcleo central da crítica de Marx a Bauer gira em torno do fato deste  último ter limitado a sua análise do judaísmo à questão religiosa,  deixando de lado o seu fundamento secular, real, isto é, a vida burguesa  e seu apogeu com o sistema monetário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Em uma passagem muito símile a essa, Marx afirma em &lt;i&gt;A Questão Judaica&lt;/i&gt;:  “Por conseguinte, o homem não se libertou da religião; obteve, isto  sim, liberdade religiosa. Não se libertou da propriedade, obteve a  liberdade de propriedade. Não se libertou do egoísmo da indústria,  obteve a liberdade industrial” (2005: 40). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] A fim de se  contrapor à dicotomia leniniana entre democracia burguesa e democracia  operária, o líder comunista italiano Enrico Berlinguer afirmaria ser a  democracia um valor universal, quando do discurso feito no ano de 1977,  em Moscou, durante as comemorações dos sessenta anos da Revolução Russa:  “A experiência realizada nos levou à conclusão — assim como aconteceu  com outros partidos comunistas da Europa capitalista — de que a  democracia é hoje não apenas o terreno no qual o adversário de classe é  forçado a retroceder, mas é também o valor historicamente universal  sobre o qual se deve fundar uma original sociedade socialista”  (MONDAINI, 2009: 116). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Mesmo não tendo se fundamentado na  crítica juvenil de Marx, o jornalista italiano Antonio Gambino também  acabou sendo levado à crítica dos direitos humanos na contemporaneidade  em função da sua instrumentalização pelas potências ocidentais, por  intermédio das chamadas “intervenções humanitárias” ocorridas no  decorrer da década de 1990, particularmente o “bombardeio humanitário”  levado a cabo contra a Sérvia no ano de 1999, durante a crise dos  Bálcãs, o que o levou a falar de “imperialismo dos direitos humanos”. De  fato, a tese defendida por Gambino é de que política externa e direitos  humanos são guiados por critérios opostos e incompatíveis. Nesse  sentido, com a desagregação do império soviético, o fim da Guerra Fria e  o consequente surgimento do globalismo unilateral, os Estados Unidos  sentiram a necessidade de inventar novos inimigos. É então que os  direitos humanos entram em cena como instrumento de legitimação de uma  política unilateral, isto é, os EUA passam a usar os direitos humanos  como instrumento de legitimação das suas ações bélicas, não tendo  encontrado para tanto a oposição da Europa ocidental – isso, com base na  criação do conceito de “direito humanitário de ingerência” e a  remodelação da Otan, a qual substituiu a ONU no papel de estabelecer as  regras de convivência internacional, tendo tido a sua primeira concreta  manifestação exatamente na intervenção de 1999 na Sérvia. Por fim,  recorrendo à afirmação kantiana de que o homem deve ser sempre tratado  como um fim e nunca como um meio, Gambino reprova o núcleo da noção de  “direito humanitário de ingerência” ao dizer que: “[...] uma ação que se  declara inspirada pela vontade de eliminar uma violação dos direitos  humanos sofrida por alguns indivíduos não pode em nenhum caso  realizar-se produzindo, contemporaneamente, uma violação dos mesmos  direitos em outros sujeitos” (Gambino, 2001: 73). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] O presente  item é uma versão modificada do trecho em que abordo a contribuição de  Thompson para o estudo das relações entre sociedade e direito no artigo  “O Direito como Campo de Conflito”, publicado por mim no livro: &lt;i&gt;Sociedade e Acesso à Justiça&lt;/i&gt;. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2005, pp.67-70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Em &lt;i&gt;O que é Direito&lt;/i&gt;,  o jurista brasileiro Roberto Lyra Filho apresentou uma concepção de lei  e direito próxima daquela desenvolvida por Thompson, na medida em que  ressalta o seu caráter contraditório: “A lei sempre emana do Estado e  permanece, em última análise, ligada à classe dominante, pois o Estado,  como sistema de órgãos que regem a sociedade politicamente organizada,  fica sob o controle daqueles que comandam o processo econômico, na  qualidade de proprietários dos meios de produção. Embora as leis  apresentem contradições, que não nos permitem rejeitá-las sem exame,  como &lt;i&gt;pura&lt;/i&gt; expressão dos interesses daquela classe, também não se  pode afirmar, ingênua ou manhosamente, que toda legislação seja Direito  autêntico, legítimo e indiscutível. Nesta última alternativa, nós nos  deixaríamos embrulhar nos ‘pacotes’ legislativos, ditados pela simples  conveniência do poder em exercício. A legislação abrange, sempre, em  maior ou menor grau, Direito e Antidireito: isto é, Direito propriamente  dito, reto e correto, e negação do Direito, entortado pelos interesses  classísticos e caprichos continuístas do poder estabelecido” (LYRA  FILHO, 1999: 8). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Nas palavras do filósofo italiano Salvatore  Veca, sob as fortes pressões dos movimentos operários do século XIX, a  incompleta versão liberal da cidadania (duramente criticada por Marx  devido ao fato de priorizar a constituição da liberdade, sem denunciar a  desigualdade social gerada pelo mercado) foi sendo superada  progressivamente, ocasionando o surgimento do ideal socialista de  emancipação: “Do ponto de vista normativo, a tensão entre igualdade dos  direitos na primeira versão definida e desigualdade nas dotações  econômicas e sociais e no poder de acesso aos recursos gera, na  perspectiva de Marx e na mais ampla família de crenças políticas e  morais da tradição operária e socialista, um modelo de sociedade digna  de ser vivida, baseado sobre o ideal da emancipação socialista” (VECA,  1990: 29). &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bibliografia&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;ELEY, Geoff. 2005. &lt;i&gt;Forjando a Democracia&lt;/i&gt;. São Paulo: Fundação Perseu Abramo.&lt;br /&gt;DAVIDSON,  Alastair e WEEKLEY, Kathleen. 2003. “Gramsci e os direitos do homem”.  In: COUTINHO, Carlos Nelson e TEIXEIRA, Andréa de Paula (Orgs.). &lt;i&gt;Ler Gramsci, entender a realidade&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Civilização Braileira, p.83-97.&lt;br /&gt;FAUSTO, Ruy. 2009. “A Ofensiva Teórica Contra os Direitos do Homem”. Política Democrática, n. 25, p.57-65. &lt;br /&gt;GAMBINO, Antonio. 2001. &lt;i&gt;L’Imperialismo dei Diritti Umani&lt;/i&gt;. Roma: Riuniti. &lt;br /&gt;GRAMSCI, Antonio. 2001. &lt;i&gt;Cadernos do Cárcere&lt;/i&gt; (v. 2). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. &lt;br /&gt;------. 2000. &lt;i&gt;Cadernos do Cárcere&lt;/i&gt; (v. 3). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. &lt;br /&gt;HOBSBAWM, Eric. 1987. “O Operariado e os Direitos Humanos”. In: Id. &lt;i&gt;Mundos do Trabalho&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 409-31. &lt;br /&gt;LEFORT, Claude. 1983. &lt;i&gt;A Invenção Democrática&lt;/i&gt;. São Paulo: Brasiliense. &lt;br /&gt;LENIN, Vladimir. 1980. “A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky”. In: Id. &lt;i&gt;Obras Escolhidas&lt;/i&gt; (v. 3). São Paulo: Alfa-Omega, p.1-75. &lt;br /&gt;LYRA FILHO, Roberto. 1999. &lt;i&gt;O que é Direito&lt;/i&gt;. São Paulo: Brasiliense. &lt;br /&gt;MARX, Karl. 2005. &lt;i&gt;A Questão Judaica&lt;/i&gt;. São Paulo: Centauro. &lt;br /&gt;MÉSZÁROS, István. 2008. “Marxismo e direitos humanos”. In: Id. &lt;i&gt;Filosofia, ideologia e ciência social. Ensaios de negação e afirmação&lt;/i&gt;. São Paulo: Boitempo, p.157-68. &lt;br /&gt;MONDAINI, Marco. 2005. “O Direito como Campo de Conflito”. In: Id. &lt;i&gt;Sociedade e Acesso à Justiça&lt;/i&gt;. Recife: Editora Universitária da UFPE, p.55-71. &lt;br /&gt;MONDAINI, Marco (Org.). 2009. &lt;i&gt;Democracia, Valor Universal. Enrico Berlinguer&lt;/i&gt;. Brasília/Rio de Janeiro: Fundação Astrojildo Pereira/Contraponto. &lt;br /&gt;PECES-BARBA, Gregorio. 1993. &lt;i&gt;Teoria dei Diritti Fondamentali&lt;/i&gt;. Milão: Giuffrè Editore. &lt;br /&gt;THOMPSON, Edward. 1987. &lt;i&gt;Senhores e Caçadores&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Paz e Terra. &lt;br /&gt;VECA, Salvatore. 1990. &lt;i&gt;Cittadinanza&lt;/i&gt;. Milão: Feltrinelli. &lt;br /&gt;ZIZEK, Slavoj. 2005. &lt;i&gt;Contro i Diritti Umani&lt;/i&gt;. Milão: Il Saggiatore. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Fonte: &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&amp;amp;id=1414" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Especial para &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Gramsci e o Brasil&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-4554502497370782585?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/4554502497370782585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/marxismo-e-direitos-humanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4554502497370782585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/4554502497370782585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/marxismo-e-direitos-humanos.html' title='Marxismo e direitos humanos'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nf6aTw-ny5Y/TuPCkx4DkdI/AAAAAAAABCs/JGCsCRYdVxk/s72-c/DEMOCRACIA+BURGUESA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-5221858981310344024</id><published>2011-12-10T16:14:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T16:14:39.358-02:00</updated><title type='text'>Pela derrubada do capitalismo, não pelo seu branqueamento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ixPZObTQJF4/TuOhgeItiPI/AAAAAAAABCk/3WTrZk95ODA/s1600/kke.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ixPZObTQJF4/TuOhgeItiPI/AAAAAAAABCk/3WTrZk95ODA/s1600/kke.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;por KKE &lt;/span&gt;&lt;a href="http://resistir.info/espanha/kke_03dez11_p.html#asterisco" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;[*]&lt;/a&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao Partido Comunista de Espanha &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; E à "Izquierda Unida" &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Camaradas, &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Lemos a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.profesionalespcm.org/_php/MuestraArticulo2.php?id=16395" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; vossa carta&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; , já publicada, em que se pergunta em que é que se baseiam as afirmações do artigo no nosso jornal Rizospastis, publicado na edição de 22 de Novembro. O artigo referia-se às recentes eleições em Espanha: "A Izquierda Unida arrastou os eleitores para a ilusão de uma 'melhor gestão' do sistema capitalista". &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; É um facto que a própria participação do PC de Espanha na presidência do chamado "Partido da Esquerda Europeia", o qual nos documentos da sua fundação aceitou a salvaguarda dos "princípios da UE" e se baseia em posições que defendem a gestão do capitalismo, basta como resposta. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Apesar disso, e depois da vossa carta, é-nos necessário esclarecer certas questões básicas citando apenas alguns dos muitos excertos que qualquer um pode encontrar no programa eleitoral da "Izquierda Unida" (IU), que consubstancia e confirma a crítica específica do artigo no nosso jornal. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Mais especificamente, o programa da IU: &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - &lt;b&gt;não menciona em parte alguma, como pré-condição para a prosperidade popular, o derrube do poder do capital&lt;/b&gt; e a construção do socialismo. Pelo contrário, patrocina uma série de ilusões de que pode existir uma saída para a crise favorável ao povo no seio do caminho capitalista para o desenvolvimento. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O objectivo da "boa gestão" do sistema é proclamado muito claramente na página 6 do programa, "…não renunciamos à gestão do imediato". Estrategicamente, isto é consubstanciado na página 18 com a "construção de um novo modelo produtivo", mas sempre apoiado em velhas, obsoletas e exploradoras relações de produção capitalistas. Na página 6 não se fala do objectivo de derrubar o capitalismo mas de "ultrapassar o actual modelo social, político e cultural que é dominado pelo neoliberalismo". Por outras palavras, toda a abordagem se concentra no problema de um modo de gestão capitalista (neoliberalismo) e aponta para outra gestão, alegadamente melhor. Ou seja, sem contornar o assunto, o cerne do programa da IU, refere-se à gestão social-democrata. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Projecta a ideia de que o estado capitalista pode ser um escudo para os direitos da classe trabalhadora e do povo. Contra a própria realidade, que prova que o estado capitalista é um estado de classe, serve os monopólios e, nas condições da liberalização do capital que promove a barbárie nas relações laborais e nos salários, ataca todos os direitos da classe trabalhadora. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - No quadro do branqueamento do estado capitalista, o programa faz a seguinte referência relevante na página 22: "propomos um estado social participativo, em que, mantendo o carácter central do sector público, se promova o interesse público, a igualdade, a solidariedade…" &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; E seguindo o mesmo diapasão: "O estado tem que reequilibrar o mercado, e não apenas corrigi-lo". Defende-se a utopia de que a economia capitalista, o apodrecido sistema capitalista e a sua anarquia podem alegadamente ser domesticados, "ser equilibrados" e que isso pode beneficiar a classe trabalhadora. Esta afirmação provoca sem dúvida a confusão entre os trabalhadores, impede o empenho da militância e direcciona a assimilação das forças populares para os objectivos das forças do capital. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Na página 7 há o objectivo para: "a criação de emprego pelo sector público porque actualmente as empresas têm muitas dificuldades para o criar sem ajuda". Numa altura em que a classe trabalhadora está a ser empurrada para a pobreza e para a miséria, o programa da IU exprime a sua… angústia pelas "muitas dificuldades" que os capitalistas têm. Na verdade, legitima as suas exigências de dinheiro estatal fresco como um suporte que funciona como um veículo para reduzir e/ou abolir as compensações ao desemprego em nome do "subsídio ao trabalho" que é um princípio da UE, de que a IU é uma apoiante incondicional. Também não pode haver dúvidas quanto às relações de trabalho que irão ser aplicadas neste emprego, porque o programa declara na página 7, utilizando a terminologia da UE e das associações de industriais: "a redistribuição e a racionalização do emprego existente". Para a classe trabalhadora isso significa que a IU dá luz verde às horas flexíveis de trabalho, à abolição dos acordos colectivos negociados, e à generalização do emprego a tempo parcial. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Repete-se a perspectiva burguesa e oportunista no que se refere à crise capitalista como sendo uma crise da dívida, quando a causa da crise capitalista é a sobre-acumulação do capital. A dívida é apresentada como um problema que deve preocupar a classe trabalhadora e o povo, que não são responsáveis por ela e deve ser a plutocracia a pagá-la. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Assim, de forma enganadora, apoia a ideia de que os povos têm a ganhar com a renegociação da dívida e a emissão de títulos da UE (pág. 18). Não é isto uma solução "charlatã" para os impasses do sistema capitalista? No entanto, o povo grego tem uma experiência amarga quanto aos novos empréstimos que é chamado a pagar, como aconteceu com o bem conhecido corte (haircut) de 50%, assim como com a proposta de secções da plutocracia para a emissão de títulos da UE. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - O vosso programa está firmemente orientado para o apoio à UE imperialista, que é inimiga do povo, e irradia preocupação com o seu salvamento e "correcção", ao invés da sua dissolução. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Fala da "total alteração no modelo da construção da UE" (página 17), sobre "o empenho na mudança da actual política externa (…) da UE", sem pôr em causa, nem por uma só vez, esta união imperialista inter-estados e ainda por cima sem se referir à necessidade de saída da UE. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Além disso, legitima totalmente os critérios de Maastricht e dos Pactos de Estabilidade, que constituem uma alavanca para a promoção da política anti-trabalhadores, através da proposta de "aumentar o tempo limite para a redução da dívida em 3% até 2016" (página 18). Também declara subserviência aos critérios do grande capital a fim de reduzir ainda mais o preço da força de trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Diz que: "a UE tem que comprar a dívida pública dos estados membros e emitir títulos sempre que isso seja necessário para evitar a especulação" (página 18). Perfilha a lógica de que a UE pode assumir um carácter pró-povo e que pode haver uma saída da crise através da UE que beneficiará a classe trabalhadora, os estratos populares pobres. Isto quando sabe muito bem que a UE foi construída pelos governos burgueses para defender os monopólios europeus na sua competição internacional com os americanos, os russos, os japoneses e os chineses, por um lado, e por outro para explorar de modo mais intenso e coordenado a classe trabalhadora, salvaguardando o poder burguês através de novos mecanismos políticos e repressivos. A UE é isto, uma união ao serviço dos monopólios! Não pode ser corrigida por dentro, porque os monopólios são as suas "células" e o poder burguês é a sua "espinha dorsal"! A única perspectiva positiva para os trabalhadores é desligarem-se dos países desta união, com a instauração do poder popular que conduzirá à socialização dos meios básicos de produção, ao planeamento central e ao controlo dos trabalhadores. Só este poder pode libertar o povo da imensa dívida pública de que não tem qualquer responsabilidade. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - O vosso programa apela à própria UE para abrir uma excepção na liberdade de movimento do capital entre os estados membros e os paraísos fiscais (página 12). Consequentemente, não luta contra a liberdade de movimento de capital no seu todo (um princípio fundamental do Tratado de Maastricht que é apoiado pelo Partido da Esquerda Europeia e pela sua presidência de que o PCE faz parte) mas pede uma excepção à regra geral que deverá continuar a existir e que constitui uma ferramenta nas mãos do capital para a demolição das conquistas e dos direitos dos trabalhadores e do povo. Mais uma vez, as propostas visam a gestão da barbárie capitalista em vez do seu derrube. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; - Além do mais, o vosso programa embeleza o capitalismo e promove a ideia de que o capital e o seu poder, que se baseia na exploração capitalista, pode alegadamente tornar-se "moral" e "justo". &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Que outra coisa pode ser a seguinte posição (página 51) senão uma descrição de uma alegada "boa gestão" do capitalismo? "Se começar o processo de privatizações, a IU compromete-se a lutar contra elas em cooperação com os sindicatos e os movimentos sociais, exigindo que esta decisão seja tomada no mínimo de modo transparente e democrático através duma participação substancial dos cidadãos afectados". Do mesmo modo, na página 18, o objectivo de "aceitação de acordos comerciais com… um modo moral e transparente, um… capitalismo moral que seja possível de acordo com o programa da IU e as posições do "Partido da Esquerda Europeia". &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Camaradas, &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O que se refere acima é apenas uma amostra das posições que confirmam a crítica do jornal do KKE. Estas posições não têm qualquer relação com a luta pelo derrube do poder capitalista. Pelo contrário, fornecem um álibi ao capitalismo, alimentam ilusões e servem para o perpetuar, ainda por cima num período em que um número cada vez maior de trabalhadores, gente da labuta, está a perceber o impasse e procura uma saída da barbárie capitalista. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Esta saída não pode ser o chamado "socialismo do século XXI", que constitui a negação do socialismo científico, do poder dos trabalhadores, da socialização dos meios de produção e do planeamento central e, na verdade, é um capitalismo humanizado que é impossível existir. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Por fim, na vossa carta ao nosso partido, também se refere que "chegou a hora da unidade da esquerda consistente com o objectivo da convergência". O conceito social-democrata de gestão de um capitalismo "humanizado", a negação do socialismo que foi construído no século XX através de posições anti-científicas, anti-históricas – é a base política e ideológica da chamada "unidade da esquerda". Estas opções levantam obstáculos à luta de classes, à concentração das forças populares e sociais contra o caminho capitalista do desenvolvimento. E acontece numa altura em que se torna imperativa a actividade coordenada da classe trabalhadora, dos profissionais por conta própria, dos pequenos e médios agricultores, das mulheres, dos jovens, a fim de reforçar a aliança do povo e a luta pelos interesses dos trabalhadores, para o derrube do poder dos monopólios. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Esta linha também é confirmado pela nossa experiência, pelo desenvolvimento da luta de classe na Grécia onde, como bem se sabe, foram organizadas 22 greves gerais e inúmeras confrontações de classe multifacetadas, em que o PAME desempenhou um papel principal, com base no slogan "sem vocês, trabalhadores, nenhuma máquina funciona, mas vocês podem fazê-lo sem os patrões" e se concentrou na organização da luta nas fábricas e nos locais de trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Camaradas, &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Em resposta ao vosso pedido vamos publicar a vossa carta e a nossa resposta no nosso jornal Rizospastis, a fim de informar os trabalhadores quanto às posições de cada partido e possibilitar que tirem as suas próprias conclusões. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; A Secção de Relações Internacionais do CC do KKE Siglas (NT) &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; KKE – Partido Comunista da Grécia &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; IU – Izquierda Unida (Espanha) &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; PAME – Frente Militante de Todos os Trabalhadores (Grécia) &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; PCE – Partido Comunista de Espanha &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; UE – União Europeia &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; [*] Resposta da Secção de Relações Internacionais do Partido Comunista da Grécia ao Partido Comunista de Espanha e à Izquierda Unida &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; O original encontra-se em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-12-05" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-12-05&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; . Tradução de Margarida Ferreira. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt; &lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; Esta carta encontra-se em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://resistir.info/" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; http://resistir.info/&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; .&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-5221858981310344024?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/5221858981310344024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/pela-derrubada-do-capitalismo-nao-pelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/5221858981310344024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/5221858981310344024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/pela-derrubada-do-capitalismo-nao-pelo.html' title='Pela derrubada do capitalismo, não pelo seu branqueamento'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ixPZObTQJF4/TuOhgeItiPI/AAAAAAAABCk/3WTrZk95ODA/s72-c/kke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-1391366884641752124</id><published>2011-12-08T14:32:00.000-02:00</published><updated>2011-12-08T14:32:08.124-02:00</updated><title type='text'>Líder pede julgamento pelos responsáveis da contra-revolução/Para Ivan Melnikov, acordos liderados por Boris Yeltsin foram uma traição ao povo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Um crime contra o interesse nacional. Para o vice-presidente do  Partido Comunista da Rússia, Ivan Melnikov, assim foi a assinatura dos  acordos de Belovezhskaya Pushcha, que há 20 anos selaram o fim da União  Soviética, com a criação da CEI (Comunidade dos Estados Independentes).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Melnikov defendeu que os responsáveis pela assinatura do acordo sejam  julgados. O principal deles, contudo, não poderá ser levado à Justiça,  já que Boris Yeltsin, que viria a ser o primeiro presidente da Federação  Russa, morreu em 2007. Estão vivos, porém os então presidentes da  Bielorrússia, Stanislau Shushkevich, e da Ucrânia, Leonid Kravchuk.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"O dia da assinatura dos acordos de Belovezhskaya Pushcha é o dia da  traição aos interesses do Estado, as suas conquistas históricas, ao seu  povo e a toda uma geração de patriotas soviéticos", disse Ivan Melnikov à  agência local Interfax.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Segundo o parlamentar, que foi vice-presidente da Duma, a câmara baixa  do Congresso russo, "as pessoas que puseram uma cruz sobre uma forte  estrutura geopolítica criada por nossos pais e avôs devem ser julgados".  Para ele, os acordos "afetaram muitas famílias e puseram fronteiras  estatais entre esposas e maridos, irmãs e irmãos".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"As causas de muitos problemas que afetaram os chamados 'estados  independentes' não são apenas de terem liberais desaforados e burocratas  corruptos no governo, mas no enfraquecimento da economia nacional e da  segurança, na fratura de toda uma cobertura cultural e econômica",  destacou Melnikov.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: right;"&gt;&lt;sub&gt;rferl.org&lt;/sub&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" src="http://www.operamundi.com.br/media/images/D4A0A246-BCC7-4174-86B5-866778692DA2_mw800_s.jpg" style="height: 359px; width: 660px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;Líderes da Rússia, da Ucrânia e da Bielorrússia assinam a criação da CEI e aceleram derrocada da URSS&lt;/sup&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As iniciativas promovidas, entre outros, pelo primeiro-ministro russo,  Vladimir Putin, para formar novas estruturas supranacionais no  território pós-soviético, como no caso da chamada União Euro-asiática,  não foram apreciadas pelo vice-presidente do PCR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;"São oligarcas das antigas repúblicas soviéticas que tentam ampliar  seus mercados, procuram novos benefícios, e as consequências disso podem  ser vistas no exemplo da União Europeia, onde o bloco se formou na base  do dinheiro e dos interesses materiais", apontou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;sub&gt;*Com informações da Efe.&lt;/sub&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/18386/vinte+anos+depois+lider+comunista+pede+julgamento+de+responsaveis+pelo+fim+da+urss.shtml?utm_source=twitterfeed&amp;amp;utm_medium=twitter" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Opera Mundi&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-1391366884641752124?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/1391366884641752124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/lider-pede-julgamento-pelos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/1391366884641752124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/1391366884641752124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/lider-pede-julgamento-pelos.html' title='Líder pede julgamento pelos responsáveis da contra-revolução/Para Ivan Melnikov, acordos liderados por Boris Yeltsin foram uma traição ao povo'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-6992711658189989187</id><published>2011-12-05T07:55:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T07:57:39.327-02:00</updated><title type='text'>Quem Samba Fica, Quem Não Samba Vai Embora</title><content type='html'>&lt;h2 style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Carlos Marighella&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-76FyVVMBagQ/TtyUwANchHI/AAAAAAAABCU/MNsiUXWRa1I/s1600/Marighella+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-76FyVVMBagQ/TtyUwANchHI/AAAAAAAABCU/MNsiUXWRa1I/s640/Marighella+1.jpg" width="367" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É a seguinte a relação de forças na Organização: vamos  atuando aqui e ali. Toda ação nossa de razoável envergadura sempre dá  dinheiro. Há uma ordem de preferência na aplicação. As viagens às áreas  estratégicas têm preferência. Viagens significam preparação de pessoal  altamente qualificado. Isto é coisa a longo prazo. Por enquanto  debilitamos a organização pegando os melhores e mandando-os viajar, para  que se preparem bem em todos os sentidos. Isto é inversão de capital.  Amanhã tudo será transformado em melhores ações. Haverá mudança de  qualidade. A Revolução não é coisa abstrata. Então continuamos lutando  sem desfalecer, indo devagar até conseguirmos o que queremos. E um jogo  de paciência, de decisão e de vontade. A persistência é a melhor  qualidade do revolucionário. O homem por sua vez é seu melhor capital.  Todo capital que empregamos para preparar gente é capital rentável. E  rende depois. Assim estamos trabalhando porque a guerra contra eles é  longa e prolongada e não se baseia em combates decisivos, mas na  paciência chinesa, na astúcia, na sagacidade, na malícia, no  reconhecimento de que somos fracos e eles fortes. Precisamos trabalhar  os jovens. Ou melhor: precisamos trabalhar com os jovens. É preciso dar  oportunidades aos jovens e responsabilizá-los com problemas que só a  juventude pode resolver. Tragam jovens para a ação, para contatos,  reuniões se for o caso. E gente jovem para viajar e aprender. Quando  voltarem, pouco a pouco, irão cuidando de tudo, queiramos ou não.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Outro gasto a se fazer é com a área estratégica. Esta  área é mais importante que a cidade. É decisiva. A cidade é  complementar. No caminho que seguimos no Brasil, não devemos deixar a  cidade abandonada. Sem a cidade não haverá êxito na área estratégica  rural. Mas a cidade trabalha para permitir o lançamento da área  estratégica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_JxYkjt1Wo/TtyVBESZkHI/AAAAAAAABCc/F7liG9JmUPQ/s1600/marighella.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="432" src="http://2.bp.blogspot.com/-6_JxYkjt1Wo/TtyVBESZkHI/AAAAAAAABCc/F7liG9JmUPQ/s640/marighella.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Lançada a área estratégica, muda a qualidade do  movimento e a coisa pega fogo. Mas a cidade é um cemitério de homens e  recursos. Quanto mais recurso se lança na cidade, mais é preciso  empregar. A cidade, &lt;b&gt;se a área rural em movimento não tem perspectiva,  cansa e leva ao desespero.&lt;/b&gt; Consome tudo e não tem de onde receber. Temos  que ir empregando algo na cidade, sem perder o campo de vista,  esperando o momento de lançar a área estratégica rural. Uma vez esta  lançada, a cidade é arrastada. Encontra-se diante de um fato consumado.  Com um pequeno trabalho inicial na cidade, com o apoio de uma pequena  rebelião preparada antecipadamente, os gorilas ficam enganados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para a preparação desta rebelião empregamos alguns  recursos em toda parte urbana importante. A questão do emprego de  recursos obedece ao plano estratégico e não ao emprego de capital para  manter e somente quando estas estão bem "azeitadas", lançar o movimento  rural. Ainda quando se trata de armas podem ser consumidas e já há  homens em quantidade suficiente para manejá-las bem e economicamente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A tarefa de vocês é logística, mas acontece que de  acordo com o desenvolvimento das ações, criam-se três frentes: a frente  guerrilheira, a frente de massas e a rede de sustentação. Isto se dá  tanto na área rural quanto na área urbana. Na frente guerrilheira existe  a organização dos GTA e das áreas estratégicas, assim como a dos eixos  guerrilheiros. Na frente guerrilheira existe também o ICR, a captura de  armas e munições. Há além disso na frente guerrilheira a preparação de  sabotagens e a formação de professores na especialidade e também na  execução prática. Não devemos dar trégua. Cada uma pequena ação e de vez  em quando as grandes. Vocês têm carta branca na frente guerrilheira  para desencadear a ação. Só não têm carta branca para coisas  burocráticas, isto é, para impedir ações planejadas pelos grupos, sejam  eles quais forem. Nem podem fazer discussões formais. É preciso ação e  mais ação. Distribuir manifestos, pichar muros, sabotar, fazer política  de terra arrasada, tudo isto com o trabuco na cintura. Ninguém deve se  deixar prender sem resistência. Por isto deve andar armado. E atirar  para matar policiais e dedos-duros. A ditadura tem medo e nós não vamos  parar nem sair do ritmo porque os fascistas deram um golpe dentro do  golpe. Levem trabalho na frente guerrilheira para o interior e para  todas as partes. Vejam quem quer fazer e dêem carta branca. É preciso  acabar com a omissão e a vacilação. A ação não prejudica. Que seja  planejada e executada sem demora. Ponham os jovens nisso. O dinheiro só  vem da ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na frente de massas não preciso dizer nada. Vocês são  especialistas nisto. Operários, camponeses, estudantes, padres e  intelectuais: todos devem ser estimulados para a ação de massas. A  frente de massas deve possuir potência de fogo e responder a tiros. A  frente de massas deve ser conduzida a adotar táticas guerrilheiras. Tudo  que se pode fazer está resumido no capítulo "A nova fase da luta" da  mensagem. A rede de sustentação são as casas, os esconderijos, a  fabricação de armas. Vocês devem fazer um balanço de tudo que possuímos  nas três frentes e traçar novas tarefas de organização, colocando, à  frente de cada setor de atividade, os elementos que se destacaram na  ação e querem ação e não burocracia. A coordenação, se atrapalha a ação,  pode deixar de existir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O fundamental na organização são os grupos e a atuação  de baixo para cima. Uma coordenação ativa e revolucionária leva a ação  para diante. Os grupos devem unir-se de baixo para cima, a partir da  ação. Podem ser feitas ações em conjunto. Todos os grupos nossos ou não  nossos devem ser chamados para a ação conjunta, para ICR, seja para o  que for contanto que acabe a ditadura e o imperialismo. De todo modo, o  problema é quem samba fica, quem não samba vai embora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nossos vínculos são ideológicos. Quem diverge  ideologicamente deve dizer e colocar-se em sua verdadeira posição. A  verdade deve ser dita claramente. O que acontece é que a juventude está  vindo para a organização, porque vê nela a decisão de fazer, executar,  atuar sem burocracia e sem respeitar os velhos e gastos padrões de  centralismo democrático, tão desprestigiados e desmoralizados. Nossa  democracia é revolucionária. É a democracia da ação, o que é útil à  revolução e não a meia dúzia de burocratas e faladores. O problema para  nós é o seguinte: perguntar o que faz, o que quer, que ações já  participou e onde quer chegar. Se alguém acha que o nosso caminho armado  é o correto ou não é correto, faça o favor siga seu caminho e não está  obrigado a seguir o nosso. E quanto a vocês que têm uma posição  ideológica determinada, não têm que esperar por mim. Tomem a iniciativa,  assumam responsabilidades, façam. É melhor cometer erros fazendo, ainda  que disto resulte a morte. Os mortos são os únicos que não fazem  autocrítica. &lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Primeira edição: Carta dirigida aos revolucionários de São Paulo, em dezembro de 1968.&lt;br /&gt;Fonte: Carlos Marighella - O Homem por trás do mito. Editora UNESP, 1999, Pág:547-550.&lt;br /&gt;Transcrição e HTML: &lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/admin/correio.htm"&gt;Fernando A. S. Araújo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt;&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/marighella/1968/12/samba.htm"&gt;http://www.marxists.org/portugues/marighella/1968/12/samba.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738187784754624060-6992711658189989187?l=pcbsaogoncalo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/feeds/6992711658189989187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/quem-samba-fica-quem-nao-samba-vai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6992711658189989187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738187784754624060/posts/default/6992711658189989187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/2011/12/quem-samba-fica-quem-nao-samba-vai.html' title='Quem Samba Fica, Quem Não Samba Vai Embora'/><author><name>PCB -  SÃO GONÇALO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16172829681777964086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-sOIUuGH5Z9I/TsFdUfsYgAI/AAAAAAAAA-o/6wChLT-pLMk/s220/pcb2010.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-76FyVVMBagQ/TtyUwANchHI/AAAAAAAABCU/MNsiUXWRa1I/s72-c/Marighella+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738187784754624060.post-9196142540312773096</id><published>2011-12-02T19:52:00.001-02:00</published><updated>2011-12-02T19:52:21.430-02:00</updated><title type='text'>Lutas Operárias que Antecederam a Fundação do PCB.</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 align="center"&gt;Astrojildo Pereira&lt;/h2&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Partido Comunista do Brasil nasceu das lutas  operárias que agitaram o país durante os anos de 1917 a 1920, e se  formou sob a influência decisiva da Revolução Socialista de Outubro. O  que quer dizer que nasceu e se formou já na época das guerras  imperialistas e das revoluções proletárias. Mas, para melhor se  compreender o processo de sua gestação e do seu aparecimento na arena  política brasileira, como partido independente da classe operária,  torna-se necessário proceder a um retrospecto histórico do movimento  operário brasileiro, pelo menos, a partir de 1906. Esta data é muito  importante, porque assinala o início, entre nós, de uma organização  operária de âmbito nacional, qual seria a &lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/c/cob_cong_oper_bras.htm" target="_blank"&gt;Confederação Operária Brasileira&lt;/a&gt;,  só organizada em 1908, mas cujas bases haviam sido lançadas pelo  Congresso Operário reunido no Rio de Janeiro, naquele ano. Acresce,  ainda, a circunstância, que é preciso igualmente levar em conta, de que o  referido Congresso assinalou, do mesmo passo, o começo de todo um  período de predomínio da influência anarco-sindicalista no movimento  operário brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PrQrS7zxTeU/TtlGbU8vI-I/AAAAAAAABCE/YJ50cXci-IY/s1600/ASTROJILDO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-PrQrS7zxTeU/TtlGbU8vI-I/AAAAAAAABCE/YJ50cXci-IY/s320/ASTROJILDO.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div 
